22 abr 09
blogueira convidada
Tutorial: Carimbando tecido
por Andrea

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por Ana Matusita, do ana sinhana , blogueira convidada*

No meu último post aqui, sobre estamparia artesanal, prometi montar um passo-a-passo sobre carimbos a partir de materiais bem básicos e baratos, quase todos disponíveis em casa. Até porque a grande diversão de brincar com a estamparia artesanal (para fins não-comerciais) é essa: gastar pouco e fazer bonito, ainda mais em tempos de crise!

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Anote os materiais necessários :
– Pedacinho de EVA;
– Cola (usei cola de contato);
– Bloquinhos de madeira (os que usei foram “emprestados” dos muitos que meu filho ganha, são baratinhos e fáceis de achar);
– Lápis, estilete, tesoura e palitinho para espalhar a cola;
– Tinta para tecido;
– Bandejinha de isopor;
– Pincel (de preferência, largo e de cerdas mais duras).

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1. A idéia de fazer carimbos de EVA é utilizar as formas mais básicas e fáceis de recortar. O EVA que encontrei é fininho, então não serve bem para desenhos muito grandes (a estampa ficaria muito falhada), mas é perfeito para desenhos pequeninhos como o do botão, que coube direitinho num bloquinho de madeira de mais ou menos 3 x 3cm.
Primeiro, desenhei o botão no EVA, usando um botão de verdade de molde.

2. Marquei os furinhos do botão e desenhei alguns detalhes:

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3. Antes de cortar o contorno com a tesoura, “desenhei” os detalhes com o estilete, formando sulcos sem vazar, só marcando mesmo. Para os furinhos é só vazar o EVA com o próprio lápis ou com uma agulha mais grossa.

4. Depois é só recortar o contorno. Já aviso: a idéia não é recortar algo perfeito, mesmo porque é difícil fazer um círculo completamente uniforme no EVA com a tesoura. Lembrem-se: a diversão faz parte do processo!

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5. A cola de contato deve ser espalhada nas duas superfícies: bloquinho de madeira e EVA. Espere secar (isso é importante, porque ela só gruda depois de seca) e una as duas. Aqui, a atenção deve ser na hora de unir, porque se a cola estiver bem seca, gruda na hora e não dá pra mover de lugar depois.

6. Et voilá: carimbinhos de EVA prontos! Aproveitei e fiz mais alguns. Para o de coração, usei um EVA mais grosso, de um mínimo pedacinho que tinha em casa (nesse caso, o corte deve ser feito com estilete afiado). O de maçã foi feito com EVA fino como os de botão e tesoura mesmo (como tem mais detalhes, o bom é usar uma tesoura pequena e de bico mais fino).

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7. O tamanho dos carimbos foi perfeito para o projeto que eu tinha em mente: uma fita de algodão para enfeitar embalagens de presente. Para carimbar, usei tinta de tecido, uma bandejinha de isopor (sempre guardo todas as que vêm em embalagem de legumes!) e um pincel largo e de cerdas duras.

8. Para carimbar é só esparramar a tinta numa camada fina e o mais uniforme o possível na “carimbeira” de isopor, pressionar o carimbo na tinta e carimbar!

Detalhe: se a camada ficar grossa demais, o carimbo ficará encharcado; de menos, ficará muito falhado. Mas aqui não há dica possível… é daqueles casos em que só a prática mesmo é que resolve!

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9. Depois de tudo carimbado na fita, o resultado foi esse.

10. E a diferença entre o carimbo feito com a quantidade ideal de tinta e o carimbo com muita tinta, que fica bem encharcado e faz o desenho perder os detalhes !

Gostaram ? Para começar, acho que desenhos simples e pouco detalhados assim como os que sugeri acima são ideais. Projetos mais ambiciosos são um pouco frustrantes no começo (muitas vezes, os desenhos ficam lindos no papel, mas se perdem no EVA). Projetos mais detalhados, como falei na matéria sobre estamparia, ficam melhores em outras técnicas, como o carved-stamp, que já apareceu aqui no Superziper algumas vezes.

Uma idéia simples e bonita, que pego emprestada da Lu Cottini, é customizar embalagens fazendo seus próprios adesivos. A Lu desenhou á mão livre na fita de craft (e ficou lindo!), mas também dá pra usar os carimbinhos e uma carimbeira comum, ou uma caneta de carimbo (dessas que têm um lado fino e outro de pincel largo e NÃO são à base de água, que seca rápido demais), pra personalizar rapidamente embalagens de presente.

A idéia, seja qual for a técnica escolhida, é deixar o trabalho com a sua cara!

por Ana Matusita, blogueira Convidada.

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Também no Superziper: A Cláudia mostrou que uma boa borracha escolar também serve como base para fazer carimbo artesanal. Este técnica serve bem para imagens pequenas e com mais detalhes. Tá tudo aqui neste tutorial !

21 abr 09
craft touroutras técnicas
Masking tape, a evolução do decotape ?
por Andrea

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Eu estava em uma loja de crafts em Tóquio quando dei de cara com um display das fitinhas chamadas MT Masking tape, da Kamoi Kakoshi. Quando olhei de longe pensei “que legal, achei uma decotape japonesa“. Mas chegando perto vi que se tratava de um produto bem diferente.

O formato da fita, em rolinhos pequenos é o mesmo das decos, mas as semelhanças meio que param por aí. O mt masking tape é feito de washi, um papel especial feito de arroz. Ele dá uma textura toda diferente à fita, que fica um pouco transparente e pode ser rasgada com as mão (como uma crepe). Mas ao meu ver a beleza do MT está nos desenhos e nas cores da coleção! A cartela atual conta cores lisas, em tons pastéis lindos. Já as estampadas vêm em padrões típicos japoneses e também nos eternos xadrezes, listrados e poás. Tudo combinável entre sí, um arraso de bom gosto.

Tirei uma foto macro da minha MT de bolinhas  para tentar mostrar para vocês a textura diferente do papel:

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Agora a parte ruim. A MT não é baratinha como a deco. Para vocês terem idéia, estes dois rolinhos me custam em torno de R$ 16,00. Ao meu ver muito bem gastos, a qualidade é evidente. Ah, esqueci de dizer que a MT é reutilizável, você gruda e desgruda quantas vezes quiser. Dá para fazer etiquetas e até colar pedacinhos como marcador de página de livro.

Masking tape

Um outro uso bem bacana da MT  é na decoração de embalagens e cartões, coisa que os crafters  japoneses dão muita importância. As cores lisas e padronagens da fita permitem muitas combinações. É possivel também fazer composições de colagem usando MT com outros materiais como carimbos, fitas, etc.
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Se vocês gostaram da novidade e estiverem curiosas visitem o site da MT masking tape e cliquem na foto principal, em cima da palavra “Look”. Vai abrir um pop up de uma galeria linda cheia de sugestões de uso para a fita. Dá vontade de ter todas.
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Também no Superziper: Mesmo descobrindo a chique MT a gente ainda adora decotape baratinha pra usar sem dó. A Cláudia  já  tentou  usá-las para enfeitar pregadores de madeira.
20 abr 09
outros bla bla blas
Quem quer sorvete?
por Claudia

Vale-chuva: promoção

Veja que ideia interessante que chegou às minhas mãos quando estive na Gelateria Alessa, de Belo Horizonte. Depois de pagar a conta, ganhei um “vale-chuva” – um cupom pra trocar por um sorvete grátis, se usado em um dia que estivesse chovendo. Genial! Além de saberem fazer bons sorvetes, eles também são bons de marketing: conhecem bem o comportamento dos consumidores. Quem é que vai sair de casa num dia feio e frio, pra tomar sorvete? Dá até preguiça… Mas será que por um sorvete de graça você não pensaria duas vezes?

Sorvetes e crafts são produtos bem diferentes, mas esta ideia está tão bem feitinha e redondinha que podemos aprender com ela e pensar em como adaptá-la ao seu negócio. Veja estes cinco pontos:

Destrinchando o cupom:

1. O básico: Reparou que ele tem um propósito muito específico? Ele só tem utilidade em dias de baixo movimento. A loja tem um custo fixo (funcionários, aluguel, luz, etc.) que entrando gente ou não vai continuar existindo. O que eles precisam é de um movimento constante. Dar um brinde genérico, que valesse em qualquer dia, seria um desperdício. Se naturalmente as pessoas já estão propensas a gastar, não vamos superestimular! O brinde é bom porque traz pessoas à loja nos dias que eles mais precisam. E normalmente as pessoas chegam acompanhadas, o que deve aumentar o valor do ticket médio – um café pro marido, um docinho pra sobrinha, uma sobremesa pra sogra… E gente chama gente. Ninguém gosta de entrar em restaurante vazio, dá sempre um medinho.

2. Regras? Sim, e muito bem claras. Não é a festa do caqui. Pra ganhar, você tem que gastar também. É uma win-win situation. Você faz a sua parte, a sorveteria faz a dela e os dois saem ganhando, certo? E a regra também vale para *produtos específicos* (olha lá na foto a listinha). A promoção não deve dar prejuízo para a loja. Faça as contas e veja o que pode entrar e o que deve ficar de fora.

3. É pra clientes! O cupom *não* foi distribuído aleatóriamente na rua para quem nem conhecia a loja ou quem nem gosta de sorvete. Ele foi entregue só pra quem já era cliente, quase como uma surpresa, um agrado. Quem conhece a qualidade e gostou do produto tem mais chance de voltar.

4. Dê com o devido cuidado: Foi entregue *depois* da compra. Quando eu estava prestes a sair da loja, o caixa me chamou e disse “Olha, volte sempre”, sorriu e me deu o cupom. Não era uma pilha largada no balcão, que qualquer um pegava. O jeito de dar valorizou o brinde – e olha que é só um papel!

5. Prazo de validade: a promo termina dia 30 de abril. A última coisa que você quer é que apareça um cliente doze anos depois com um papel amarelado pedindo “moço, cadê meu cornetto?” Promoção tem nascer por um propósito específico. E isso implica em dia certo pra começar e terminar. Assim você ainda pode medir se ela funcionou ou não.

Independente de colocar a promoção em prática, um exercício legal para se fazer é tentar encontrar os paralelos entre essa situação e o seu negócio. Existe alguma sazonalidade nas suas vendas? Algo que atrapalha as pessoas de comprarem? Quais são seus custos fixos?

Essas são pra você pensar com os seus botões :-)

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Também no Superziper: E aí, vale mais a pena vender no atacado ou varejo? Essa e outras perguntas a Cris Paz respondeu aqui. Confira!