11 abr 09
outros bla bla blas
Conheça a Marimekko
por Claudia

Marimekko: catálogo

Com certeza alguma vez você já se deparou com uma estampa da Marimekko – sabendo (ou não) que era! Apesar de parecer nome de gente, Marimekko é uma empresa finlandesa, conhecida por suas estampas coloridas, divertidas e inovadoras. Fundada em 1951, eles sao líderes em design têxtil – desenham, fabricam e vendem! Fazem roupas, bolsas, acessórios e ainda tecidos para decoração de interiores (com linhas para banheiro, quarto e escritório). É citada, desejada e consumida por 9 entre 10 crafters :-) Vejam só o que eles e elas mostram por aí:

1- Sling com tecido Marimekko, por A Ervilha Cor de Rosa
2- Caneca de bolinhas, da M.Patrizio
3- Qualquer produto da série Pakannen, na lista de desejos que a Nina Invorm passou para o Papai Noel
4- Vestido feito com tecido Marimekko e molde da revista Ottobre, da Moonstitches Mangetsu
5- Vaca da Cow Parede em Boston, no blog da Decor8
6- Pecas e tecidos no museu Kunst Industri, no blog da Batixa
7- Painel decorado para parede, no blog da NotMartha
8- Cupcakes floridos Marimekko-style, no Craftzine
9- Almofadas para sofá, da SouleMama

Marimekko na sombra Avon

O que achou? Parece impossível? Irreal? Talvez nem tanto…. Uma oportunidade acessível (pelo preco) e possível (disponível no Brasil mesmo!) de se ter em casa um produto da Marimekko é a linha que a Avon acabou de lançar agorinha em fevereiro, em edição limitada. A foto aí de cima é da sombra Hortência, e o desenho é uma das estampas florais mais populares da Marimekko – a Unikko, criada em 1964. Super atual. Essa parceria das com a Avon é a primeira incursão da Marimekko pelo mundo dos cosméticos. Que venham mais coisitchas!

Sobre a maquiagem: achei legal que o contorno interno dos desenhos é todo em acrílico, meio em relevo. Ou seja, mesmo depois de usar bastante a sombra, o desenho vai continuar preservado. Se viesse com aplicador, eu levava na bolsa todo dia. Mas não sou daquelas expert em maquiagem, não vai rolar carregar um pincel junto. Então vou deixar em casa mesmo, pra me produzir quando tiver um programinha especial. Pra quem gostou, a linha tem também pó & blush. PS: a Avon que mandou pra gente, ueba! Obrigada :-)

Pra quem quiser saber mais, recomendamos o livro Marimekko: Fabrics, Fashion, Architecture. Pra ver mais imagens, uma busca no Flickr ou Google. E pra babar, o site oficial!

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Também no Superziper: Pra quem gosta de “craftar” em casa, a Andrea já ensinou a fazer uma almofada para sofá. Bom projeto para iniciantes na costura!

09 abr 09
craft tour
Direto do Japão: Marunen
por Claudia

A Andrea mandou mais algumas fotinhos direto de sua viagem ao Japão, iupi.

Marunen

Esta foto acima é da loja de tecidos Marunen, em Tóquio, no bairro de Shibuya. Foi a primeira loja de tecidos que ela visitou por lá, imaginem a loucura. A loja é bem antiga e de estilo familiar, mas tem MUITA coisa legal, dá pra ficar olhando horas. São 4 andares de todo tipo de tecido (repito, QUA-TRO andares gente). Olha que lega, muitas estampas ela já conhecia porque tinha visto à venda no Etsy.

Neste bairro de Shibuya está o cruzamento mais agitado de Tóquio – se não me engano onde se passa a cena final do filme Encontros & Desencontros, da Sofia Coppola, aquela da menina na multidão.

Bonecos na estacao de hiroshima bonecos na estacao de hiroshima

Estas outras fotos são de bonecos feitos de tecido que ela achou na estação de Hiroshima enquanto esperava o trem. São feitos de tecido tipo japonês e são ratos com roupas do Japão medieval. Depois tem mais fotos, estas foram só mais um preview!

08 abr 09
blogueira convidadaoutras técnicas
Quatro maneiras de estampar tecido
por Claudia

estamparia

por Ana Matusita, blogueira convidada

Estamparia artesanal é das coisas mais divertidas de se fazer. É a possibilidade de tornar única e com a sua cara um peça de roupa, um acessório, um caderno, ou mesmo superfícies maiores, como móveis, portas ou paredes de casa. E, para possibilidades infinitas, modos de fazer dos mais variados. Tudo depende da superfície a ser estampada e dos materiais que se tem à mão.

Acho que a dica inicial é avaliar a textura da superfície que você pretende estampar e o tipo de desenho que irá ser estampado, porque dele depende a escolha do método. Por exemplo, o silk screen é excelente para tecidos e papéis, mas difícil de trabalhar em paredes e móveis. Os métodos e suas possibilidades são muitos, mas uma listinha básica do que é possível fazer em casa é a seguinte:

1) ESTÊNCIL

Estênceis são moldes vazados que podem ser feitos em papel, plástico durinho ou até mesmo contact. Os dois primeiros têm execução parecida: basta recortar o desenho vazando o molde. Já o contact funciona da forma inversa: você aplica a figura desenhada na superfície e pinta o contorno. É ideal para madeira e móveis, por exemplo.

O estêncil de papel é fácil de ser feito, porque o desenho pode ser recortado diretamente onde foi feito. Já sua aplicação é limitada, bem como sua durabilidade. O ideal é que ele seja utilizado em trabalhos rápidos, com desenhos pequenos (legal para papel de carta e envelopes, por exemplo). Para garantir que ele não se desfaça e nem vaze tinta no trabalho todo, é bom usar um papel de gramatura média, como o de caixas de embalagem, que é fácil de recortar mas tem alguma resistência à tinta (os melhores são os de cereal, porque voce pode desenhar na superfície lisa de dentro e usar a parte selada de fora para aplicar a tinta).

O plástico durinho, como aqueles usados em capas de trabalho, tem uma durabilidade bem maior e pode ser usado em qualquer superfície. É fácil de prender e não se desfaz.

Mas o mais bacana de se utilizar estêncil é algo que se aplica a qualquer método: utilizar materiais que você já tem, subvertendo sua finalidade. Por exemplo, tente fazer uma borda bacana com uma toalha de renda de plástico, daquelas da vovó, fixando-a e aplicando a tinta por cima. Fica o máximo! Usei renda sintética numa caixa de costura uma vez, mas como queria manter a textura, acabei colando a própria renda e pintando por cima.

Para aplicar a tinta, o ideal é usar o pincel redondo de cerdas duras, próprio para estêncil. Os desenhos devem ser simples, com pouco nível de detalhe.

2) TRANSFER

O transfer é um tipo de papel especial, no qual você imprime um desenho e depois o transfere para o tecido usando o ferro de passar. Apesar das possibilidades serem infinitas no que diz respeito a arte que você pode criar usando editores de imagem, o uso é limitado a essa única superfície. Aqui, vale a dica de utilizar o papel adequado para a sua impressora (laser ou jato de tinta), bem como testar antes a temperatura do ferro, que deve ser elevada e sem vapor.

Estamparia: transfer

Essa técnica funciona bem para desenhos pequenos, mais fáceis de serem transferidos uniformemente. Um bom uso são as etiquetas artesanais como as que a Laurraine Yuyama, da Patchwork Pottery, faz.

3) SILK SCREEN

O silk screen é um método parecido com o estêncil, mas com possibilidades maiores de detalhes na arte, porque possibilita fazer desenhos mais minuciosos. O único porém é o cuidado com a tela, porque quanto menor for a superfície a ser vazada, maior deve ser o cuidado na limpeza, para que ela não fique entupida e possa ser reutilizada.
A tinta para silk screen é mais densa que a tinta de tecido e é aplicada com um rodinho de mão. Uma dica legal que aprendi é não utilizar água na diluição, porque isso compromete a cor e pode criar manchas se a água foi em excesso (fica uma marca feia no contorno do desenho, com a tinta vazada onde não devia); o ideal é usar vinagre, que dilui um pouco a tinta, deixando mais fácil de espalhar, sem dar o efeito aguado.

Estamparia: silk screen

Ainda sobre as tintas, o chato é que há poucas opções de cores bonitas. Claro que você pode criar cores novas com misturas, mas o problema é conseguir reproduzi-las novamente.

O silk também permite a utilização de mais de uma cor, desde que voce utilize várias telas, com espaço de secagem. Nunca fiz telas caseiras, ou seja, sempre que tive que utilizar silk, levei a arte impressa ou desenhada em papel vegetal para uma loja de tinta e encomendei a tela. Mas sei que existe um tal drawing fluid (que só vi em sites gringos), que é usado para pintar o contorno do desenho vazado, criando a tela.
O uso das telas é mais que adequado para camisetas, peças de roupa, toalhas, cortinas e garante um desenho uniforme (ainda mais se a tela for novinha). Também é ótimo para sacolas, pacotes e etiquetas, um problema que pequenos crafters sempre têm, já que as empresas especializadas costumam trabalhar com uma quantidades muito grandes. O pessoal do Tofu Studio mostrou que usa o silk exatamente pra isso (foto acima).

4) CARIMBO

Os carimbos são aa minha menina dos olhos! Adoro essa forma de estampar, especialmente pelo visual delicado que cria. Até as falhas, próprias da forma de transferir a tinta, criam um efeito bonito. Há três grandes possibilidades de carimbos: os industrializados, os recortados e os esculpidos (ou cavados).

Estamparia: estencil

Os industrializados apresentam mil possibilidades de criação da arte e são fáceis de achar, ainda mais depois que se difundiu por aqui no Brasil a moda do scrapbooking. Em geral, como são importados, não costumam ser baratos e, apesar de haver desenhos maravilhosos é bom saber que quanto mais detalhes na arte, maior a dificuldade de estampar (sobretudo em tecido) pois os carimbos de silicone costumam ser “fininhos”, com pouca profundidade no desenho e a tinta acaba entrando nos vãozinhos e borrando o tecido. Nesse caso, NUNCA se aventure a carimbar uma peça pronta, tenha sempre pedaços de tecido à mão e faça muitos testes antes.

No papel, a coisa é mais tranquila, sobretudo por conta da tinta, que é mais diluída e fácil de usar. Para estampar em papel, mais que as carimbeiras, indico as canetas de ponta pincel largo, que têm cores variadas e são bem duráveis, apesar do precinho meio salgado.

Existem hoje no mercado carimbeiras e tintas importadas para qualquer superfície. Para tecidos a melhor que já testei é a Staz On, que resiste bem à lavagem. Até o momento, achei uma boa gama de cores. O único problema é que a tinta seca muito rapidamente e deve ser armazenada bem fechada. O preço também não é nada popular, como qualquer produto japonês.

Para os carimbos cavados, o ideal é utilizar placas de borracha, também importadas, transferir o desenho e cavar usando estilete bem afiado, sempre tomando o cuidado de cavar para fora das margens do desenho, evitando cortar onde não deve. É preciso alguma habilidade para essa técnica, então é sempre bom treinar um pouco, começando dos desenhos mais simples e com pouco nível de detalhe. Aqui, as possibilidades sao tantas quantas sua mão pode criar!

Os recortados: talvez um passo antes de cavar seus próprios carimbos seja recortá-los em EVA, com tesoura mesmo. O ideal é que os desenhos tenham poucos detalhes vazados, mais difíceis de recortar. Figuras simples, como flores e corações são ideais e podem ser recortadas até mesmo com um cortador, daqueles próprios para papel e EVA (a marca TEC tem uma linha bacana de cortadores e é bem fácil de achar em papelarias). Como o EVA é fininho, a figura precisa ser colada em algum tipo de suporte, como madeira, por exemplo. Aqui, vale usar a criatividade: pra carimbos pequeninhos, até rolhas de garrafas servem.

Na hora de aplicar a tinta, sugiro reutilizar bandejinhas de isopor como carimbeira. A camada de tinta deve ser bem fininha, esparramada com espátula ou com uma faquinha.

De novo, como em qualquer outra das técnicas, acho que o bacana é usar os materias que temos, não se preocupando em gastar e comprar tudo importado. Não temos placa de borracha? Vambora achar um substituto! Já cheguei a usar placas de lixa de pé (daquelas de borracha grossa) para esculpir. É difícil, porque a borracha não é tão molinha, mas vale a tentativa. Se na India, as mulheres usam pedaços de madeira para criar seus carimbos de henna, esculpir um pedaço de borracha é bolinho…

A idéia é saber reaproveitar materiais e tirar vantagem do que se tem para criar. E essa será a proposta do passo-a-passo que estou preparando para ilustrar as dicas de estamparia. Então, não perca o próximo capítulo, aqui no Superziper!

*um super obrigada à Emy, (TOFU STUDIO) e à Laurraine Yuyama (PATCHWORK POTTERY), que gentilmente cederam as fotos.