01 jul 11
outros bla bla blas
Dez motivos para ir à Mega (e alguns para não ir)
por Andrea

mega

Você já foi na Mega  Artesanal este ano? Tá indecisa se deve ir ou não ? Fizemos uma lista com 10 motivos para ir …..e até alguns para não ir.

Se joga na Mega se:

1. Quer ver  novidades e lançamentos do mercado;
2.  Quer reencontrar velhos amigos crafters;
3. Quer ampliar sua rede de contatos e encontrar gente com as mesmas afinidades;
4. Está a fim de testar aquelas máquinas de costura que namora faz tempo;
5. Quer espiar o que outros crafters andam fazendo de banaca;
6. Gosta de fazer workshops rápidos;
7. Curte ver estandes super produzidos, como o do Peter Paiva e o da revista Make;
8. Quer fazer um programa diferente  com suas amigas prendadas;
9. Curte garimpar (tem muita coisas bacanas por lá sim,  tem que saber procurar);
10. Tá precisando de gás para alimentar a sua vontade de botar a mão na massa.

Mas a Mega talvez não seja a sua praia se você….

* Destesta lugares grandes e gente falando alto;
* Odeia andar pra lá e pra cá (tenis nos pés é essencial);
* Detesta ficar em filas – dependendo do horário vai pegar várias;
* Quer ver meninos –  o público de lá é 99% feminino XD;
* Quer economizar  –  tão difícil sair de lá sem comprar nada.

Tomara que as nossas listas ajudem na sua decisão, a feira vai até Domingo :)

A Má Cola já foi e escreveu contando sobre o que mais gostou. Ela até comparou a ida à Mega a uma rave, só faltou sair de lá com piercing na sobrancelha ;). Mas eu  super concordo com ela. Ir a Mega é ver um mundo de possibilidades, de materiais legais.  A sensação é que com criatividade dá para se fazer de tudo e inventar muito.

Nós achamos que, se tiver pique,  sempre vale a pena dar um pulinho. Principalmente pra quem não é de São Paulo (oi caravanas) e normalmente tem menos acesso à materiais e fornecedores, a feira serve para encontrar pessoas, ver novidades, aprender e comprar, tudo num dia e num lugar só.

Estaremos por lá amanhã, sábado, visitando o estande da Make by Rita Paiva. Se também estiver por lá passe para dar um oi e papear  conosco. Nós vamos adorar :D

30 jun 11
tricô e crochê
Faixa tipo turbante, em tricô
por Andrea

turbante

Tricotar um turbante foi uma ideia que surgiu papeando com a Fran e a Rose,  alunas da última Oficina. Elas me pilharam e  eu me animei na hora em tentar fazer o meu com os fios metálicos Discovery, meus queridinhos da temporada. Mãos à obra e o resultado foi não apenas um mas logo dois, em prateado e em dourado.

Na real, trata-se de uma faixa que é  2 em 1. Dá para ser usada como turbante (por cima do cabelo) ou como faixa mesmo (por baixo, atrás da orelha). Como turbante eu até tentei usar mas não rolou. Como meu cabelo é liso e  repicado então a faixa  escorregava demais e me deixava  com um mullet esquisita. Desisti e resolvi usá-la como faixa mesmo.  Mas aposto que ficaria um turbante legal para quem tem cabelos curtos :).

faixas

Basicamente são duas peças, uma faixa principal e uma tirinha  que fica no centro.  Aqui vai a receita  para quem quiser tentar:

Faixa estilo turbante

Materiais

Agulha  de tricô #10

Novelo de Discovery, da Aslan Trends

Agulha de tapeçaria (para acabamento)

Faixa Prinicpal

Ah, uma dica que eu já dei por aqui: Para trabalhar com o fio Discovery sem desfiar eu dou uma queimada  bem de leve com a chama do isqueiro nas pontinhas.

Monte 18  pontos na agulha e trabalhe em jérsei ( todos os pontos da frente em meia, todos os pontos do  verso em tricô, passando  o primeiro ponto  de cada carreira para a agulha esquerda sem trabalhar) até que a faixa atinja  aproximadamente 55 cm de comprimento.  Meça a faixa dando a volta na sua cabeça  para ter certeza sobre o tamanho ideal. Não pode ficar frouxa, melhor ficar justinha porque a faixa tem uma certa elasticidade. Arremate os pontos e reserve.

Tira central

Monte 5 pontos na agulha e tricote uma tira de 15 cm em jérsei (todos os pontos da frente em meia, todos os pontos do  verso em tricô, passando  o primeiro ponto  de cada carreira para a agulha esquerda sem trabalhar). Arremate.

Montagem

Junte as duas pontas da faixa com ajuda da agulha de tapeçaria. Não importa o ponto usado pois a costura vai ser coberta com a tira central. Costure as duas pontas da  tira central dando a volta bem em cima da costura da faixa.  Tem que ser costurada justa, para dar o feito franzido.

Posicione a costura da tira na parte interna da faixa. Se quiser, dê uns pontinhos invisíveis para que a tira não saia do lugar.

turbante2

Para fazer um turbante mais invernal para aquecer a cabeça agora no inverno use um fio grosso com lã na composição. Eu vou tentar fazer um já, já.

faixa turbante

A Fran Lacerda, nossa modelo de plantão, usando a faixa como turbante. Fica ótimo para quem tem cabelo curto.

 

 

E para quem tiver dúvida nos pontos básicos do tricô, nossos videos podem ajudar.

27 jun 11
costuraoutros bla bla blas
Sobre costurar à mão
por Claudia

costurado-a-mao

Oi a todos, já aviso a todos que tenho máquina de costura, gosto muito dela (demais até!) e não tenho nenhum problema em usá-la. Mas hoje estou aqui para contar porque também gosto tanto de costurar a mão. No fundo, acho que decidi fazer uma homenagem a este ofício, dividir meus sentimentos com todos aqueles que também fazem isso e deixar um incentivo àqueles que ainda não experimentaram…

Costurar à mão é especial. Você não precisa de equipamento nem nada, só um carretel e agulha. É extremamente portátil. Nos finais de semana, sempre levo para onde eu for meu kit de costura e tecidos na esperança de avançar em projetos engavetados. Dá para costurar na praia, no sofá da casa da avó, na sala de espera. E pode ser sozinha, mas nada impede de ser também com outras pessoas, conversando, vendo TV…

Descobri também (por experiência própria) que acalma a respiração, a mente e o espírito. Não sei se é o tipo de concentração que o cérebro exige que faz o corpo reagir desta forma. Mas por tabela o pensamento acalma, a respiração sai mais tranquila. No final, você relaxou sem perceber.

Qualquer um pode! Não pode? A máquina de cotura é reservada para os mais avançados (e interessados). Já na mão vale para qualquer um, mesmo… Adultos, crianças, homens, mulheres, com ou sem dom. Vale para qualquer complexidade de tarefa, de pregar botão a consertar furo em meia, projetos simples e avançados. Vale tudo, que saia bonito ou feio, criativo ou simplesmente funcional. É universal e humano. Vi em um museu de história natural agulhas pré-históricas feitas de osso. O conceito de moda, craft ou customização não existia naquela época e o povo saia costurando.

As imperfeições… Quem olha com olhar atento este tipo de costura percebe uma certa irregularidade nos pontos, sabe que não veio de uma máquina, mas sim de alguém que pensava enquanto fazia. E talvez até por isso tenha um errinho aqui e outro ali, uma distância em um pedaço e um buraquinho do outro lado. O que será que se passava na cabeça da pessoa bem naquele pontinho?

Aliás, é nessas horas que a gente se espeta. Até furar o dedo faz parte da experiência. Não que eu ache legal se machucar, mas uma picada inofensiva relembra da manualidade deste ofício.

costura-mao

Agora, porque tudo isso de repente? Os devaneios vieram deste fim de semana prolongado, que finalmente consegui mexer em algumas costuras que andavam paradas. Depois mostro elas por inteiro, mas nas fotos de cima d[a para ver o que eu andei fazendo enquanto pensava neste texto.

A blusinha rosa é uma camiseta básica que apliquei uma renda em formato de laço – customizando sempre!

A camisa xadrez levei para ajustar. A de cima está perfeita, a de baixo comprei grande demais. Está na hora de usar, mas preciso dela mais justinha.

E essa vermelhinha de veludo é uma bolsa de tecido que quase mandei para doação. No último minuto, tive a ideia de desmontar e usar pelo avesso – esse xadrez – como sacolinha para levar lanche.

Bem, mas agora é hora de ouvir vocês. Quem mais gosta e tem paciência de costurar à mão também? Deixem seus depoimentos!