08 jul 09
outros bla bla blas
Craftcast #1 (aka. podcast do Superziper)
por Andrea

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O que acontece quando três bonequeiros e duas craft blogueiras se juntam num restaurante japonês da Liberdade no sábado à noite ? Adivinhou que disse um craftcast !
A gente não programou nada. A idéia surgiu quando no meio do papo o tio faso falou que tinha escutado um podcast de nerds. Ficamos com inveja branca porque a gente não tinha feito um ainda. Na hora a Cláudia sacou a câmera-gravador da bolsa e resolveu o nosso problema lá mesmo. E como o tio era o único crafter do sexo masculino presente naquela mesa ele foi o escolhido para ser homenageado* no craftcast. Nada mais justo, certo meninas ?

Agora sério, nosso craftcast foi feito no improviso, então não esperem nenhum efeito sonoro, conteúdo intelectual e muito menos vozes aveludadas, ok ? Apenas divirtam-se.

(* zoado)

quadro

Participaram do nosso Craftcast #1:
.Bonequeira Marcia (Maricotinha),
.Amigurumer Carola (Pintinho Coloridinho),
.Cláudia e Andrea (daqui mesmo).
E você, tem mais pergunta indiscreta pro tio ? Manda ver aqui embaixo nos comentários que ele vai responder.
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Também no Superziper: Vídeo da Cláudia mostrando como fazer um pompom. Já virou um clássico Superziperiano.
06 jul 09
craft tour
Missão: Mega Artesanal 2009
por Andrea

My creation

Ufa, sobrevivemos à Mega Artesanal e conforme prometido vamos contar tudo pra você que não foi. Na real, fazia tempo que a gente não ia a um eventos gigante como este. Estávamos com um certo medinho, porque geralmente preferimos coisas mais calmas e intimistas. Mas tudo pelo bem do craft, certo ? Acordamos cedo no sábado e munidas de câmera, brochinho do Flickr, credenciais e disposição rumamos para a Expo Imigrantes no carro da Cláudia. Nossas fiéis e pacientes escudeiras, a Pintinho Coloridinho e Maricotinha, nos acompanharam na saga de 8 horas que renderam boas idéias, conversas animadas, muitas fotos legais e pés completamente detonados.

praça alimentacao cinderela

Não tem jeito, feira grande é mesmo cheia de clichés. Filas gigantes na entrada ? Confere. Muita gente veio em caravanas do interior de São Paulo e outros estados, pois a Mega é o evento no ano para muita artesã. Fila pro banheiro ? Yep. Praça de alimentação lotada e comida ruim. Con-fe-ri-dís-si-mo. Foi na mega que comi a pior esfiha de frango ever. Mas a gente repetia o mantra “tudo em nome do craft” a cada dificuldade. Funcionou. E estar no meio da muvuca da Mega até rendeu momentos divertidos e curiosos. Um dos stands mais movimentados era o do fabricante de viés Cinderela. Por lá rolavam sorteios onde as participantes tinham que ficar gritando “Cinderela ! Cinderela !” numa vibe Silvio Santos encontra Martha Stewart. Mas o que é mico para alguns é diversão para outros, certo ? No stand de lãs da Linea Italia rolou até desfile de roupa de tricô em cima de uma passarela de mesas, com modelos carudas e aplausos.
mostrando o patchworkpega alfinetemake
A Mega tinha basicamente três tipos de expositores: lojas de materiais diversos(as MDFers e scrapper fariam a festa por lá), fabricantes e crafters independentes. Próximo a entrada, as grandes marcas exibiam seus stands luxuosos (Singer, Janome, Contact, Circulo, Gato Preto…todo mundo presente) e na parte do fundo ficavam os stands de venda de produtos artesanais. Todo mundo tinha um espaço, de acordo com seu porte e investimento. Praticamente todas as técnicas estavam presentes por lá. De biscuit até crochê. De cerâmica ao scrapbooking. Sentimos falta de mais stands dedicados a tecidos e equipamentos de costura mas acho que as feiras de Patch são mais focadas neste segmento. A proposta da Mega, como o nome já diz, é ser mega.
Na parte dedicada aos pequenos artesãos encontramos uma senhora que segurava uma linda colcha de patchwork multicolorida. “Foi a senhora que fez? Posso fotografar? “, perguntei. ” Claro! “, ela respondeu toda orgulhosa da sua obra. Eu também ficaria. Andando um pouco mais achamos um objeto curioso em outra barraca: uma espécie de bengala com ímã na ponta, para pegar alfinetes do chão sem ter que abaixar. Um gadget de costura das gerações passadas ? Bom, eu não conhecia mas gostei e usaria.
As vezes a Cláudia me cutucava com um “Olha aquilo, é bem legal e diferente”. Foi o caso da luminária de teto do stand da revista Make – o tipo de coisa que eu gostaria de ter na minha cozinha, se eu tivesse mais espaço.

papel-laser-frasesbordas-decorativas

A Cláudia, que curte mexer com papel, ficava procurando novidades nas lojas de scrap. Eu, na maoria das vezes, preferia ficar esperando do lado de fora. No final ela encontrou vários produtos legais de papel recortado a laser, fabricados no Brasil. Parece que a tecnologia já chegou por aqui e pra ficar. Tudo indica que logo vamos ter no mercado nacional muito acrílico, tecido e papel cortado a laser e em formatos fofos, prontos pra uso.



My creation
É logico que quando encontravamos alguma trabalho mais com a nossa cara soltavamos involuntariamente vários ooohhhhs e awwwws. Foi assim quando vimos esta mini cômoda decupada com tecido e com puxadores de tesouras coloridas. Idem para o abajur cuja base é uma jarra transparente cheia de botões. Fofuras que decoravam o estande da Make by Rita Paiva.

My creation
Os stands das grandes marcas promoveram muitas oficinas. Nelas as crafters podiam testar os produtos e colocar a mão na massa. Uma das mais bacanas e que eu gostaria de ter feito era a da marca de ferramentas Dremel – nesta foto as meninas estão esculpindo em cerâmica. Aliás reparamos que a concentração masculina da feira estava nos estands da Dremel. Realmente é uma boa idéia mandar seu marido pra lá enquanto você enlouquece nas lojas de scrap e MDF. Idéia melhor é deixá-lo em casa e ir só com as amigas, hehe.

Tivemos um certo dejá vu quando entramos no estande da Compactor e vimos que eles tinham demostrações e oficinas das Canetas Creative maker para desenhar em porcelana branca . Já escrevemos sobre elas aqui no blog. O bacana é que dá pra queimar as peças em forno caseiro.

caixas encapadasprof sassa
Outra tendência que estava presente na Mega eram os projetos feitos com materiais reciclados. Muitas eco bags e também propostas legais para reutilização de embalagens. Nesta linha gostei das caixas forradas com tecido de patchwork , da Lu Gastal, e da bola gigante feita com fundo de garrafa pet, que enfeitava o stand do Professor Sassá, voltado para o público infantil.

stand-lu-gastal-mara-porto
Em cima: Lu, eu e Mara. Embaixo: Carola, Cláudia, Márcia e Cássia. Faltando a filhota da Mara, que bateu a foto

Sem dúvida uma das coisas mais bacanas da Mega foi a oportunidade única de encontrar num só lugar algumas crafters que a gente já conhecia no mundo virtual. Entre elas as queridas Lu Gastal & Mara Porto, que montaram um stand lindíssimo repleto de criações em patchwork e tecido. Perdemos a noção do tempo e ficamos um tempão por lá, xeretando tudo, tirando fotos e conversando com as gurias. Vamos falar mais delas por aqui mais tarde mas por enquanto deixo esta foto grupal que tiramos lá no stand. Repararam nos nossos sorrisos felizes e nos brochinhos do Flickr ?

Refletindo cá com os meus botões, um outro título interessante para este post seria: Quando o craft online encontra com o artesanato off-line. Explico. Pra começar, a faixa etária média do público da mega era mais velha, diferente da moçada que visita o Superziper. E achamos que a grande maioria que foi à Mega ainda usa muito mais a TV do que a web como referência para fazer crafts. Aliás, por lá quase ninguém usa a palavra crafter. O termo que predominante é artesã e artesanato. Em alguns momentos ficamos nos sentindo meio ETs, principalmente quando nos demos conta que muita artesã veio de muito longe só para conhecer seu ídolos ao vivo, os homens do artesanato na TV, como o Peter Paiva e o Dotan do Ateliê na TV. Eles por sinal foram fofos e simpáticos conosco, apesar de não fazerem a menor idéia do que é o Superziper, hehe. Mas seja usando a web ou TV, sendo crafter ou artesão, todo mundo que estava lá na Mega tinha uma coisa em comum: o prazer de fazer trabalhos manuais. E só isso já gerava uma ótima vibe, na nossa opinião.

Muita gente nos pergunta se vale a pena ir a Mega. Nossa dica é: se você é de São Paulo Capital, talvez ir a feira seja meio redundante pois é possivel ter acesso a tudo isso em lojas e pela web, sem muvuca. Mas se você é de outra cidade e está a fim de encontrar tudo ao mesmo tempo no mesmo dia, a Mega é sim uma boa idéia. Isso sem contar a delícia de encontrar amigas, ver novidades e testar novas técnicas. E talvez esbarrar com o Dotan Mayo no corredor. Ou com alguma crafter blogueira. Mas, se você for levemente agorafóbia, evite.

Mas quem pensou que nossa aventura de sábado terminou na feira, se enganou. Depois de cumprir a nossa missão na Mega fomos repor as energias num restaurante na Liberdade. Escolhemos um japonês raiz, com TV de teto ligada na NHK e estante cheia de mangás . E foi lá que baixou inspiração e, no improviso, gravamos nosso primeiro Craftcast (podcast craft), com a participação de um certo tio bonequeiro. Pra descobrir quem é o tio e ouvir o nosso podcast é so voltar aqui amanhã, ok ?

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Também no Superziper: Meninas que a gente encontrou nos corredores da Mega, adoramos conhecê-las. Ely, Adriane… Nossa péssima memória nos traiu e não conseguimos lembrar o nome de todas (vergonha!). E mais uma vez obrigada a Flávia (Casa da Mamãe Gansa) que deu a idéia do brochinho craft flickeiro. Lembrem-se de usá-lo nos outros eventos craft ao longo do ano.

05 jul 09
outros bla bla blas
Mega Artesanal: 10 achados por menos de 10 reais
por Claudia

Sim, fomos lá para a Mega Artesanal 2009: a Andrea, a Carola (Meu Pintinho Coloridinho) e Marcia (Maricotinha) e eu. Consultamos nossas próprias dicas, fomos com roupas e sapatos confortáveis, sem crianças, etc e etc. Sim, eventos deste tipo é mesmo aquilo tudo aquilo que dizem: hordas de pessoas, filas quilométricas, estandes lotados e comida ruim. Mas também é cheio de encontros com gente bacana, surpresas e algumas novidades.

Tudo isso a gente vai deixar pra contar nos próximos dias, com detalhes e fotos – porque depois de horas passeando por corredores e stands – e twittando ao vivo – nem sei como ainda sobraram forças para escrever aqui ( já é mais de meia-noite). Mas para agora temos um post curto, porque se ele não entrar agora rapidinho, vai perder a validade. Como o evento vai até amanhã domingo, 5 de julho, a gente faz questão de deixar algumas dicas de comprinhas para quem ainda vai passar por lá: nosso Top 10 de boas compras por até 10 reais.

Pássaro: aplique de madeira Stencil de Copacabana

1. Aplique de madeira de passarinho: Lembrou o logo do Twitter ! Por R$ 2,99 no stand da Oficina Paulista de Artes (Paço do Comércio, 98/99)

2. Stêncil de Coparacaba: Encontramos vários modelos, mas esse era o mais brasileiro de todos. Gostamos também dos de polka dots, bules de cozinha, discos de vinil e das tradicionais florzinhas. Por R$ 2,20 no stand da Casa da Madeira (Paço do Comércio, 90). Nota: preparem-se para batalhar por um espacinho, eram tantas coisas expostas (e tantas gente querendo olhar cada detalhe) que não sobrava lugar para circular.


Laços de fita em resina Tinta para pintar couro

3. Laços de fita em resina: Isso aí foi novidade pra gente, não conhecíamos o material. Pegamos achando que era gesso – ledo engano! Muita variedade de apliques. Acho que as pessoas compram isso pra enfeitar espelhos e molduras no estilo provençal. A gente gostou e acha que esses laços sozinhos – assim nessas três cores – davam um enfeite legal pra parede. Por R$ 3,50 cada, no stand da Grafe Resinas (Paço do Comércio, 142/ 143). Nota: também vimos esse tipo de peça em outros stands, mas ficamos com a sensação de que aqui os preços eram melhores.

4. Tinta para pintar couro: Depois que a gente motrou como tingir um sapato de couro, muita gente nos escreve perguntando onde encontrar a tal da tinta – de preferência que não preta ou marrom (naquela época, eu tinha usado uma vermelha, comprada em Londres). No stand da Glitter (Pátio da Indústria, 38B) descobrimos uma variedade enorme de cores. Só esquecemos de perguntar o preço – mas meu achômetro diz que é menos de 10 reais.

Alfineteiros de tecido Kit apagão

5. Alfineteiros de tecido: Fofos e artesanais, feitos pela mega caprichosa Mara Porto (também conhecida como Mara Coração), com tecidos bem escolhidos e base de soft. Estavam de R$ 6,00 por R$ 5,00. Por R$ 10 você leva uma ecobag rosa de coraçõezinhos brancos. No stand da Lu Gastal & Mara Porto (Paço do Comércio, 173).

6. Kit apagão: Também 100% artesanal, essa peça de tecido, da Lu Gastal, é ótima para ser deixada na cozinha e usada em casos de escuridão involuntária. A vela e a caixinha de fósforos vem junto! Por R$ 10,00 no stand da Lu Gastal & Mara Porto (Paço do Comércio, 173).

Fitas de bolinhas por metro Fita de pompom por metro

7. Fita de bolinhas: Taí um material de stand de scrapbooking que podem facilmente ser aproveitadas no mundo da costura. A mais larga custa R$ 3,50 o metro e a mais fina R$ 2,50 o metro, no stand da Scrappin’ Up! (Paço do Comércio, 147).

8. Fita de pompons bordos (grelô) : Esta daqui chamou a atenção pelo material, bem diferente de outras que já vi por aí. Falei pra Carola que as amarelas davam bons pintinhos para dar de brinde. Por R$ 8,00 o pacote das menores na Oriental (Paço do Comércio, 114).

Flor feita com escama de peixe Sabonete de quebra-cabeças

9. Flor de escama de peixe: Foi difícil de acreditar que com uma matéria-prima dessas, as artesãs do Espírito Santo conseguiam fazer buquês de flores tão delicadas. A Márcia foi até conferir se tinha cheiro – nadinha de nada! Por R$ 2,00 a unidade ou R$ 17,00 o maço. Na mesa Artesanato Cristina (Praça do Artesão, 32).

10. Sabonete de quebra-cabeças: Em cada pacote, são 5 sabonetes de cores diferentes em formato de pecinha de quebra-cabeças. Fiquei curiosa pra saber se eles realmente encaixavam uns nos outros. Por R$ 8,00 no stand do Peter Paiva (Paço do Comércio, 160). Nota: recomendamos a visita ao stand do Peter, todo mundo indicava como um dos mais bonitos da feira, visual legal e moderno, enfeitado com chitas. Pra gente foi uma surpresa ótima, não conheciamos a marca e nem o Peter. Isso ainda vai render boas conversas, aguardem!

Ufa! Por enquanto é isso, mas depois vem mais.

Agora é hora de colocar os pés pra cima e descansar. Foi um dia cheio!
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Também no Superziper: Expositores também sofrem em dia de feira. Aqui a gente conta nossa experiência do outro lado, quando tivemos por um dia um stand no Backyard Market de Londres. Confira nossas dicas caso um dia você queira tentar esse caminho.