21 abr 09
craft tour • outras técnicas
Masking tape, a evolução do decotape ?
por Andrea

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Eu estava em uma loja de crafts em Tóquio quando dei de cara com um display das fitinhas chamadas MT Masking tape, da Kamoi Kakoshi. Quando olhei de longe pensei “que legal, achei uma decotape japonesa“. Mas chegando perto vi que se tratava de um produto bem diferente.

O formato da fita, em rolinhos pequenos é o mesmo das decos, mas as semelhanças meio que param por aí. O mt masking tape é feito de washi, um papel especial feito de arroz. Ele dá uma textura toda diferente à fita, que fica um pouco transparente e pode ser rasgada com as mão (como uma crepe). Mas ao meu ver a beleza do MT está nos desenhos e nas cores da coleção! A cartela atual conta cores lisas, em tons pastéis lindos. Já as estampadas vêm em padrões típicos japoneses e também nos eternos xadrezes, listrados e poás. Tudo combinável entre sí, um arraso de bom gosto.

Tirei uma foto macro da minha MT de bolinhas  para tentar mostrar para vocês a textura diferente do papel:

masking tape
Agora a parte ruim. A MT não é baratinha como a deco. Para vocês terem idéia, estes dois rolinhos me custam em torno de R$ 16,00. Ao meu ver muito bem gastos, a qualidade é evidente. Ah, esqueci de dizer que a MT é reutilizável, você gruda e desgruda quantas vezes quiser. Dá para fazer etiquetas e até colar pedacinhos como marcador de página de livro.

Masking tape

Um outro uso bem bacana da MT  é na decoração de embalagens e cartões, coisa que os crafters  japoneses dão muita importância. As cores lisas e padronagens da fita permitem muitas combinações. É possivel também fazer composições de colagem usando MT com outros materiais como carimbos, fitas, etc.
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Se vocês gostaram da novidade e estiverem curiosas visitem o site da MT masking tape e cliquem na foto principal, em cima da palavra “Look”. Vai abrir um pop up de uma galeria linda cheia de sugestões de uso para a fita. Dá vontade de ter todas.
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Também no Superziper: Mesmo descobrindo a chique MT a gente ainda adora decotape baratinha pra usar sem dó. A Cláudia  já  tentou  usá-las para enfeitar pregadores de madeira.
20 abr 09
outros bla bla blas
Quem quer sorvete?
por Claudia

Vale-chuva: promoção

Veja que ideia interessante que chegou às minhas mãos quando estive na Gelateria Alessa, de Belo Horizonte. Depois de pagar a conta, ganhei um “vale-chuva” – um cupom pra trocar por um sorvete grátis, se usado em um dia que estivesse chovendo. Genial! Além de saberem fazer bons sorvetes, eles também são bons de marketing: conhecem bem o comportamento dos consumidores. Quem é que vai sair de casa num dia feio e frio, pra tomar sorvete? Dá até preguiça… Mas será que por um sorvete de graça você não pensaria duas vezes?

Sorvetes e crafts são produtos bem diferentes, mas esta ideia está tão bem feitinha e redondinha que podemos aprender com ela e pensar em como adaptá-la ao seu negócio. Veja estes cinco pontos:

Destrinchando o cupom:

1. O básico: Reparou que ele tem um propósito muito específico? Ele só tem utilidade em dias de baixo movimento. A loja tem um custo fixo (funcionários, aluguel, luz, etc.) que entrando gente ou não vai continuar existindo. O que eles precisam é de um movimento constante. Dar um brinde genérico, que valesse em qualquer dia, seria um desperdício. Se naturalmente as pessoas já estão propensas a gastar, não vamos superestimular! O brinde é bom porque traz pessoas à loja nos dias que eles mais precisam. E normalmente as pessoas chegam acompanhadas, o que deve aumentar o valor do ticket médio – um café pro marido, um docinho pra sobrinha, uma sobremesa pra sogra… E gente chama gente. Ninguém gosta de entrar em restaurante vazio, dá sempre um medinho.

2. Regras? Sim, e muito bem claras. Não é a festa do caqui. Pra ganhar, você tem que gastar também. É uma win-win situation. Você faz a sua parte, a sorveteria faz a dela e os dois saem ganhando, certo? E a regra também vale para *produtos específicos* (olha lá na foto a listinha). A promoção não deve dar prejuízo para a loja. Faça as contas e veja o que pode entrar e o que deve ficar de fora.

3. É pra clientes! O cupom *não* foi distribuído aleatóriamente na rua para quem nem conhecia a loja ou quem nem gosta de sorvete. Ele foi entregue só pra quem já era cliente, quase como uma surpresa, um agrado. Quem conhece a qualidade e gostou do produto tem mais chance de voltar.

4. Dê com o devido cuidado: Foi entregue *depois* da compra. Quando eu estava prestes a sair da loja, o caixa me chamou e disse “Olha, volte sempre”, sorriu e me deu o cupom. Não era uma pilha largada no balcão, que qualquer um pegava. O jeito de dar valorizou o brinde – e olha que é só um papel!

5. Prazo de validade: a promo termina dia 30 de abril. A última coisa que você quer é que apareça um cliente doze anos depois com um papel amarelado pedindo “moço, cadê meu cornetto?” Promoção tem nascer por um propósito específico. E isso implica em dia certo pra começar e terminar. Assim você ainda pode medir se ela funcionou ou não.

Independente de colocar a promoção em prática, um exercício legal para se fazer é tentar encontrar os paralelos entre essa situação e o seu negócio. Existe alguma sazonalidade nas suas vendas? Algo que atrapalha as pessoas de comprarem? Quais são seus custos fixos?

Essas são pra você pensar com os seus botões :-)

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Também no Superziper: E aí, vale mais a pena vender no atacado ou varejo? Essa e outras perguntas a Cris Paz respondeu aqui. Confira!

17 abr 09
craft tour
Visitando a Junie Moon e Rune Naito
por Claudia

Junie Moon

Da série Japão-preview, a Andrea mandou mais algumas fotinhas exclusivas – desta vez de duas lojas fofas que a gente sempre sonhou em conhecer. Acima, a lendária Junie Moon, a loja das Blythe em Daikanyama, Tóquio. Abaixo, uma foto das Blythes em display na vitrine da Junie Moon. Ao lado, toda em cor de rosa, a foto da lojinha e museu oficial do ilustrador Rune Naito que fica no bairro de Omotesando, Tóquio. Vocês estão vendo  fotos das fachadas e vitrines, porque a Andrea comentou que é super difícil tirar fotos dentro dos ambientes. Eles tem placas avisando que é proibido e por lá todo mundo respeita muito. Mais algumas fotos aqui.

Junie Moon Rune

Em breve ela vai contar com detalhes como foi visitar estas duas lojas e mostrar mais algumas fotos. Garanto que foi uma experiência inesquecivel.