12 mar 09
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A saga de uma boneca pré-Blythe
por Claudia

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Não é de hoje que bonecas recebem tratamento especial. Para quem não entende o apelo das Blythes & cia, vale a pena conhecer um exemplo que aconteceu há mais de 100 anos. Pode-se argumentar que hoje os motivos das milhares de garotas, moças e senhoras que mantêm um hobby bonequeiro sejam outros. De qualquer forma, é sempre bom revisitar a história para entender melhor o presente.

Então agora vou contar a saga da Princess Daisy, uma boneca inglesa que ganhou seu “baú da felicidade” na Holanda,  foi rejeitada pelo novo dono, virou presente de rainha e depois foi morar para sempre em um museu.

Vi esta boneca ao vivo no Museum of Childhood em Londres. Ela é um dos principais destaques da seção de bonecas, deste museu dedicado a brinquedos e à infância. O que mais impressiona são os acessórios que a acompanham: um enxoval completo e centenas de roupinhas e adereços.

No enxoval da boneca há varios tipos de roupas, vestidos, casacos, luvas, fraldinhas de tecido, tudo feito sob encomenda, especialmente para ela. Ela também ganhou tradicionais colher e garfo de prata, além de jóias de ouro e pérolas, presentes que famílias ricas da época costumavam dar para crianças em batizados.

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A história da boneca começa em 1894, em Amsterdã. Miss Grote Twiss queria fazer uma ação para arrecadar dinheiro para crianças pobres na Holanda. Ela decidiu que iria criar uma atração tão fora do normal que fizesse um monte de gente querer pagar para ver. Então ela pegou um desses catálogos de venda por correio e comprou uma boneca inglesa comum – na época estavam em voga as que tinham cabeça de cera. Depois, encomendou várias peças para serem feitas sob medida por artesãos e outros profissionais do ramo craft. Nasceu assim a ‘Princess Daisy’.

Em 1895, finalmente a boneca ganhou todo o destaque que merecia durante a Exposição Internacional de Amsterdã. E Miss Twiss conseguiu o que queria: arrecadou bastante dinheiro para a sua causa. Em seguida, a boneca foi comprada por uma associação de caridade inglesa, de novo para servir de atração. Fizeram uma turnê com a boneca pelo pais e, no final, seria sorteada como o grande prêmio de uma rifa. Mas o vencedor não apareceu e Miss Twiss, que preferia que a boneca ficasse nas mãos de uma criança, deixou que fizessem da boneca o presente de batizado da Princesa Mary, a filhinha de dois anos do Duque e da Duquesa de York (que mais tarde se tornaram o Rei George V e a Rainha Mary). Como Mary era muito novinha para usar seu novo brinquedo, Princess Daisy foi emprestada para o Victoria & Albert Museum. E logo depois, em 1963, foi doada, junto com toda sua parafernália, para o V&A Museum of Childhood onde esta em exibição desde então.

Depois dessa história, uma Blythe com mais de 60 pares de sapato não pode incomodar ninguem!

E mais…. uma Miss Twiss do seculo 21 estaria muito bem abastecida de crafters treinados e especializados em roupas e acessorios para boneca!

10 mar 09
blogueira convidadacostura
Como fazer patchwork: o seminole
por Andrea

panô de patchwork quiltado
Por Andrea e Divânia Nogueira , blogueira convidada
Todos vocês lembram que a Diva já mostrou aqui como se faz a Desconstrução do Nine Patch, certo ? O bloco foi um ótimo projetinho para quem está querendo começar no patchwork, tanto que muita gente ficou com gosto de quero mais. Então a Diva se ofereceu para mostrar como completou o trabalho, no caso um panô que seria o presente super especial de uma das ganhadoras do Concurso de Aniversário do Superziper.
É pra isso que ela volta hoje, para mostrar como fez o Seminole, a coloridíssima trança de tecidos que ela fez como parte do panô. Eu curiosa que sou fui pesquisar mais sobre o assunto e descobri que a técnica foi criada no início do século 20 por uma tribo indígena norte americana chamada Seminole. Eles usavam as tranças coloridas para ornar suas peças de roupa.
O nome pode assustar a princípio mas na prática trata-se de retângulos de tecido cortados, rearranjados e costurados juntos. Vamos ao tutorial que a Diva nos enviou:

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Cortando ! Com ajuda do cortador circular, régua e base cortamos tiras com 11,5cm de largura, em três estampas de tecido diferentes. O comprimento fica a seu critério, de acordo com o tamanho necessário para a sua borda de seminole .

Depois, corte cada tira maior em vários pequenos retângulos de 4,5cm de largura.

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Organizando ! Para facilitar a vida, organize montinhos com tiras de cada estampa.
Pense na ordem que você vai combinar as tirinhas que irão formar a sua trança.

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Costurando! Costure o primeiro par de tiras assim: a ponta da tira vermelha na lateral da tira azul, pelo verso. A margem de costura usada foi 0.75 mm.
Quando você virar , a costura ficou para trás, vê ?

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Agora vamos a terceira tira, que neste caso foi a laranja. Costure pelo verso da mesma , pegando a lateral da tira vermelha e da tira azul, que já foram emendadas na etapa anterior. Se ficou confuso é só olhar a foto acima.

Veja só como ficam as três tiras costuradas !  Já dá para ver um comecinho da trança aí não dá ?

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Continue a repetir o mesmo processo, costurando mais uma tira na parte de cima , alternando cores, conforme a composição de cores desejada.

A cada tira a trança fica mais comprida. Vá costurando tira por tira, aumentando a trança até atingir o tamanho final desejado. Muita força na peruca agora XD !

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Quanto a trança atingir o comprimento total desejado é hora de alegria, de refilar!
Com auxílio de régua e cortador, refile primeiro as pontinhas que sobraram na parte superior.

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Em seguida, refile retirando as pontas da lateral.
Prontinho, já temos uma tranca feita com a técnica do Seminole :D .
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Como a Diva decidiu usar a tira como borda do panô ela mandou as fotos ilustrativas das próximas estapas. Não vamos mostrar os detalhes de cada uma hoje, fica para uma próxima oportunidade, ok ? De qualquer forma acho legal mostrar o processo todo para vocês terem uma idéia de todas as etapas que foram executadas para a finalização do projeto.
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A foto acima mostra as bordas já costuradas no bloco central. Ela aplicou duas primeiras bordas, e por último a terceira, feita com o Seminole cujo PAP mostramos hoje.
 

preparando para quiltar - bastidor preparando para quiltar

Para fazer a aplicação de tulipas no centro ela colocou um bastidor ao redor da área e quiltou o motivo à mão.
Em seguida como ela estruturou o panô, usando três camadas, a principal, uma camada de manta acrílica no meio e o tecido do verso. Ela alfinetou todas elas juntas cuidado para deixar tudo no seu devido lugar na hora de quiltar.
quiltando à máquina panô quiltado- verso
Finalmente ela quiltou a peça à máquina. Esta foto acima à direita é a do verso do panô, a frente quiltada  é a foto de abertura do post, a grandona.
Ufa! Fazer patchwork dá trabalho, aliás muito trabalho, mas fica lindo, né ?
A Luiza , que ganhou o concurso, recebeu o panô de presente na semana passada e já me escreveu contando que amou de paixão. Ela me disse que vai decorar a cabeceira da cama dela ! Espero que renda muitos sonhos inspiradores para que ela faça  crafts  (ainda mais) criativos .
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Também no Superziper: Nova no mundo do Patchwork ? Confira este post da Diva, ensinando a fazer um bloco básico e bem versátil, o Nine Patch. Foi esta técnica que a Diva usou no centro do panô !

09 mar 09
outros bla bla blas
Diga aí: por que você faz crafts?
por Claudia

A gente vive recebendo emails de leitores com pedidos de textos que eles gostariam de ler aqui no Superziper. Aliás, fica aqui o convite: nosso email é super_ziper@yahoo.com.br – os pedidos vão para a nossa listinha de possíveis pautas, um dia quem sabe saem ;). Enfim… é sempre bom saber mais sobre quem nos lê.

Você faz crafts pra quê?
Pra mim mesmo, não passa de um hobby, uma forma de exercitar minha criatividade
Pra economizar nos presentes que eu dou para os amigos e a família
Como negócio, pra complementar outra fonte de renda
Como negócio, é minha principal fonte de renda


É isso aí, participem e se quiserem deixem comentários.

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Também no Superziper: Para quem faz dos crafts um negócio, vale a pena ler o que já escrevemos na seção Craft Business. Muitos dos textos vieram de profissionais experientes que enfrentaram o mercado com a cara e a coragem e depois dividiram as dicas com a gente!