Estamos inaugurando uma nova seção que irá falar sobre organização de estúdios. Sim porque apesar de gostarmos de fazer bagunça criativa também precisamos ter tudo arrumado e à mão. Por uma questão prática, pois sabemos que ter materiais sempre organizados afeta enormemente a produtividade de quem faz crafts.
Eu sempre estou bisbilhotando os grupos de organização de craft rooms no flickr atrás de inspiração. Mas esta idéia em particular eu peguei revista Martha Stewart Living. Ela fez um dispenser de fitas como este mas usou com uma caixa nova, linda e marthastewartiana. Já eu me apoderei do espírito de reciclagem e usei uma caixa de sapato Melissa que estava rolando em casa faz um tempo e fiz a minha. Olhem como ficou:
Acho que as fotos já dizem tudo. Vai então um resumo da ópera de a) à d):
a) Corte com ajuda de um estilete um retângulo fino em uma das laterais maiores da caixa – recomendo fazer um buraco de no máximo 0.5 cm, assim as fitas não ficarão saindo do lugar na hora de puxar. Como vocês podem ver o meu ficou um pouco largo, não repitam o meu erro!
b) Coloque um espeto de madeira para churrasco ou qualquer outra vareta similar on interior da caixa. Não pode ser menor que a largura da caixa, se for maior, corte o excesso de modo a deixá-lo bem encaixado na horizontal.
c) Passe o espeto por dentro dos rolos de fita, viés, barbantes.
d) Encaixe e tampe. Tá pronto! Quem disse que o que é legal tem que ser complicado ?
Se você tiver muitas fitas e viés em rolo faça várias caixas como esta e agrupe por cor e em degradée. Ou tenha caixas por motivo, com todas as fitas xadrezinhas juntas numa caixa e todas as de poá em outra.
As caixas de Melissa são ideias para fazer este dispenser mas se você não tiver uma delas à mão vale forrar uma caixa de sapato com um papel estampado.
E vocês ? Contem como vocês organizam seus materiais , adoramos saber !
PS: Como vocês podem ver a Cláudia tá de volta ao blog desde ontem. Eêeeeeeeee :-D !
Um belo dia há mais ou menos um ano trás conheci a boneca Blythe e adorei! Mas não sei bem se ela pode ser considerada um toy art. Além do preço caro e apelo kidult a Blythe não tem nada a ver com o típico toy art.Eu adoro a Blythe porque é uma boneca que deixa você deixa você exercitar seu talento craft. Sim, porque não dá pra ter uma Blythe para simplesmente deixá-la exposta na sua estante feito um bibelô. O atrativo da Blythe é poder customizá-la, trocando a roupas (que você mesma pode fazer), mudando o cabelo, os olhos e o tom da pele ! E não pára por aí. A segunda parte da diversão é fotografá-la – ela é fotogênica e tem expressões que nenhuma outra boneca tem. Em resumo, a Blythe dá vazão aos seus sonhos. Se você queria ser estilista, com a Blythe você pode! Se queria ser fotógrafa, a Blythe é a sua modelo.
Toda esta loucura em torno da bonequinha zoiuda começou em 2000, com a produtora Gina Garan. Ela lançou o livro This is Blythe , um ensaio fotográfico das bonecas em poses super charmosas e assustadoramente reais. Notem que ser meio assustadora é o charme desta boneca, cuja característica marcante é ter aqueles olhos enormes que mudam de cor e um cabeção. O livro virou um sucesso e agora a Blythe é moda mundial! No Flickr já tem uma monte de fotos maravilhosas de garotas que fotografam suas Blythes customizadas. Aqui a moda vem chegando aos poucos, via lojas de toy art e ebay.
Pra quem se interessou na zoiuda e tá com e preguiça de googlar aqui está um mini-guia com informaçõs úteis para o fantástico mundo de Blythe:
* Ela “nasceu” nos EUA, nos anos 70 (daí o look retrô), feita pela empresa Kenner mas foi um fracasso de vendas, considerada esquisita e muita avançada para a sua época. Foram feitas poucas unidades e em um ano saiu de catálogo. Resultado, as Blythes vintage da Kenner valem ouro hoje em dia – com roupas da época e bem conservadas chegam a custar R$ 2.000,00 ! E sempre tem gente que prefere comprar detonada mesmo e mandar arrumar.
Veja este comercial de TV antigo que mostra como era a Blythe da Kenner e como ela muda de expressão e cor dos olhos !
* A empresa japonesa Takara, de olho no mercado kidult, relançou a Blythe em meados dos anos 200o, com o nome de Neo Blythe. Manteve-se fiel a quase todas as características originais e ainda lançou muitos modelos novos, cada um com corte de cabelo, tom de pele e roupas diferentes. E a cada ano que passa novas Blythe são lançada para delírio das colecionadoras- veja os modelos disponíveis e fotos aqui. Lançaram também a Petit Blythe, a versão mini-me da Blythe grandona.
* Outra empresa americana, a Ashton Drake, também relançou a Blythe, mas com reproduções das roupas originais dos anos 70, veja a foto de uma delas aqui.
* Existe um mercado paralelo enorme de acessórios de Blythe. São roupas, sapatos, aplique de cabelo, livros ensinando a fazer as roupas e muito mais. Estão à venda em lojas especializadas como a Amimono Pop que tem um monte de roupinhas de crochê exclusivas !
* É possivel customizar também próprias bonecas, mudando a cor de cabelo, o tom da pele, cílios e até a íris ! Sites e livros japoneses já têm tutoriais bem explicados sobre como fazer as “cirurgias”.
* Existe mais de 40 modelos de Blythe à venda no mercado. Eu particularmente gosto daquelas com roupinha retrô e de óculos. Outra favorita é a costureira, Taylor Gibson – com sua malinha de costura na mão e rumo à Paris ! Veja todos os modelos das Blythes Takara aqui em ordem de lançamento aqui.
* Uma teoria interessante sobre o porque das Blythes serem assustadoramente fascinantes. Via AskMetafilter.
Eu já virei fã da Blythe. Vou correndo agora mesmo no ebay comprar uma para a minha sobrinha. Ah, tá :-D
Eu amo o mundo de flickr. Amo descobrir novidades e saber o que as pessoas andam fazendo e comprando por aí. E via Flickr e blogs de crafts descobr que está muito na moda lá fora (ou talvez sempre esteve e eu nunca soube) comprar coisas usadas para o lar e para fazer projetos de craft.
Os objetos acima não são meus, eles foram garimpados por outras pessoas. Não é o máximo o “lixo”que se acha por aí ? São objetos domésticos usados ou não, geralmente com 50 ano ou menos, aquilo que chamados “vintage”. Nas minhas viagens e pesquisas pela Internet notei que existem vários tipos de lugares diferentes que vendem este tipo de coisa velha+legal: as lojas de caridade(ou charity shops, junk shops), as vendas de garagem e os mercados de pulga . É nestes “picos” que se encontram tesouros baratos como tecidos estampados, agulhas de tricô e todo tipo de armarinhos, cadeiras , quilts, e mais um monte de coisas legais. resumindo: lixo valioso para quem faz crafts ou quer decorar a casa! Reparem que nem tudo é para uso imediato, muitas da coisas servem para projetos de reciclagem – fronha vira bolsa, lençol vira avental, móveis são reformados e por aí vai.
Eu acho que os americanos são mais avançados em matéria de venda de usados. Pra eles é simples: montam mesa na calçada e vender objetos domésticos que não querem mais. Lembram da Luluzinha vendendo limonada na rua ? É o espírito do garage sales em ação. Talvez tenha um fator cultural que faça com que isso seja forte lá e inexistente aqui. Aqui comprar usados é coisa de estudante duro, quem tem alguma grana quer comprar objetos novos. Lá fora o usado é uma opção e bem valorizada e para alguma pessoas, garimpar objetos usados é quase um hobby, uma diversão.
Eu pessoalmente já achei coisas legais nas charity shops locais da Inglaterra mas pelo que tenho acompanhado nos blogs os Estados Unidos ainda são o paraíso das compras de segunda mão bacanas. Fiquei pensando que deve ser porque somos um país pobre ou ” em desenvolvimento” e há anos atrás os americanos estavam consumindo horrores e enchedo os lares de objetos legais a gente aqui estava em ditadura militar, sem grana e opção de compra. Vejam estes blogs e os achados destas garotas, Apronthriftgirl, Thriftgoodness, e estes grupos o Niftythrift e o Hidden Charms os Flea Markets . Uma loja de usados que eu queria conhecer é a Value Village , que tem lojas apenas nos EUA, Canada e Austrália. Já a Trifth Town é toda organizada e parece mais um supermercado do que uma loja de segunda mão ! Alguém que more fora ou viajou já conheceu pessoalmente estas lojas ?
Na Inglaterra lugares legais para garimpar é a Oxfam e a Cancer Research UK. Nem tudo que tem lá é lindo mas as lojas são geralmente bem organizadas e os preços são bem baixos – para o padrão de vida britânico. É bem legal para se achar livros e discos baratinhos. Roupas, nem tanto. Para achar roupa usada, a mais legal que eu conheço é a Traid . É bem diferente dos brechós que a gente tem aqui. É super organizada, iluminada e tem produtos bem expostos. Dá pra achar coisas legais e com preço razoável (casaco de tricô por R$ 20, xale de crochê mohair por R$ 15) . E eles também vendem roupas de corte atual feitas com tecidos vintage reciclados ! Por trás de tudo uma idéia ecológica que faz todo o sentido.
E claro que como moro em São Paulo e por aqui pretendo ficar eu tinha que dar uma bisbilhotada nas feiras locais para ver em que pé estamos em matéria de oferta de lixo valioso. Pulei a feira do vão do MASP , que é do lado de casa mas é para turista comprar em dólar. Eu queria ir a uma feira legal e barata, onde eu pudesse achar coisas prontas ou para reciclagem. Rumei à Benedito Calixto e à tradicional feira do Bixiga. Até achei algumas coisas bacaninhas, mas nada de maravilhoooooso. Os preço estavam inflados demais para coisas que não são antiguidades (pelo conceito, algo que tenha de 80 a 100 anos) . Uma luminária estilo moderno = 300 reais. Revistas do Bolinha dos anos 60 =20 reais. Conjunto de cadeiras de cozinha, estado meia boca = 300 reais. Resultado, numa escala de 0 a 10: 2 = DECEPÇÃO.
Fui tentar o Bazar Samburá – este sim tem o conceito de loja de caridade então deve ter preços bons. Mesa lateral = 150 reais, e precisaria de uma bela reforma. E achei muita coisa feia e jogada, bagunça e poeira. Os aparelhos eletrônicos não são previamente testados. Não levei nada e tive uma crise de espirros.
Gente, resumindo, eu achei que o que a gente tem aqui é a) meio feio ou b) muito caro. Será que é porque comprar usados virou fashion ? Eu sabia que a Benedito Calixto era “da moda” mas achei podia achar coisas legais no Bexiga ou no Bazar. Eu não fui atrás de nada perfeito, tinha em mente achar coisas baratinhas e legais que eu pudesse dar um trato e hackear. Continuo à procura. E você conhece alguma feira de usados legais na sua cidade para indicar ?