04 fev 10
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Sew Mini da Janome. Esta pode ser sua!
por Andrea

 

*** Promo encerrada, veja o resultado do sorteio aqui ***

Sorteio: Janome Sew Mini

O tempo passa, o tempo voa…. Este mês estamos completando três anos de Superziper. Três anos inventando coisas e blogando…. nem vimos o tempo passar. Pra celebrar, vamos lançar uma promoção bem bacana – olha o prêmio aí em cima.

Vamos presentear uma leitora ou leitor (olá, garotos crafters) com uma mini máquina de costura da Janome. Esta máquina, pra quem não conhece, é uma ótima opção pra quem quer iniciar na costura. E pra quem é criativo e curte crafts, mas não quer virar costureira master, é a maquininha perfeita pra ter ao lado. Funciona super bem para fazer projetos para casa, barras, pequenos consertos e customizações. É uma mão na roda. Como é mini, cabe fácil em qualquer cantinho na hora de guardar. Super recomendo.

A Sew Mini é um produto bem bafo no mundo craft – toda semana recebemos emails perguntado sobre ela – então contactamos a Marbor, representante da Janome no Brasil, que prontamente topou oferecer uma para o aniversário do Superziper.

O resumo da ópera é que vai rolar uma mini máquina de presente este mês aqui no blog, eba ! Como concorrer ? Amanhã eu revelo toda a mecânica de promoção em outro post, só adianto que vai ser sorteio, tá? E pra participar vocês vão ter que tirar uma foto e mandar pra gente ou subir no grupo do Superziper do Flickr até o final do mês.

Então, vão preparando as suas câmeras. Espero todo mundo aqui amanhã pra contar o resto da história.

*** Promo encerrada, veja o resultado do sorteio aqui ***
28 jan 10
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Presentes vindos do Japão
por Andrea

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Semana passada recebi um surpresa vinda do Japão. Tomoko, a prima de Tóquio viu o meu interesse (ou será obssessão ?) pelos paninhos dobrados aqui no blog e mandou um pacote com várias coisas bacanas, entre elas três lindíssimos furoshikis com estampas tradicionais, Made in Japan. Como todo mundo sabe e a gente já falou bastante aqui no blog, o conceito de furoshiki pode ser aplicado a qualquer pedaço de tecido de formato quadrado. Mas ganhar o produto original não deixa de ser uma grande emoção pra mim.
Ela comprou os tecidos na Furoshikiya, uma loja especializada em (olha a redundância): furoshikis. O legal é que com cada pacotinho veio um cartão em inglês explicando o porquê de cada estampa. Adorei isso porque sou curiosa para saber o significado das coisas e se viesse em japonês não ia conseguir entender muito bem.
Foi isso que veio escritos nos cartões, da esquerda para a direita:
* De coelhinhos lunares (Tsukimi Usagui): É um padrão típico de outono (no Japão o outono acontece durante a nossa primavera). Nsta época as pessoas têm o costume de observar a lua para tentar ver a sombra de um coelho passeando por lá. Até as doceiras fazem doces com desenho de coelho para celebrar o festival.
* De flores de ameixa (Shihou Ume): Símbolo da primavera no Japão, este furoshiki tem estampas da flor somente nas bordas. Eu vi as cerejeiras cor de rosa quando estive lá no ano passado. Olhar pra esta estampa agora traz boas lembranças.
* Coloridão com flores e flechas (Yagasuri Chirihana): Yagasuri quer dizer flecha – você vê as flechas no padrão geométrcio do fundo? Não parece ,mas trata-se de uma estampa antiga típica do período Taisho (1912-1926). Esta é uma versão super intrincada, com flores e objetos (tente encontrá-los no meio das flores). Tirei uma foto dele aberto pra vocês verem melhor a beleza da coisa.
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Mais uma fotinha, só porque eu não me aguento, hehe. É que os tecidos vieram tão bem dobrados, com uma perfeição milimétrica que deu muita dó de tirá-los dos saquinhos. Mas depois, como não sou boba nem nada, acabei desembalando todos e testando alguns usos. Vejam só:
O dos coelhos lunares era o menor de todos. Com um nozinho em cada ponta, acabou virou uma capa para caixa de lenço de papel (alguém mais aí ainda fala papel Yes como eu ? ). Afinal, pra que ter de olhar para uma caixa de papel feia quando um tecido e alguns nós te dão a oportunidade únicade transformar algo mundano numa embalagem “arte”? Agora a minha caixa de lenços faz bonito na cabeceira da cama e no lavabo.
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Com o furoshiki florido, que é o mais grandão, fiz uma mochila. Notem que o tecido roxo da alça é um outro furoshiki, são dois lenços amarrados juntos. Quando mostrei esta foto lá no twitter disseram (com razão) que parece um baby sling! Se vocês gostarem da ideia da mochila eu ensino como fazer aqui no blog, ok? É fácil de fazer, mas é necessário dois lenços bem grandes. Acho legal pra levar pra praia e piscina.
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Estas duas ideias eu tirei do livro Gift Wrapping With Textiles, da Shizuko Morita ( já tem na Livraria Cultura). Comprei a versão em inglês, uma mão na roda pra quem não entende Japonês. O livro é bem prático e mostra 42 maneiras de “dobrar paninho”, com PAP, foto, uma beleza. Várias delas a gente já mostrou o PAP aqui no blog mas tem coisas inéditas, como ideias para usar o furoshiki na decoração da casa e também alguns embrulhos para presente bem finos.
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Também no Superziper:
Quem disse que é só pra embalagem ? Um lenço molinho pode virar uma flor em 1 minuto. Você é quem manda se vai no pescoço ou no cabelo.
06 jan 10
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Cinco dicas para evitar problemas com a máquina de costura
por Claudia

Salão da loja

Assisti em dezembro uma palestra do Wagner Brenner, do site Update or Die, sobre o excesso de informação nos dias de hoje, de como as pessoas estão ansiosas por não conseguir absorver tanto conhecimento. Entre outras coisas, ele falou que um jeito saudável de conseguir informação é aprendendo com os “mavens”, aqueles experts e apaixonados por determinado assunto. Por exemplo, aquele amigo que entende tudo de vinhos. Ou imagina o quanto você descobriria em 10 minutos de conversa com aquela garota que a-do-ra e manja tudo de maquiagem? Ou melhor ainda… O que daria para aprender passando uma tarde em uma loja-oficina de máquinas de costura, no Bom Retiro ?

Bom, esse último exemplo realmente aconteceu! Foi a minha visita à Multi Máquinas, onde levei a minha máquina de costura azul para consertar. No fim do dia, além de sair com a máquina praticamente zero bala, consegui ótimas histórias. Então aí vão as cinco dicas valiosas que aprendi com o Sr. Reinaldo para aumentar a vida útil de uma máquina de costura. Vamos aprender com quem sabe e adora o que faz, né?
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1. Diga não ao óleo de cozinha !
Nunca, mas NUNCA, coloque óleo de cozinha na sua máquina de costura, mas nem um pinguinho. É o erro mais grave que alguém pode fazer. Já ouviu de gente que coloca óleo de cozinha em dobradiça de porta? Nem se inspire neles. Está muito errado, não pensem que funciona. Este tipo de óleo não é lubrificante. Depois de um tempo, ele vira uma graxa que trava e endurece os mecanismos da máquina. A sugestão é super simples. Compre um vidrinho de óleo especial para máquina de costura. Lá na oficina, uma garrafa de 1 litro custava R$ 7,00. Vai durar a vida inteira para quem costura em casa e vale cada centavo do investimento! Para quem não sabe quanto colocar, é melhor errar pra mais do que pra menos. Por exemplo, quem usa a máquina diariamente, pode colocar óleo uma vez por semana nos pontos de lubrificação. Se você colocar muito, o máximo que pode acontecer é sujar a roupa. Mas para evitar isso, basta esperar descer todo o óleo. Daí você levanta o calçador, pisa no pedal e deixa a máquina funcionar por alguns minutos enquanto o óleo vai se dispersando.

2. Cuidado com passagem de linha errada !
Aprenda a passar a linha na sua máquina. Apesar disso parecer um detalhe bobo, quem não faz isso direito está atrapalhando diretamente a durabilidade da máquina. A regra geral é: use todos os passantes. Afinal, se eles existem, estao lá por algum motivo. Os engenheiros que projetaram sua máquina usaram as leis da Fisica para chegar no melhor jeito de tensionar a linha. Se você não tem certeza sobre como passar a linha na sua máquina, consulte o manual. Se perdeu, neste site tem vários manuais escaneados. O problema de passar a linha do jeito errado é que aumentam as chances da linha embolar embaixo. E acontecendo isso, mais fiapos passam pelas engrenagens, mais chances tem da linha ficar presa, mais podem estragar peças delicadas, aumenta a necessidade de se fazer regulagem e por aí vai. Convencidos?

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3. Nada de abrir a máquina ou forçá-la !
Se você não entende muito de manutenção, é melhor passar a bola para um profissional. Muitos dos grandes estragos acontecem pelas próprias mãos. Eu mesma quebrei a casinha da bobina tentando encaixá-la de onde tirei – na hora de colocar de volta fiz muita força e aí, já era. Ainda perdi um tempão tentando encontrar uma de reposição, porque minha máquina é antiga. Além de desastres como esse, existe também o perigo clássico de desmontar, tirar várias pecinhas e depois não conseguir voltar do jeito que estava. Tipo, você pensa que terminou e de repente acha um parafuso que não lembra de onde veio? Argh!!

4. Fique de olho na voltagem !
Antes sentar na cadeira e pisar no pedal, tenha certeza de que a voltagem da máquina e da cidade são as mesmas. Se você ligar uma máquina 110 em uma tomada de 220, vai queimar o motor. Já o contrário, de 220 pra 110, é menos grave – a máquina só não vai funcionar por causa da fraca potência. Esta dica parece óbvia, mas acontece muito. O Sr. Reinaldo que já recebeu vários clientes assim, de casos que só se resolvia com a troca do motor por um novo.

5. Delicadeza, please!
E por último tem as histórias de gente que quebra a máquina sem querer, por falta de cuidado. Ele comentou de pedais quebrados, de gente que abre a máquina e joga o pedal, ao invés de se abaixar e colocar no no chão. “Geeeente, que horror”, pensei com meus botões, mas depois lembrei que eu mesma fiz algo nessa linha. No transporte de casa para a loja, coloquei a máquina no banco de trás do carro. Dei uma brecada forte no caminho e a máquina capotou, caindo de ponta cabeça atrás do banco do passageiro. Como ela estava dentro da própria maleta, o estrago não foi tão grande. Mas nesse descuido, perdi o pino de colocar linha e a madeira da caixa rachou em alguns pedaços. Desnecessário. Dava para ter evitado, né?

Esqueci de falar… além de consertos, lá na Multi Máquinas eles também compram, vendem e trocam máquinas – novas ou usadas. Como ultimamente ando recebendo muitos emails de gente perguntando sobre máquinas usadas, anotei alguns preços como referência:

*Uma Siruba profissional nova, costura reta (made in China), custava R$1.000,00. Essa era a campeã de perguntas, como ela estava na porta da loja muita gente que passava pela rua parava para saber mais detalhes.
*Vi uma overloque portátil usada por R$ 250,00 e uma que parecia nova R$ 350,00.
* Anotei tambem o preço de uma Singer usada que costura couro – essa valia R$ 900,00.

Para quem não é de Sao Paulo, o Reinaldo avisa que eles tambem negociam bastante por telefone, email e internet (o site existe há 6 anos).

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E pra quem teve paciência de ler até aqui, tem mais um pouquinho de história – de como eu fui parar lá…

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Depois de um ano e meio de uso (a foto aí de cima foi do dia da compra, saindo da loja. Comprei lá em Londres e a sujeira da rua é do fim da feira de sábado), reparei que minha máquina de costura andava meio desregulada. Ela até que costurava, mas os pontos no verso do tecido não estavam saindo legais. Eles estavam tensionados, com a linha esticada passando em uma linha reta, ao inves de bem marcados, ponto por ponto. Várias tentativas mal sucedidas depois, chamei meus pais pra ver se eles davam um jeito. Os dois até que entendem da coisa – minha mãe costura desde que era criança e, meu pai teve uma confecção nos anos 70. Achei que eles conseguiriam. Mas depois de gastar muita linha, nada… a máquina continuava esquisita.

Comentei com a Andrea que eu já estava desanimada com essa história. Você mexe, mexe, mexe e não chega em nenhum lugar. Já tinha desistido de arrumar – e olha que eu sou insistente. No final, a máquina estava largada num canto. “Não desiste, procura ajuda profissional” ela falou. E me indicou a loja onde a mãe dela levava as máquinas para manutenção há muito tempo. Então aproveitei esses dias calmos entre o Natal e Ano Novo e fui para o Bom Retiro com a máquina. Como o técnico da loja estava de férias, o próprio dono improvisou uma bancada de trabalho no meio do salão principal da loja – em épocas normais a oficina fica no andar de cima. Entre clientes, telefonemas e um entra-e-sai de entregadores, ele trabalhou na minha máquina.

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Como bom profissional, ele começou com uma revisão geral – foi investigando parte por parte, lubrificou as engrenagens, desparafusou tampas, enfim, mexeu em praticamente todas as peças. Ele sugeriu de aproveitar e trocar a correia por uma nova. Ele buscou nas que tinha por ali, mas nenhuma serviu. Eu dei um pulo na Cadedo, uma distribuidora de peças originais da Singer que fica a meia quadra de lá, e também não tive sorte, não achei nada parecido. Mas não era grave, dava para continuar com ela assim por mais um tempo. Continuando o serviço, ele partiu para tão esperada regulagem. Com muita paciência, ele fez a máquina voltar a funcionar direitinho. Os pontos saíram perfeitos! Em casa de noite já retomei a costura e comecei a tirar o atraso de todo esse tempo que deixei a máquina parada. Vamos ver se agora eu consigo postar mais sobre o assunto.

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*Endereços úteis*

Multi Máquinas (Reinaldo)
Compra, Vende, Troca e Consertos
Rua Mamoré, 627 – Bom Retiro
São Paulo, SP
tel. (11) 3337-2710
http://www.multimaquinasdecostura.com.br/
multi@multimaquinasdecostura.com.br

Cadedo
Partes, peças, acessórios e máquinas de costura (distribuidora Singer)
Rua da Graça, 619 – Bom Retiro
São Paulo, SP
tel. (11) 3222-3288
http://www.cadedo.com.br/
cadedo@cadedo.com.br