Já tem muita gente por aí que curte fazer crochê sem se prender a nenhuma receita. A forma livre do crochê, como chamam lá fora, free form. Como? Basta você aprender os pontos básicos e, com agulha e linha na mão, começar a criar objetos, sem receita.
O crochet frestyle pode ser uma técnica para produzir objetos únicos e de formas orgânicas. Não há regras fixas, apenas criatividade e vontade de produzir algo bacana com as mãos. Eu sou fã deste método porque apesar de já ter feito muita toalhinha de crochê filé seguindo gráfico revista, também curto soltar a imaginação e criar coisas fora do comum.
Um projeto bem bacana que une crochê freestyle com ecologia é o Recife Hiperbólico de Corais de Crochê, do The Instutute for Figuring, ou THEIFF. Trata-se de um projeto onde mais de 100 crocheteiras britânicas se reúnem semanalmente para criar um recife de crochê.
No esquema a união faz a força, cada uma crocheta um pedacinho do coral, que vai sendo feito aos poucos, colaborativamente. Uma vez pronto, ele fica em exibição em grandes galerias das cidades que hospedam o projeto. Eu e a Cláudia tentamos participar de um encontro de crochê no Royal Festival Hall, mas infelizmente chegamos tarde e o encontro já estava no final.
E o recife de crochê não é apenas ‘arte pela arte’. Por trás do projeto há uma proposta ecológica acima de tudo de chamar atenção para a degradação da Grande Barreira de Corais (Patrimônio da Humanidade, na Austrália), através dos crafts. Notamos que vários dos corais foram crochetados com saquinhos plásticos reciclados e tecidos provenientes de roupas velhas.
Cidades como Nova Iorque, Londres, Los Angeles e Chicago já receberam o projeto. Bem que poderia vir aqui para o Brasil também
– Mais fotos da exibicão dos corais Britânicos, aqui ;
– Matéria sobre a exibição no jornal The Guardian;
– Trabalhos de crochet free form no grupo Scrumbles Free form Chochet and Knitting, do Flickr.













































