por Ana Matusita, do ana sinhana , blogueira convidada
Quando recebi o convite da Andrea pra participar do Superziper em março, fiquei exultante. Quem não ficaria? O Superziper foi o primeiro ponto de encontro de crafters brasileiros e hoje é referência tanto pra quem começa quanto pra quem já domina alguma técnica artesanal. Adoro entrar aqui e descobrir as novidades do momento. Mas o meu carinho vai além do aprendizado: no ano passado, por conta de uma foto no Superziper, reencontrei uma amiga querida de infância, com quem havia perdido o contato. Foi das coisas mais legais que me aconteceu em 2008.
Mas o que faz o Superziper representar tão bem o movimento craft por terras brasileiras? Acho que é o feeling das meninas em entender tão bem o espírito da coisa. Todo crafter tem determinadas características que são muito bem captadas nas matérias. Porque, se olharmos esse ser bem de pertinho, todo crafter é curioso e novidadeiro, adora um papo de armarinho/papelaria. Todo crafter é, no fundo, um obssessivo, um perfeccionista e por isso adoramos tanto os DIY’s, os PAP’s com muitas fotos e explicações. Todo crafter é meio voyeur que ama espionar pela buraco da fechadura da casa alheia e, especialmente, o craft room alheio.
Juntando tudo isso, todo crafter ama aplicar o que aqui na própria casa e, depois, fotografar e mostrar o que fez, todo orgulhoso.
E foi com o meu olhar curioso-novidadeiro-obssessivo-voyeur que visitei junto com uma turma craft da pesada a última edição da CRAFT + DESIGN, evento que reuniu o que há de mais bacana na cena brasileira hoje. O que vi por lá me deu vontade de trazer imediatamente pra casa (uma pena que a feira seja só pra olhar).
Um dos trabalhos do qual eu já era fã é o da Ana Moraes, artista plástica paulistana que faz intrincadas esculturas misturando arame, material reciclado, linhas e contas. Conheci o trabalho dela quando ganhei um AMOR de aniversário, de uma grande amiga:
No espaço da Móbiles e Outras Manufaturas, o colorido chamava a atenção. As arquitetas Priscila Cañedo e Eliane Coelho utilizam madeira, pvc expandido e isopor, criando formas simples e de muitas cores, penduradas em fios de nylon ou aço. Lúdico, sem ser necessariamente infantil!
E a argentina radicada em São Paulo, Juliana Bollini cria esculturas-personagens em papel e arame, pintando nelas rostos expressivos e olhares melancólicos que são puro romantismo.
Também tive o prazer de encontrar as queridas Cris Paz, da CHEZ CRIS, que expôs na edição passada suas fofuras em tecido para crianças e seus objetos divertidos para os adultos e Ana Luísa, da TACóN Acessórios. O espaço da Ana era dos mais alegres e coloridos, com os detalhes mais fofos possível, como um chaveiro de vestido da Branca-de-neve, casinhas multicoloridas, bolsas com penduricalhos de gato de alice, entre outras delicadezas que a gente ama.
Enfim, para quem vive, respira e ama craft como eu, foi uma tarde perfeitamente deliciosa. A próxima CRAFT acontece em agosto, em São Paulo. Anote na sua agenda e não perca!






























