19 jun 07
outras técnicasreciclagem
A revelação
por Andrea

Lembram do meu post de “Adivinha o que é “? Demorei um pouco para retomar o assunto mas finalmente aqui estou eu de volta para desvendar o mistério por trás daquela folha branca.

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No final das contas, a única que adivinhou o desafio foi a lanita, que acertou em cheio dizendo que eram *sacolinhas de plástico* ! Pensando bem, estava fácil de acertar, já que eu amo odiar estas sacolinhas.

Já sugeri aqui que se troque sacolas plásticas por uma sacola de pano reutilizável mas constatei por experiência própria que, inevitavelmente e por mais “eco” que a gente tente viver a vida vamos acabar ficando com algumas sacolinhas plásticas nun canto, sem saber o que fazer com elas – notem, que já usamos várias como saquinho de lixo.

Eis que um belo dia descobri que lá fora já tem gente fundindo ( isso mesmo, fundindo, derretendo !) as danadas das sacolinhas plásticas, é claro que eu resolvi testar a técnica. Em tese parece tudo muito simples- veja aqui como o Etsy Labs e aqui como o IntheWake executaram a técnica, em detalhes. Com base nestes tutoriais, fiz várias tentativas até chegar no melhor resultado possível. É meio difícil acertar na primeira. Com estas dicas pode ser que você consiga um resultado legal mais rápido.

COMO FUNDIR SAQUINHOS PLÁSTICOS
(ou PASSANDO SAQUINHOS À FERRO)

Você vai precisar de :
– Várias sacolinhas plásticas
– Tesoura
– Ferro de passar roupa
– Folha de papel manteiga maior que o tamanho das sacolas abertas ( realmente use o manteiga, o papel comum é grosso e demora mais para esquentar as sacolas)
– Mesa para usar como base e papel para forrá- la, pode ser uma revista grande ou uma folha de papel cartão.

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1. “Achate” várias sacolinhas, cortando em linha reta as alças e o fundo. Elas vão ficar retangulares e duplas, como na foto. Eu usei 8 sacolinhas duplas, empilhadas e bem alinhadas. Coloque a folha de papel manteiga por cima da pilha de saquinhos, cobrindo-os totalmente.

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2. Regulei o ferro na temperatura *lã*. Você tem que usar seu bom senso para escolher a temperatura, não pode ser nem muito quente nem muito fria. Se estiver insegura sobre a temperatura do seu ferro começe com uma temperatura baixa e vá aumentando aos poucos. Eu acho que a melhor maneira de “passar”saquinhos é fazendo movimentos longos de vai e vem, rápidos, para prevenir furos no plástico. Não deixe o ferro numa área só, faça movimentos contínuos e uniformes.

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3. Você vai saber que o plástico está fundindo porque vai ouvir um crac crac, som de amassado. Quando ouvir isso segure a ansiedade e não retire o papel manteiga ainda, deixe que ele vá se soltando sozinho, à medida que o plástico esfria. Se você puxar o papel manteiga com o plástico ainda quente o plástico pode entortar. Eu me procupei em deixar as bordas bem fundidas e a parte central um pouco solta.
Tire o papel, vire e passe o outro lado. Eu passei 2 vezes de cada lado, alternando, para deixar a folha bem reta e uniforme.

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4. Aqui está o resultado final ! Oito saquinhos viraram uma só folha, grossa, com ums textura que lembra bastante o Tyvex – muito difícil de rasgar, impermeável e razoavelmente rígido.

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Bom, como vocês notaram eu transformei os saquinhos numa só folha mas ainda não resolvi o problema de usar a minha folha reciclada para fazer algo funcional. Mesmo assim resolvi postar aqui o resultado que obtive até agora e receber sugestões de vocês sobre o que fazer. Ou então esperar que alguém desenvolva a técnica e faça algo legal pra mostrar.

Para unir laterais das folhas acredito que a melhor saída é costurar ou passar overloque – fundir laterais é complicado e até agora eu não consegui. Já achei gente fazendo carteiras e sacolas.

E você, o que faria com seus saquinhos fundidos?

29 maio 07
casa craftreciclagemtricô e crochê
Frio chama manta de crochê !
por Andrea

ripple

Então agora não tem mais desculpa, né ? Já é outono, esfriou um bocado então está na hora de pegar de novo as agulhas de tricô e crochê para botar os projetos parados em andamento. Assim quando o inverno chegar mesmo a gente vai ter coisas novas, bonitas e quentinhas pra usar.

 

A minha dica para quem faz crochê é a “manta de crochê ondulada”. O que adorei nesta manta é que tem aquele jeitinho antigo coisa da vovó pero no mucho. E serve tanto para as iniciantes quanto para as experientes.
Dá para fazer uma manta destas ficar bem sofisticada ou até um colcha com sobras de lã tipo Família (olha a reciclagem de materiais, mais uma vez!) , mas o truque não é usar qualquer cor que você tiver por aí e sim planejar antes o mapa de cores e repetições que você quer na sua manta. Já estou na terceira cor da minha e ainda falta muito pela frente, mas este projeto apesar de ser meio repetitivo, não enjôa. Acho que é porque crocheta-se relativamente rápido, com agulha 4 mm.

Ripple Afghan

Se empolgou? Olha aqui algumas dicas quentes pra quem quiser se aventurar:

– Estou usando este modelo aqui e mudando de cor a cada 2 carreiras. Dá uma manta de solteiro. Se quiser de casal, faça com o dobro de pontos.
– Quer tentar outros modelos ? É só googlar ripple afghan pattern
– Um grupo do flickr dedicado a estas mantinhas coloridas, tem este modelo e outros. Vejam as cores e se inspirem !
– Para quem tem espírito de equipe, o blog Ripple Along, onde um monte de gente crocheta a mesma manta juntos, tira dúvidas e mostra!
– Como falei antes, para a sua manta ficar legal você vai ter que antes de tudo bolar um combinação de cores que funcione bem em conjunto. Pegue todas as sobras de lã que você já tem e use este programinha mágico que gera listras. Basta você clicar nas cores que quer compor, indicar o número de camadas de cor e voilá: ele gera para você um gráfico da cores da sua manta.

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Também no Superziper: Faça você mesma um chocolate quente denso, de tomar de colherzinha. Pra conseguir essa consistência, o segredo é um só: usar maizena. Confira duas receitas sem erro! E mais… confira um índice com tudo que já publicamos.

16 maio 07
costurafashionreciclagem
DIY: Uma cara nova para seu casaco (ou camisa)
por Claudia

Eu sempre gostei de usar minhas habilidades manuais para dar uma cara nova a roupas. Devo ter herdado isso da minha mãe. Ela adora colocar apliques, trocar botões, costurar rendas, babados e miçangas. Mas isso só nas roupas dela ou nas minhas. Ela nunca ousou “customizar” (pra usar um termo da moda) alguma peça do guarda-roupa do meu pai ou do meu irmão, já supondo a certeira reação deles.

Mas é justamente disso que eu quero falar hoje aqui no Superziper: sim, é possivel fazer customização em roupas masculinas. O tema me pareceu ainda mais apropriado depois de eu ter visto no metrô de Londres um moço com o paletó cheio de apliques manuais. Nada muito exagerado, só pequenos detalhes que deixaram o cinza mescla do tecido bem mais jovem, alegre e moderno, na minha opinião. Tirei uma foto para que vocês pudessem ver com os próprios olhos. E foi uma façanha e tanto porque:
* ele não podia reparar no que eu pretendia fazer
* ninguém poderia parar na minha frente
* o metrô não podia estar balançando muito, e
* o principal: tinha que ser entre a minha estação final e a dele – que eu não tinha idéia qual era, então tinha que ser rápido !

Felizmente ele estava ouvindo música no seu iPod, de olhos fechados, e eu consegui tirar umas três ou quatro fotos antes de descer. Taí o resultado. Para manter a privacidade do moço (e do vizinho que não tinha nada a ver com o assunto), eu pixelei os rostos.

Nesta foto abaixo, eu fiz uma montagem simulando o que ele fez no paletó.

Esse exemplo tem duas idéias básicas: troca de botões e pespontos aparentes. Os botões você pode substituir pelos de plástico coloridos ou pelos cobertos de tecido. Nas cores, ouse mais usando várias cores e padrões, ou menos, adotando uma cor só. Quanto aos pespontos, vale tudo: linha pontilhada, xis, cores diferentes, linhas coloridas, etc. Os melhores lugares para aplicar são nas pences, costuras, contornos de bolsos, casinhas de botão, lapelas, barras e por aí vai.

Em busca de inspiração na internet:
. camisa ovo-frito
. desenhando estampas com cândida
. aplicação de stêncil usando papel de freezer
. camiseta com manga de outra cor