06 out 14
outras técnicasreciclagem
Porta-coisas de bastidor
por Andrea

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Fotos e projeto por Oliver Thi, da Bonifrati

Olá pessoal! Com o dia das crianças se aproximando os Bonifrati pensaram num projeto DIY bem legal que os pequenos podem fazer juntamente com seus pais. Sem muitas complicações e um encaixe aqui e outro acolá fazemos um porta-coisas que vai deixar a bagunça criativa bem mais organizada. Vamos lá?

Você vai precisar de:
* Folha de cortiça
* Bastidor
* 2 miolos do rolo de papel (1 menor, de papel higiênico e outro maior, de papel toalha)
* Tesoura
* Cola quente

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1. Corte os rolos de papel higiênico em tamanhos diferentes: um maior para o lápis e o menor para o giz de cera.
2. Utilize o bastidor como molde e risque dois círculos na folha de cortiça, recortando em seguida.
3. Recorte também duas tiras de cortiça no comprimento dos rolos, e encape-os, fixando com a cola quente.

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4. Cole um dos círculos na base do bastidor.
5. Coloque os dois rolos sobre o outro círculo, risque sua volta para demarcar o local a ser cortado para encaixar os rolos na base e recorte.

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6. Em seguida fixe os rolos com cola quente . Seu Porta-Coisas de Bastidor está pronto!

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Para encerrar um poeminha:

“Escrevo um recadinho
Trecho de música
Um aviso:
É pra hoje, é pra já!

Quantas coisas acontecendo
As ideias vão se perdendo
Mas eu não deixo nada escapar

É só fixar um papelzinho
No mural e eu to tranquilo

Cadê a caneta?
Não tem problema!
Está no rolinho, a vermelha
Vejo o giz de cera ao lado
Escolho o verde azulado
De criatividade eu me invado
Que vontade de desenhar!”

Outras ideias que os Bonifrati mostraram aqui no Superziper:

– Pipa de papel

– Pipa de tecido, tipo almofada fofinha

– Árvore mural, de rolhas

– Dedoches divertidos

Espero que gostem destas ideias! Um feliz dia das crianças grandes e pequenas.

Beijos Oliver Thi, da Bonifrati 

05 out 14
craft touroutros bla bla blas
Bazar, magazine ou armazém?
por Claudia

Casa Diaz, Lima, Peru

Não importa a classificação: bazar, armazém, magazine, loja de variedades… Vocês decidem ao final das fotos e do texto como a Casa Diaz, em Lima, no Peru, deve ser chamada.

Eu não conhecia e nem esperava passar por um lugar assim. Tudo começou graças à senhorinha simpática aí de baixo. Estava passeando pelas ruas do centro, perto do Congresso, com a máquina na mão, tirando foto de tudo, inclusive uma dela. Daí parei pra ver o que tanto ela olhava. Eram garrafas térmicas, muitas delas. Cheguei um pouco mais perto e achei que aquilo era uma loja de utilidades de cozinha. Mas logo a frente, em um balcão de madeira antigo, vi linhas e lãs. “Opa, preciso ver o que mais tem por aqui”, pensei comigo mesma.

E foi assim que começou minha aventura de 2 horas ou mais pela Casa Diaz, uma loja de variedades, que tem de tudo um pouco, e mais um pouco.

Casa Diaz, Lima, Peru

O slogan diz que são a loja com a maior variedade de produtos do Peru. Depois de conhecer o lugar, não duvido, hehe. Eles são importadores e distribuidores, isso explica a quantidade de coisas inusitadas que encontrei de vários países: China (claro), mas também Japão, França e Brasil.

Os balcões de madeira denunciam a idade, a loja tem mais de 60 anos. É um paraíso vintage. Uma mistura de Adeus, Lênin e Mercearia Paraopeba.

Lá ainda está vigente o esquema venda de balcão. O vendedor fica atrás e você pede o produto. Isso explica duas características marcantes do local: amostra de cada um dos produtos e tudo precificado.

Casa Diaz, Lima, Peru

Mas pra expor tudo, tudo mesmo, as paredes não são suficientes. Muita coisa pendurada, sobreposta, empilhada!

Casa Diaz, Lima, Peru

A fachada engana. O corredor é comprido e tem vários departamentos. No fim da loja, o mostruário sobe as paredes e fica mais alto, chegando até o segundo andar, onde fica o estoque e os clientes não têm acesso.

Casa Diaz, Lima, Peru

O que tem por lá? Mais fácil dizer o que eles não vendem :)

Tem itens de cozinha, brinquedos, plásticos, ferramentas, máquinas, eletrodomésticos, equipamentos industriais, produtos de armarinho. E os preços? De um extremo a outro.

No mesmo cantinho,, expostos lado a lado perto da seção de brinquedos, encontrei cartelas de purpurina por 4 soles (cerca de R$ 3,40) e uma máquina de sorvete por 4.900 soles (cerca de R$ 4.150).

Casa Diaz, Lima, Peru

Falando em preço, todos os produtos estão etiquetados, perfeito. E ainda explicam detalhes, por exemplo, se há diferença para quem compra no atacado ou varejo. Melhor do que lugares sem preço definido e que o dono olha para sua cara, faz uma pausa de 3 segundos, e depois define o preço.

Casa Diaz, Lima, Peru

O motivo deste post estar no Superziper é a seção de armarinho. Fiz uma parada estratégica de 1 hora por lá. Botões, zíperes, fitas, agulhas de costura, tricô e crochê, linhas, carretéis, fita métrica, dedais, alfinetes. Tinha praticamente tudo!

Casa Diaz, Lima, Peru

Foi nesta loja que achei parte dos produtos que vendemos no último bazar Ógente, entre eles a mini máquina de costura e o papel carbono japonês. O que dava para levar na mala veio…

A pipoqueira eu adoraria, masficaria um pouco difícil. E este isqueiro rosa só fotografei. Meu pai tinha um parecido, cinza, nos anos 70, quando fumava. Altas memórias…

Casa Diaz, Lima, Peru

Depois de encerrar as compras nos vários departamentos, é hora de fechar a conta e pagar no caixa único. Quem me atendeu, foi o filho de Don César, o proprietário, que tem mais de 80 anos e continua diariamente envolvido nos negócios, porém agora somente pelo telefone.

Ele me contou um pouco mais sobre a história do negócio, que foi aberto nos anos 50, e batemos um bom papo.

Casa Diaz, Lima, Peru

Pedi para tirar mais algumas fotos, inclusive da “bagunça” do caixa. Minha família já foi comerciante e estar neste ambiente me trouxe muitas lembranças.

Casa Diaz, Lima, Peru

É um lugar que com certeza não está nos guias turísticos do Peru, mas eu recomendo! Principalmente para quem gosta de fuçar e voltar ao passado.

Casa Diaz
Jirón Junin 752, Centro, Lima, Peru
Aberto de segunda à sábado, das 9:30 à 13:30 e das 15:30 a 20:00
Atenção! Eles fecham para horário de almoço
Site: http://casadiazhnos.com/
Email: casadiaz@terra.com.pe
Telefone: 4271155

01 out 14
costurareciclagem
Transformação: casaquinho de veludo
por Claudia

Casaquinho de veludo

Em um passeio por uma feirinha de usados organizada por uma escola nos Estados Unidos – que aqui eles chamam de flea market – comprei um vestido rosa de veludo por uma pechincha.

Bati o olho e vi que tinha potencial para virar outra coisa. Ele não tinha nascido para ser um vestido – apesar de ter certeza de que ele fazia parte do figurino de alguma peça de teatro. Porque como roupa não consegui encaixar ele em nenhuma fase da moda. E nem consigo imaginar alguém usando ele no dia a dia, muito menos em uma festa.

Mas curti a cor e adorei os botõezinhos. O tecido estava bom, inteiro e sem manchas. Apostei na transformação, achei que daria uma peça única.

Pois bem, vejam o antes e o depois.

Casaquinho de veludo

Não é uma transformação radical, mas o fato de ‘perder’ a saia e poder ser usado aberto dá bem mais possibilidades de uso.

Apesar de que nunca iria usá-lo como vestido, precisei de coragem para cortar o veludo com a tesoura. Uma coisa é desmanchar costuras existentes. Outra é passar a tesoura em uma parte intocada do tecido. Sempre me dá um nervoso, medo de me arrepender.

Mas fui em frente. E também precisei abrir uns pedaços já costurados para fazer um melhor acabamento.

Casaquinho de veludo

Com ele aberto ao meio, era hora de decidir o corte da horizontal.

Depois dobrei o tecido para simular a parte de cima sem a saia, para decidir até onde eu iria o babado. Testei a dobra com o vestido apoiado na mesa e também no próprio corpo.

Marquei a linha de corte com um lápis escolar e, de novo, tesoura em ação.

Casaquinho de veludo

Como estou viajando, usei o que eu tinha no meu kit de costura de viagem (esse amarelinho eu comprei na Daiso) e mais algumas comprinhas que fiz na própria feira – linha em um tom de rosa aproximado e um pacotinho de viés de renda.

Casaquinho de veludo

Passei o tecido com ferro para marcar a dobra e, com muita paciência, costurei à mão toda a barra. Usei o viés para evitar que o veludo desfie. Fiz tudo com ponto invisível, uma trabalheira.

Casaquinho de veludo

Mas valeu a pena! Gostei muito do resultado, a ponto de ter me permitido aparecer de corpo inteiro para as fotos, coisa que raramente faço…

Casaquinho de veludo

Fica aí a inspiração. Nem sempre vestidos precisam continuar sendo o que eram originalmente. Se o tecido é bom, porque não repensar?

Casaquinho de veludo