O Carnaval já passou e vocês não devem estar entendendo porque só agora apareceu aqui no Superziper um tutorial de máscaras. Aviso que esse post não é um PAP. Apenas aproveitei o projeto para falar de mais um experiência que tive sobre criatividade e processo criativo – e isso não tem época exata para acontecer, certo?
Tudo aconteceu porque fui convidada para um baile de máscaras neste sábado que passou. Chique né? Eu estava com tempo, então resolvi arriscar uma criação própria – mesmo sem nunca ter feito algo parecido. Assisti vários vídeos no YouTube ensinando a fazer a máscara de papier mache. Eram tantas etapas (e tão demorado) que desisti – aproveitei uma das minhas idas a 25 de Março para comprar uma máscara de plástico bem simples (2 reais) que serviria de base. Quero então contar para vocês como cheguei no resultado final – a máscara da foto aí de cima.
Chamei uma amiga – a Luciane – pra vir em casa para fazermos as máscaras juntas, eram 4 – três femininas e uma masculina. Como começamos? Fazendo mesmo, pondo a mão na massa, ou melhor, nos aviamentos. Espalhamos pela mesa todas as coisas que eu tinha de costura que poderiam ser úteis: fitas, bordados, rendas, botões, miçangas, canutilhos e metais e por aí vai. Além disso, separei cola e uns tecidos. Queria encapar primeiro antes de enfeitar.
A ideia de colar o tecido nao funcionou – como a máscara era cheia de curvas, ficou enrrugado e a cola também não fixou direito. Acabei costurando mesmo. Como um dos tecido que eu tinha era bem sintético e elástico, com linha, agulha e paciência consegui um resultado legal.
Depois, partimos para os enfeites. Depois de uns 20 minutos separando o que era legal do que não era, planejando como seria cada uma das máscaras, vimos que a gente não estava evoluindo muito. Apesar de ter sido um começo produtivo, a gente meio que emperrou e não sabia mais o que fazer. A Lu, que trabalha com moda, disse que estavam faltando referências pra gente.
Como a gente não estava familiarizada com este tipo de máscara, faltava mesmo uma noção de como elas funcionam visualmente. Então paramos tudo e fomos pesquisar pela internet. É incrível como nas buscas de imagens se acha tudo, não? Esse PowerPoint aí em cima é o resultado da nossa pesquisa, uma colagem de vários exemplos e referências. Isso não significa que a gente queria copiar, mas sim aprender com os modelos que já existiam e ver que caminho iríamos seguir.
Resolvemos fazer uma peça piloto. A gente tinha que experimentar antes de sair fazendo, e foi pra isso que essa primeira máscara serviu. Várias coisas deram errado, outras ideias foram aparecendo no improviso, de começar a fazer e pensar: mas e se eu fizesse desse outro jeito? A máscara masculina surgiu assim. Eu queria algo discreto e sem brilhos. Daí enquanto eu costurava o tecido cinza pensei que podia inverter as coisas. Por que não jogar a costura que estava escondida no verso para a frente e fazer disso o grande destaque ?
Aqui a gente aproveitou pedaços de renda. A preta ganhou enfeites e chatons prateados, além de um penacho discreto no meio da testa. Já a de renda clara, ganhou complementos em tons de rosa e marrom, ficou com visual meio vintage. E a gente optou pela praticidade da cola quente para prender todos os enfeites.
Por último, a dourada. A flor eu costurei usando um pedaço de fita de embrulho – e reparem que esse mesmo material foi usado para fazer os “cílios”. As peças douradas eram de uma blusa – como eu não gostava, descosturei e guardei – sabia que um dia seriam úteis!
Acima à direita, a máscara de plástico pronta que estava a venda na loja de fantasias da Ladeira Porto Geral por R$ 5,00. Vi várias pessoas usando estas máscaras na festa. Fiquei feliz de ter optado por fazer as minhas – as máscaras fizeram o maior sucesso.
Acima de tudo, gostei de fazer este estudo de modelos. Achei que vale o tempo investido, treina o olhar e melhora o resultado sem bloquear a criatividade, muito pelo contrário! Vou adotar este método nos próximos projetos.
**************
Também no Superziper: Deu branco? Que tal se soltar e liberar a criatividade usando M&Ms? Eu usei os confeitos de chocolate para fazer um exercício de ver o mesmo objeto de várias formas diferentes. Veja como funciona aqui.