Outro achado da minha limpeza de fim/início de ano foi uma caixa cheia de coisinhas de feltro feitas à mão por mim. Eu guardo lá todas essas experimentações e ideias que venho fazendo desde que comprei o primeiro metro de tecido. Quando eu morei em Londres e participei de uma feira com a Andrea, muita coisa se foi. Mas por sorte ainda encontrei por lá uma das minhas primeiras bolsinhas em feltro que fiz. Achei que podia dar uma valorizada nela ao invés de deixar escondida dentro da caixa. E resolvi eu mesma inventar um suporte para deixá-la exposta na sala de casa – uma coisa meio saudosista essa, né?
Usei uma ripa de madeira que tinha em casa – na verdade uma das madeiras do estrado da cama. Não aparece nas fotos essa etapa, mas eu dei uma lixada pra deixar esse acabamento meio gasto. A cor original era esse verniz escuro.
Cortei com serrinha de madeira 4 pedaços: dois de uns 15 cm e mais dois de uns 21 cm. E optei por arrumá-los dessa forma intercalada – achei que assim deu mais movimento do que se estivessem dispostos de forma alinhada. Fora que assim, as imperfeições milimétricas no corte e nos tamanhos não chamam tanta atenção.
Usei um grampeador de tapeçeiro para unir os pedaços pelo verso.
Com a moldura firme, prendi no verso da madeira um retalho de lona de algodão (vocês já viram ela aqui). De novo, apelei para o mesmo grampeador salvador! Reparem que eu dobrei o tecido para não desfiar.
Por último, com linha e agulha normais, costurei a bolsinha de feltro no tecido. Não coloquei mais nenhum acabamento além disso – nem vidro nem nada. Só isso e pronto.
Só não reparem nos detalhes da bolsinha, realmente era coisa de iniciante. Os cabinhos dos morangos – por exemplo – ficaram meio tosquinhos, mas mesmo assim gosto deles. Me faz lembrar que alguma coisa eu evoluí nesses anos – e com certeza meu olhar ficou mais apurado.















































