24 mar 11
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Customização: o casaco dos 16 botões
por Claudia

O casaco dos 16 botões

Agora que o outono chegou e começou a dar uma esfriadinha, tirei uns casacos do armário. Tem roupas que acabo guardando por motivos sentimentais ou por algum outra razão. No caso desse casaquinho é porque gosto bastante do material que ele é feito. Tem algodão, mas tem também alguma mistura de fio sintético. Mas sei lá qual a combinação fizeram, que resultou em um toque muito macio, um caimento meio pesado que  nunca amassa, resumindo, é uma delícia de usar. Apesar do modelo não ser o mais moderno, acabei guardando… nem que fosse em cima do pijama em uma noite fria.

Resolvi que ele merecia uma reciclagem-express. Vi em alguma revista essa ideia de multi-botões e resolvi aplicar. Como estou sem balancim em casa, levei o casaco em uma oficina de peças-piloto do Bom Retiro, em SP (KG Atelier da Moda, Rua Lubavitch, 259 Bom Retiro tel. 11 3222-658 email kgsjanio@ig.com.br), e fiz meu pedido de customização express :-) .

Prático, não?

Antes e depois
(a diferença de cor foi porque uma foto foi tirada ao ar livre e outra a noite, dentro de casa)

Originalmente, o casaco tinha uns seis botões normais, de casinha. Eu pedi pra aplicar os novos botões exatamente em cima por cima dos originais e ainda encaixar mais três entre os espaços de um e outro. Ao todo, couberam 16 botões! O custo ? Um real por botão aplicado, já com a mão de obra incluída

Botões abertos

A cor ouro-velho dos botões deu uma carinha mais atual, assim como essa nova disposição, meio over. Tirou a cara de blusa de vovozinha.

Botões novos

Dá para usar todo aberto, todo fechado e também com cintinho fino marcando a cintura. Bem versátil.

Fiquei com vontade de fazer o mesmo em um casaquinho mais fino, desses de algodão, aplicando botões menorzinhos, mais delicados.

Falando em customização de casaquinhos, a Andrea já ensinou a transformar um suéter em um cardigã. Esse acabamento vai muito bem com esse modelo.

 

14 mar 11
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Viveiro orgânico: Sabor da Fazenda
por Claudia

Flores orgânicas no prato

No ano passado, participei de um curso bem interessante de horta orgânica em pequenos espaços. Foi aqui em SP, em um viveiro-escola que descobri por acaso. O lugar se chama Sabor de Fazenda e fica na Vila Maria, perto da marginal Tietê, atrás da fábrica da Nadir Figueiredo. A aula foi dada em um sábado, pela manhã e um almoço também estava incluso (além de um kit horta que levei pra casa toda feliz).

Estes são dois pratos que foram servidos no almoço. São feitos com folhas diferentes e flores comestíveis, tudo orgânico. Infelizmente não me lembro do que é o quê. Se eu não me engano, o rolinho era feito com folhas de capuchinha. Se alguém souber identificar, deixe comentário. Não tirei foto, mas eles também serviram uma sopa de legumes que estava excepcional – repeti mais de uma vez, hehe.

Aproveito e mostro algumas fotos do lugar, que é extremamente bem cuidado e cheio de detalhes que chamaram inha atenção.

Aqui, um dos muros do viveiro. Achei muito criativa essa ideia de embutir tijolos de cimento vazados na parede e usar como vasinho para ervas e outras plantas.

Ervas na parede

As mudas que eles vendem lá são todas orgânicas. E pelo jeito a mentalidade do orgânico está em todo lugar. Vejam essa ideia de reaproveitar objetos inusitados como vaso de plantas. Não sei o que ficou mais legal, o tanque ou o carrinho de supermercado de criança.

Plantas em lugares inusitados

Depois do curso, acabei voltando mais vezes para comprar terra e adubo orgânicos. O preço é meio salgado (principalmente comparando com sacos de terra daqueles bem baratos), mas a qualidade é excelente. Minhas plantas agradeceram!

Viveiro Sabor de Fazenda

 

Apoio de prato de fuxico e tampinha

E foi no almoço que descobri essa ideia muito legal de reaproveitamento de tampinhas de refrigerante. Essas fotos eu tirei lá mesmo, não fiz ainda mas quero tentar fazer pois tenho um saco cheio de tampinhas de garrafas PET então essa ideia veio bem a calhar.

Veja como é simples a execução. São círculos de tecido, que envolvem as tampinhas em uma costura estilo fuxico e depois são presos um a um formando uma mandala. Você decide quantas tampinhas usar e qual formato fazer. A combinação das cores do tecido é que vai dar a cara final ao projeto.

Apoio de prato: frente e verso

Nessas fotos de cima estou segurando dois apoios de panela ao mesmo tempo. Na primeira foto dá para ver a frente e na seguinte o verso. Achei que a parte de trás ficou tão interessante quanto a da frente – é dupla-face.

Fica a inspiração.

Pra quem se interessou:
Sabor de Fazenda – Viveiro Orgânico
www.sabordefazenda.com.br
Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395
Vila Maria – São Paulo, SP
(11) 2631-4915

11 jan 11
casa craftoutras técnicasreciclagem
Meu primeiro craft (agora emoldurado)
por Claudia

Feltro enquadrado

Outro achado da minha limpeza de fim/início de ano foi uma caixa cheia de coisinhas de feltro feitas à mão por mim. Eu guardo lá todas essas experimentações e ideias que venho fazendo desde que comprei o primeiro metro de tecido. Quando eu morei em Londres e participei de uma feira com a Andrea, muita coisa se foi. Mas por sorte ainda encontrei por lá uma das minhas primeiras bolsinhas em feltro que fiz. Achei que podia dar uma valorizada nela ao invés de deixar escondida dentro da caixa. E resolvi eu mesma inventar um suporte para deixá-la exposta na sala de casa – uma coisa meio saudosista essa, né?

Usei uma ripa de madeira que tinha em casa – na verdade uma das madeiras do estrado da cama. Não aparece nas fotos essa etapa, mas eu dei uma lixada pra deixar esse acabamento meio gasto. A cor original era esse verniz escuro.

Ripas de madeira Moldura de madeira

Cortei com serrinha de madeira 4 pedaços: dois de uns 15 cm e mais dois de uns 21 cm. E optei por arrumá-los dessa forma intercalada – achei que assim deu mais movimento do que se estivessem dispostos de forma alinhada. Fora que assim, as imperfeições milimétricas no corte e nos tamanhos não chamam tanta atenção.

2 pedaços de 15 cm 2 pedaços de 21 cm

Usei um grampeador de tapeçeiro para unir os pedaços pelo verso.

Grampeando a moldura Grampeador de tapeçaria

Com a moldura firme, prendi no verso da madeira um retalho de lona de algodão (vocês já viram ela aqui). De novo, apelei para o mesmo grampeador salvador! Reparem que eu dobrei o tecido para não desfiar.

Tecido grampeado no fundo Costurando no tecido

Por último, com linha e agulha normais, costurei a bolsinha de feltro no tecido. Não coloquei mais nenhum acabamento além disso – nem vidro nem nada. Só isso e pronto.

Meu 1o craft

Só não reparem nos detalhes da bolsinha, realmente era coisa de iniciante. Os cabinhos dos morangos – por exemplo – ficaram meio tosquinhos, mas mesmo assim gosto deles. Me faz lembrar que alguma coisa eu evoluí nesses anos – e com certeza meu olhar ficou mais apurado.