23 nov 09
craft tour
Coisas legais na Muji
por Andrea

Em todos estes anos nesta indústrial vital que é este blog esquecemos de falar de uma loja que a gente conheceu lá fora e virou super fã. Trata-se da cadeia de lojas japonesa Muji.
Eles são conhecidos pelo ‘no-brand’ ou seja, não fazem propaganda de massa e preferem investir em design, preços acessíveis e divulgação boca a boca. A linha de produtos é extensa, tem papelaria, móveis, artigos de toilette e roupas. Tudo muito clean, minimalista, com um design funcional e básico….. Mas bem melhor ficar falando é mostrar as fotos da Muji, né ?
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É claro que eles entraram na onda eco e têm sacolinhas de furoshiki. Convertendo o preço cada uma sai por R$ 45,00. Repararam no modelo básico da sacola ? Lembra muito esta aqui, que eu já ensinei a fazer, só que num tamanho maior.
Também achei o formato desta outra bolsa bem interessante. Desculpem pela foto que não ficou lá muito nítida, cliquei na correria.< DSC07071
Ainda na linha eco, achei bem fofas por porta moedas e os porta cartões feitos com tecido de quimono reciclado. Não são lindas as estampas ? Lá no Japão é bem comum usar tecido de quimono, parece que a tendência também está chegando em outros países.
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Na Muji existe uma seção *só* de apetrechos para marmita e obento. Mas como a proposta deles é ser clean, nada de estampa de Hello Kitty, tudo lá é de uma cor só. Achei lindo o saquinho de marmita com tecido de linho xadrez – tenho um vermelho que comprei no ano passado, o fechamento com cordão franzido é tudo de bom. E olha, têm guardanapos no mesmo tecido grossinho de linho xadrez.

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E estes bichos de tecido ? Para criança mas muito adulto compraria, certo ? Também fazem os mesmos coelhos e cachorros em formato de chaveirinho.

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Pra quem curte tricô, a Muji tem peças bem legais, todas básicas e sem muitas firulas. Olha esta gola de tricô que é basicamente um retângulo abotoado na lateral ! A parte superior é ponto barra e um ponto mais rebuscado na parte dos ombros. Eles acertaram na textura, a lã que escolheram é bem pesada, mas com um toque muito macio. Simples e chique.
Eu já gostava das Mujis de Londres mas quando fui para Tóquio meu queixo caiu. Conheci a Muji Matsuzakaya, no bairro de Ginza, um absurdo de grande: três andares, um verdadeiro shopping só de produtos da marca. Vendem de tudo isso que falei aqui e mais um monte de comida, chás, doces….
A Muji está em vários países, então se você for viajar vale a pena uma bisbilhotada. Com certeza você descobrirá alguma coisa lá que precisa muito.
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Também no Superziper: Êeee estou de volta e com saudades :D ! Minha viagem foi bastante corrida mas consegui um tempinho para procurar várias novidades crafteiras na terra da rainha. Vou contando aos poucos aqui, ok ? De volta a programação normal aqui no blog, no flickr e no twitter.

19 nov 09
costuracraft tour
Vale a pena ter uma mini-máquina de costura?
por Claudia

A máquina de costura vermelha

Olha só o que eu achei na seção de armarinho da John Lewis (Oxford Street – Londres, quarto andar, Haberdashery), um dos grandes magazines da Inglaterra, no estilo dos nossos falecidos Mappin e Mesbla. Sim, encontrei mini-máquina de costura por apenas R$ 150. Ela tem 10 tipos de pontos, a agulha pode ser colocada em 2 posições, tem gavetinha para acessórios, costura reverso, pesa menos de 3 quilos, tem garantia de 1 ano, vem da Tailândia mas só foi feita para costurar tecidos de leves a médios. E o melhor, vem em cores incríveis: vermelho, rosa, azul, baunilha e pistache!

Quando eu vi esta máquina na loja, me lembrei das perguntas que chegam ao grupo Superziper no Flickr, o nosso fórum. Muitas iniciantes querem saber se vale a pena comprar uma mini-máquina baratinha ou se melhor partir para a máquina ‘de verdade’. Vou deixar minha opinião nas entrelinhas através de uma historinha sobre um outro hobby que tenho, tocar flauta.

Para quem não tiver paciência, pode pular o próximo mega-parágrafo e ir direto para o final, onde complemento o texto falando especificamente sobre máquinas.

Flauta transversal

Faz uns 5 ou 6 anos eu resolvi aprender música. Escolhi a flauta transversal como instrumento. O professor me emprestou uma para que eu pudesse usar nos primeiros meses. Acho que ele sabia da quantidade de alunos que se empolgam, começam e depois largam. Eu sabia que não seria o meu caso, mas concordei com ele que era melhor aprender para depois saber escolher o que comprar. “Vai lá, limpa bem, fica com ela e quando você sentir que for a hora de comprar uma, você me devolve”. Como a escola era na Teodoro Sampaio, eu aproveitava para dar uma passeada pelas lojas e xeretar os modelos disponíveis. Apesar de violão, guitarra e baixo serem os instrumentos mais populares, bem pertinho tinha uma loja de instrumentos de sopro (que já fechou) e em uma ou outra vitrine eu achava uma flauta bem no cantinho. Flautas não são instrumentos baratos. A maioria era importada, e no Brasil tinha um só fabricante. Mas existia um bom mercado paralelo de flautas usadas, que alunos e profissionais passavam as suas falutas adiante. E no meio de tudo isso tinham também as chinesas – novas, brilhantes, chamativas e … com preços incrivelmente acessíveis. Passados uns 5 ou 6 meses, perguntei ao professor se era a hora de eu ter a minha. Perguntei o que ele achava das chinesas. “São baratas, isso são, mas só servem para alunos iniciantes. Ela não presta para quem quer seguir tocando. Depois de meio ano você vai ver que ela não presta. E o pior é que depois você vai ter de jogar fora, porque essas o pessoal de segunda mão nem aceita”. Eu achei que ele estava exagerando. Não entendia como uma flauta podia ter limitações, o que deixaria de funcionar. Eu continuei questionando e ele disse que na próxima aula ele traria uma para eu experimentar. Dito e feito. A flauta até que se saia bem nas músicas com poucas notas. Mas na hora que eu fui para os extremos – suaves ou agudas – não saia som. Por mais que eu tentasse assoprar, de vários ângulos, intensidades e posição de lábios, as notas não apareciam. Convencida? Sim! Pedi indicações de oficinas e fui atrás de uma usada. Era uma garagem no bairro do Paraíso. As prateleiras estavam cheias de flautas de todos os tipos, empoeiradas e abandonadas. Mas no pacote estava previsto uma revisão e um trato que deixaria ela com cara de nova. Eu já sabia tocar e fui experimentando várias até achar a que melhor para mim, naquele momento. Afinal, eles também vendiam modelos profissionais, mas como estudante ue precisava de uma que me atendesse bem pelo menos nos próximos 3 ou 4 anos.

Agora de volta ao assunto do post, aqui vão os comentários que recebemos no forum sobre comprar ou não uma mini-máquina de costura:

* Para “brincar” e aprender umas noções de costura serve mas. Mas é bastante limitada se depois voce quiser partir para outro tipo de projetos.

* Comprei uma pra mim e amo de paixão minha maquininha. Realmente, se voce quer fazer trabalhos mto elaborados e tal que exijam uma maquina mais possante, não aconselho. Mas se for pra umas coisas simples, craft básico, vale a pena!

* Serve direitinho pra pequenos reparos, roupinhas de bonecas e projetos pequeninos. Não resiste a tecidos grossos, é aparentemente frágil (a minha nunca quebrou, mas eu uso com cuidado), mais lenta que as máquinas tradicionais e bem simples (só faz costura reta). Agora, é suuuuper leve, cumpre o que promete e é uma gracinha!

* É uma porcaria. Dei para minha filha brincar!

* Uma de suas definições era essa: pra iniciantes! E o melhor de tudo… foi baratinha!

* Ela é macia, fofinha e agüenta o tranco muito bem viu? Ela é ótima sim… desde que você respeite os limites dela… não pretenda costurar jeans e coisas grossas nela…ok?

Como todo hobby, é voce que vai decidir com o tempo até onde quer ir. Vale para fotografia, coleções (oi, Blytheiras), música e costura. As coisas vão mudando, as vezes passa, mas as vezes a pessoa quer mais. O que foi decidido na hora da compra não precisa ser pra sempre. Custo-benefício é uma questão muito particular, tanto por quanto cada pessoa está disposta a gastar como pelo que ela espera da máquina ou do equipamento.

Eu acredito que informação e pesquisa é o melhor jeito de se “equipar” e tomar uma boa decisão. Espero que este texto tenha ajudado!

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Também no Superziper: Se a primeira é difícil, imaginem a segunda. A Andrea ‘pensou em voz alta’ quando estava se preparando para escolher sua segunda máquina de costura. Os questionamentos que ela se fez podem ajudar quem estiver passando pelo mesmo dilema :-)

16 nov 09
casa craftoutras técnicas
Como reformar o estofado da cadeira
por Claudia

Minha nova cadeira

Desde hoje, finalmente, tenho uma cadeira de visual compatível com o meu ateliê! Olha ela aí na foto, que foi tirada perto da varanda para aproveitar a luminosidade.

Originalmente, ela era bem feiona, das mais baratas daquelas a venda em lojas de móveis de escritório. Manja, cadeira preta e cinza? Mas não demorou muito para ela mudar – anos atras passei spray esmalte branco para cobrir a parte pés e partes metálicas e usei um pedaço de jeans molinho para cobrir o estofado que veio de fábrica. Mas o tempo passou e ela foi sujando e se desgastando.

Era a hora de mudar pela segunda vez e aproveitei a oportunidade para registrar o processo. Já na primeira foto, dá para ver o estado em que ela de encontrava – reparem nas manchas, que vergonha.
Cadeira: antes Materiais para reforma do estofado

Materiais:
* Pedaços de tecido de algodão;
* Fita de pompons ou outros enfeites;
* Tesoura;
* Grampeador de tapeceiro e grampos.

Usando o grampeador de tapeceiro Grampos na base

1. Comece cortando o tecido no tamanho do encosto e da base. Deixe uma margem de uns 4 centímetros de cada lado.

2. Se for possível, desparafuse a cadeira. Eu consegui soltar as peças e foi mais fácil de encapar.

3. Na hora de grampear, dobre o tecido para dentro para ficar mais grosso e prender melhor. Cuidado com os dedos – esse grampeador faz um barulhão, dá uma certa aflição.

Grampos no encosto Enfeite: fita de pompons

4. Esta foto de cima é do encosto. Vocês podem ver que eu nem tirei o tecido original, deixei por baixo mesmo já que não aparece.

5. Depois de tudo encapado, parafuse as peças novamente.

6. Eu enfeitei a minha cadeira com fita de pompons. Antes de finalizar, eu coloquei alfinetes pra ver se gostava do resultado. Como achei que ficou legal, parti para a aplicação final. Usei o mesmo grampeador para prender na lateral, deu certo!

Não tem muito segredo aqui, mas a graça está na escolha dos materiais: combinar cores, estampas e tecidos. Quem frequenta o Superziper talvez se lembre que a flanela de bolinhas foi a mesma que usei quando encapei a tábua de passar roupa. Já o xadrez com corações veio de um projetinho que fiz na cozinha. Os dois pedaços eram sobras e combinaram muito bem um com o outro.

Para quem tem mais habilidades na costura, sugiro uma incrementada usando patchwork. Vejam este exemplo que encontrei em Londres. Esta cadeira, encapada com a ‘bandeira’ do Reino Unido estava a venda na rua, no mercado de flores de Columbia Rd. Demais, não? Quem sabe encontro nela a inspiracão para a próxima reforma de cadeira.

Inspiração: patchwork UK

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UPDATE: Pelos comentários que já deixaram por aqui, vi que surgiram várias dúvidas sobre o grampeador. Eu fiz uma pesquisa rápida pelo telefone antes de sair de casa. Tentei as lojas de construção do bairro, mas no fim optei pela Leroy Merlin da Marginal. Comprei um básico, da marca Vonder. Custou cerca de 20 e poucos reais e a caixa com 1000 grampos foi R$ 3. Tem modelos mais power na loja, mas para este tipo de trabalho fiquei feliz com a minha escolha. R ecomendo. Tentem entrar em contato com o fabricante para descobrir onde vende na sua cidade www.vonder.com.br

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Também no Superziper: Se você é daqueles que gosta de reaproveitar qualquer sobra, até de papel, aprenda a fazer envelopes usando páginas de revista. A Andrea fez e ficou o máximo. Inspire-se e mãos à obra!