15 maio 09
outros bla bla blas
Diga aí: você tem ciúmes?
por Claudia

Pretinha

Garotos e garotas crafters. O assunto de hoje é delicado. Queremos saber se você é ciumento (a) com os seus equipamentos de crafts. Rola um compartilhamento? Ou você pratica o desapego ?

Quem empresta livro e CD sabe que nem sempre eles voltam. E se voltam, nem sempre voltam inteiros. Como você lida quando chega alguém e pergunta: “Me empresta o seu Grande Livro da Costura???? “
A pergunta da  enquete de hoje é bem genérica – vale para preciosidades a materiais comuns do dia a dia. Livro, revista, molde, fita métrica, canetinhas, alfinete, fitas, tesouras, o que for. Se você quiser explorar mais o assunto, os comentários estão abertos para você soltar o verbo. Queremos saber se…
Você é ciumento (a) com seus equipamentos e materiais de craft?
Sim, ninguém toca! E tranco tudo a chave
Bastante, empresto apenas para pouquíssimas pessoas
Só um pouco, depende muito de quem e do que pedem emprestado
Imagina, adoro compartilhar ! Qualquer um pode usar o que quiser

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Também no Superziper: Falando em suprimentos, a gente destrinchou um DVD institucional da Olfa, fabricante de estiletes e outros instrumentos cortantes. Fizemos um post tudo o que você queria saber sobre a Olfa mas não tinha para quem perguntar. Vai lá!

10 maio 09
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As mães Superziperianas
por Andrea

Esse ano, além do tradicional almoço de Dia das Mães, a gente quis preparar uma surpresa diferente. Pegamos carona na data para mostrar e contar um pouco quem são nossas mães, nossas primeiras professoras nesse mundo craft :-) Uma singela homenagem as duas.

Maria, a mãe da Andrea:

fotomae

Eu sempre conto como foi que eu costurei sozinha pela primeira vez. Foi na máquina PFAFF da minha mãe, quando eu tinha lá os meus 5 anos. Lembro como se fosse ontem o dia que, num espírito Linus Van Pelt, sentei na máquina e costurei todas as bordas do meu cobertor de estimação. Me senti super poderosa ! Isso resume bem o quanto a minha mãe foi importante para que eu não tivesse medo de meter as caras e fazer coisas com as minhas próprias mãos. E não foi só na costura não. Se eu cismasse que queria bordar ou fazer crochê, era só pedir pra minha mãe que ela comprava todos os materiais. Na cozinha, eu era obcecada por bolos. Mas nove entre 10 bolos que eu fazia ficavam ruins. Mesmo assim ela deixava eu fazer o décimo-primeiro. E assim foi e é até hoje. Minha mãe me estimula a topar qualquer parada criativa. Ela foi profissional do ramo da moda por 35 anos, então tem aquele olhar implacável quando alguma costura está torta ou com modelagem errada. E eu herdei este perfeccionismo, ainda bem. Mas é claro que a gente é diferente em algumas coisas. Eu gosto de tricô e crochê, e minha mãe não tem muita paciência com lãs e linhas não. O negócio dela é mesmo modelagem e costura. Hoje em dia, minha mãe começou a se lançar no mundo dos crafts2.0 e sempre que tem tempo vai navegar na Internet. Começou com emails e perfil no Orkut. Depois foi o Google. Agora ela quer um notebook. O próximo passo será….. abrir um blog de crafts ???

Ah, e é claro que ela lê o Superziper todos os dias.

Mãe, sou a sua maior fã, olha aqui a sua surpresa do Dia das Mães!

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Lidia, a mãe da Cláudia:

costurando-em-casa

Apresento a vocês minha mãe Lidia, a primeira entusiasta do estilo faça-você-mesmo que eu conheci. Apesar de ter uma queda pela costura, ela gosta de inventar e colocar seu capricho em qualquer projeto, não importa a técnica. Fez sozinha a decoração da festinha de um ano – os brindes vinham em copinhos de refrigerante de papel, enfeitados com papel de bala de côco nas bordas. Fazia penteados estilosos no meu cabelo, com tranças, laços e fivelinhas. Costurou fantasias sob medida, atendendo meus pedidos de menina – fui bailarina, fada e chinesinha. Na cozinha, inventava as melhores sobremesas e bolos de chocolate invejáveis – aliás, todas as crianças sempre queriam almoçar em casa depois da escola. Pintou meus móveis de rosa, costurou um edredom, cortinas, fez almofadas, em uma época onde isso não era nada comum. Fui crescendo e aprendendo por observação. Puxei dela esse prazer pelas idéias e por fazer coisas com as mãos. Hoje, quando visito armarinhos, trago pacotinhos com botões e fitas diferentes pras ela – suas customizações de roupas são sempre muito elogiadas. A gente é muito parecida :-)

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Também no Superziper: Mães em ação… Vejam este prático aparador para plantas, um móvel feito a quatro mãos pela Cláudia e por sua mãe.

07 maio 09
inspiraçãooutros bla bla blas
Eu Que Fiz
por Claudia

Eu Que Fiz (ao quadrado)

O Eu Que Fiz, da Editora Abril, foi um livro que marcou demais a minha infância. Acho que junto com a revista Recreio, foram as publicações impressas que mais moldaram meu futuro craft. Folhear o  Eu Que Fiz era meu passatempo favorito de fim de semana. De tamanho grande, eu olhava as páginas atrás de “coisas legais” para fazer em casa – naquela época eu ainda não usava a palavra inspiração. O tempo passou, eu cresci e o livro ficou anos esquecido lá no fundo da minha memória até que aconteceram duas coincidências:

1) Um dia a Andrea me aparece com o livro em casa. Descobri que ela também tinha! E melhor, guardou até hoje ! O livro dela está todo sujo, cheio de orelhas e amassos, prova de que foi muito bem usado. Investigamos a origem e descobrimos que ele era uma tradução para o português do livro da autora americana Felicia K.Law  mas ela nem está creditada na capa.

2) No ano passado eu ganhei de uma colega de trabalho um outro livro Eu Que Fiz. Trata-se da versão “anos 2000” feito  das designers – e irmãs gêmeas – Ellen e Julia Lupton. Foi laçado aqui no Brasil pela editora Cosac & Naif).

Foi aí que tivemos a idéia de comparar as duas versões. Em geral, a segunda não tem nada a ver com a primeira. Fiz uma seção de fotos dos dois pra vocês verem e compararem comigo:

Semelhanças:
Crianças dos anos 70 de hoje são essencialmente as mesmas e gostam das mesma coisas. Muitos projetos se repetem só que cada um com a roupagem da sua época.

Livros: Colagem

No livro antigo, a colagem era feita com fotos de revista e bastante humor – reparem nos homens usando roupa de mulher! O livro antigo tinha um humor meio nonsense, a gente achava  o máximo. No livro novo, uma versão politicamente correta do scrapbook versão infantil.

Livros: caixa de surpreas

Caixas enfeitadas. Isso no livro antigo era um dos meus projetos favoritos: a caixa de surpresas. Bastava encapar uma caixa de sapatos com recortes, desenhos e fotos, abrir um buraco na tampa do tamanho da mão e encher a caixa com objetos de diferentes texturas e formatos. Sugeriam coizas bizzaras como um pedaço de espaguete cozido (!!??). No livro novo, a caixa de sapatos vira uma caixa para guardar coisinhas, com as fotos bem centralizadas, coladas bem retinhas.

Livros: Boneca de pano

Brinquedos de pano. No livro antigo, a sugestão era uma boneca folk ( hippe?) feita com tecido. Já o livro novo mostra como fazer plushies estilo toy art.

No antigo, uma boneca miniatura feita com pregador de roupa. A execução é praticamente a mesma nos dois livros. Eu vi este tipo de bonequinha recentemente no Flickr. Quem achou que era novidade, se enganou.
Livros: Cidade de papel

Cidades de papelão. No livro antigo, muito reaproveitamento de embalagens e uma visão meio ‘playcenter’ do futuro. No livro novo, papel e pintura reconstroem mini cidades. Me lembrou muito a cidade de papelão que o Michel Gondry fez para o filme Science of Sleep.

Livro: Vaso de disco

Aqui está o melhor contrastes de mídias na moda de cada época. O livro antigo ensinava a fazer um vaso a partir de um LP derretido. Já o livro novo ensina a fazer um fundo de tela para o computador, usando conceitos de padronagem digital.

Mais diferenças: Velho Vs. Novo:
tamanho: gigante X pocket
páginas: 250 X 60
capa: dura de papelão X multiuso e com joguinho de memória para recortar
visual: psicodélico e com um toque lisérgico 70 X atual e modernete
ilustrações: 100% ilustrado a mão X fotos e mais fotos

E aí, será que mais alguma crafter por aí tinha o Eu Que Fiz da Abril? Ele te influenciou a fazer projetos malucos ? A Andrea manda dizer que ela adorava o “Aquário” e as “Caretas” e sim, ela chegou a fazer ambos.

Tá agora podem chamar a gente de tia e de saudosita. Mas por razões sentimentais a gente ainda prefere o Eu que Fiz psicodélico da Abril.

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Também no Superziper: Se você ainda guarda aquele lençol estampado da época que era criança que tal transformá-lo num softie ? Se está com dó corta só um pedacinho dele :)