20 out 08
blogueira convidadaoutros bla bla blas
Divagações, parte 2: com convidadas especiais!
por Andrea

Vulcan: manual de instruções

Wow! O post da Emy “Divagações sobre o que é ser crafter e porque consumir crafts” já bateu o recorde histórico de comentários aqui no Superziper. Até agora recebemos 46 zig-zags e o número não pára de aumentar. Foi muito bacana ler as opiniões e experiências de cada uma de vocês – nós literalmente vibrávamos a cada novo comentário que chegava. Bom, como o assunto é quente resolvemos revisitar o post e eu peguei a difícil tarefa de dar continuidade em um assunto que a Emy começou tão bem. Ai, responsa, me desejem sorte!

A web 2.0 está aí para ajudar quem faz crafts, gente como nós. Ampliou o interesse, criou comunidades e trouxe oportunidades para os empreendedores que pensam em se livrar de empregos tradicionais e apostar nos crafts como ganha-pão. Mas como saber vale a pena transformar um hobby prazeroso num trabalho que pague nossas contas ? Hummm….Como vocês sabem, não há fórmula pronta, e nem existe manual de instrução como o da foto, da mini máquina Vulcan. O mercado está se desenvolvendo agora e está cheio de vontades bem como incertezas. Como a Emy bem colocou em um comentário, no final das contas é uma questão de ter coragem e fé. Já que é assim, achei que seria interessante procurar saber mais sobre pessoas que escolheram fazer crafts como profissão estão felizes com as suas escolhas. Contactei as queridas Vivi Hack e Priscila Rigoni que, para a minha alegria, toparam na hora participar do bate-papo. Ambas são apaixonadas por crafts e têm boas histórias para contar.

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Vivi Hack e o Mercado Imaginário, ou Mi  :-)

A Vivi Hack é a crafter por trás do Mi, que para mim, é uma grande referência em produto handmade no Brasil. Tudo que leva a marca do Mi tem personalidade e um capricho único que se reflete nas fotos, na embalagem, na escolha dos tecidos e nos detalhes dos produtos. A Vivi é como nós, começou a fazer crafts por hobby e gostou tanto que um belo dia decidiu fazer deles seu trabalho em tempo integral. E, se tudo o que ela faz é lindo, também é fruto de muita dedicação. Ela confessa que chega a trabalhar 15h ou 16h por dia (!) e não tira férias há dois anos. No momento ela ainda complementa a renda fazendo freelas como ilustradora e designer, mas não perde a fé em um dia viver só do Mercado Imaginário. Perguntei o que ela acha do movimento handmade, da opção em ser crafter profissional e sobre terceirização da produção: “Eu apoio 100% o handmade e vejo o movimento DIY como uma saturação das coisas industrializadas, uma reação à ditadura da moda e um retorno ao simples, único, feito por pessoas e para pessoas. E como um não aos modismos criados por uma indústria de massa e jogados para uma massa de consumidores guiados pela mídia. Vejo como uma reação natural, delicada, em busca de coisas mais orgânicas, mais naturais e que, de certa forma, resgatem valores e nos contem histórias.”

“Deixei meu emprego anterior para fazer o que realmente gosto, mas sabendo que é um longo caminho, e que o resultado virá a longo prazo. Eu sempre recebo emails de pessoas que querem se aventurar e resolvem pedir minha opinião. Sinto uma grande responsabilidade em opinar sobre isso pois a gente sabe que não é fácil. Depende muito de perseverança, sorte, capricho, dom, talento, coragem e, como em qualquer negócio, o retorno não é imediato. Por outro lado, eu sempre incentivo as pessoas a criar e desenvolver atividades que as ajudem a descobrir o que gostam de fazer e o que fazem bem. Só então se pode decidir encarar crafts como profissão. É claro que essa não é a regra, mas eu também acho super importante conscientizar as pessoas de que viver de artesanato, assim como em qualquer trabalho, requer responsabilidade, comprometimento, disciplina, perseverança e acima de tudo amor incondicional pela sua marca, pelos clientes e por todo o processo: desde a concepção de uma idéia, a entrega do produto e até mesmo além dessa etapa, se certificando que o cliente ficou satisfeito.”

“Tenho planos para terceirizar algumas funções, mas ainda é um pouco complicado passar adiante algumas etapas da produção e da venda. O maior receio em aumentar a produção e terceirizar é que a marca perca seu perfil handmade e o controle de qualidade. Durante este ano já pude contar com uma equipe de costureiras na confecção das peças. Chega um momento em que você precisa abraçar o que faz de melhor (no meu caso, criar) e aos pouquinhos passar adiante as demais funções. Eu mesma costuro todas as criações e as peças feitas sob encomenda, mas no restante da produção já conto com a ajuda de ótimas profissionais.”

Flickr do Mercado Imaginário

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Pri Rigoni e a Severina

Eu conheci a Priscila há uns 3 anos quando coloquei meus cactos de crochê em consignação na loja dela, a Severina, que fica numa ruazinha simpática da Vila Madalena – SP. Para mim a Pri é um exemplo de crafter que encarou firme o desafio de fazer produtos handmade como negócio. Ela esta sempre produzindo coisas novas, abraçando novos projetos e encarando mudanças de foco, quando necessário. Atualmente por exemplo ela está em plena fase de transição, transformando a Severina em loja vitual para poder se dedicar às vendas no atacado. E acreditem, ela consegue dar conta de tudo isso e ser a super mãe de um bebê fofíssimo, o João!

“Eu pintava tecido e fazia velas como hobby, até que em 2002 fiz alguns chaverinhos de bonequinhas de pano e cartões. Comecei a receber muitos pedidos tanto que minha casa ficou pequena e resolvi alugar o apartamento ao lado, que em 3 meses também ficou pequeno! Depois de 6 meses resolvi alugar uma loja na Vila Madalena que virou a Pri’s e comecei a vender crafts no varejo. Decidi também aumentar a linha de produtos, includindo almofadas pintadas, aventais, muitas e muitas bonecas.”

“Um ponto crucial foi quando participei da feira Gift Fair. Foi aí que encomendas começaram a entrar sem parar e decidi que precisava contratar pessoas. Também recebi uma encomenda enorme de um shopping, uma família de bonequinhos (pai, mãe, filho e filha), todos com muitos detalhes. Foram 40 mil (sim, 40 mil) bonecos que literalmente me enlouqueceram. Tinha 60 pessoas trabalhando e quase não demos conta. Quando entregamos, eu disse: ACABOU! Não vou mais fazer bonecas nunca mais, quero outra coisa! E foi aí que a Pri’s virou Severina. Reestruturei toda a produção, toda a loja e com certeza, reestruturei minha vida. A Severina já nasceu como uma marca, como um negócio. E assim passaram-se os anos e comecei a pegar encomendas de grandes clientes corporativos. Como o volume era grande, financeiramente valia muito a pena. Mas isso fez com que a loja ficasse de lado, sem produtos, meio largadinha. Foi então que decidi agora me dedicar às vendas no atacado e, por enquanto, o varejo que é a Severina virou uma loja virtual de produtos handmade”

“Muita gente faz bolsas, e se eu não fizer a diferença, alguém vai fazer. Então, penso nos detalhes, nas cores, nas combinações, na etiqueta, na embalagem. E fazendo a diferença com detalhes mínimos, que às vezes até passam despercebido por alguns. Dificilmente um detalhe será esquecido! E outra coisa muito importante nos crafts, é fazer com amor. Se não for assim, não vale a pena.”

Flickr da Pri e da Severina.

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Pra complementar tudo isso recomendo que leiam “Grito de Independência”: Mais um inspiradíssimo post da Emy que fala sobre a opção dela em ser crafter profissional. Se este é seu plano, um texto obrigatório !

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E olhando para exemplos vindos de fora, vale a pena ler esta entrevista com a Amy Carol, a crafter por trás do famoso blog Angry Chicken. Ela é hoje mãe de 3 filhos pequenos e largou um emprego 9-5 para trabalhar em casa como crafter profissional. E sim, ela diz que ganha dinheiro com isso, porém conta que desde o início colocou expectativas baixas para o negócio, esperando apenas cobrir os custos. No final ela foi além, lucrou e até publicou um livro. Interessante ler que ela diz que não faz nenhum marketing da sua marca, pelo contrário, tem uma certa aversão a ele na sua forma convencional. E conta que o marido é desenvolvedor de web e cuida dos sites assim ela pode se concentrar apenas na costura. Que sorte :)

20 out 08
outros bla bla blasreciclagem
Usos alternativos para produtos de beleza
por Claudia

Cosméticos

Na vida nem sempre a gente acerta nas escolhas e isso inclui compras. Levanta a mão quem nunca comprou na empolgação um hidratante que, depois de pouco uso, foi deixado de lado? O motivo para isso acontecer podem ser inúmeros. Tem produtos que simplesmente não funcionam. Outras vezes a gente se engana com o cheiro ou com a textura, mesmo que na tenha experimentado na loja. E por aí vai. Pois bem, agora é hora de abrir gavetas e armários e sair buscando estes produtos esquecidos pois sempre há um segundo uso para eles.

Saiu no jornal daqui de Londres da quinta-feira passada uma matéria interessante de dicas de como dar um novo uso ou reciclar cosméticos. Algumas das dicas, vocês vão notar, talvez não sejam um tanto estranhas mas achei que valia a pena compartilhar. Aproveitem o que puderem – e escrevam pra gente se souberem de idéias na mesma linha!

1. Hidratante para o rosto

Se aquele novo hidratante cuja propaganada apareceu em todas as revistas não funcionou no seu rosto – e ainda fez aparecer bolinhas, experimente usá-lo no corpo. Um hidratante poderoso vai fazer milagre nos seus braços e pernas e é provável que não dê reações alérgicas em uma pele mais grossa. Vamos admitir que joelhos e cotovelos não precisam de um tratamento com ingredientes anti-envelhecimento. Mas é melhor do que deixar aposentar na gaveta!

2. Base

Base não precisa ser usada apenas no rosto. Se a sua mais nova aquisição for de um tom mais escurao que sua pele ou muito grossa, experimente o seguinte. Dilua a base com um pouco de loção hidratante para o corpo e espalhe nas pernas. Corrige imperfeições e tira a palidez.

3. Exfoliante

Use-o nas pernas e pés – a pele destas partes do corpo com certeza são bem menos sensíveis que a do rosto. E eles vão agradecer, macios e hidratados em alto estilo!

4. Perfume

Uma essência floral demais pode ficar enjoativa na pele, mas funciona bem em toalhas e lençóis. Experimente borrifar um pouquinho logo depois de lavar.

5. Creme anti-flacidez

Essa é para quem faz bronzeamento artificial ou usa aquelas loções auto-bronzeantes. O creme anti-flacidez pode funcionar para dar uma clareada em que ficaram marcadas, como joelhos e cotovelos.

6. Condicionador de cabelos

Guarde o condicionador que você não gostou e use-o para enxaguar a mão peças delicadas como lã e cashmere. Deixa suéteres super macios e cheirosos. O mesmo vale para shampoos, que neste caso substituem o sabão em pó.

Um outro uso alternativo bem legal para condicionador de cabelo de gente é usá-lo para desembaraçar cabelo de boneca. Geralmente os produtos mais gordurosos, que deixam cabelo humano um pouco oleoso caem muito bem no plástico do cabelo das dolls.

Amaciante de roupas também funciona maravilhas para amaciar e desembaraçar o cabelo plástico, experimente encher um vidro com água morna e amaciante. Deixe a cabeça da boneca virada dentro do líquido por algumas horas. Enxague e sinta a maciez :)

17 out 08
inspiração
Link Love da Semana
por Andrea

kanzashi, originally uploaded by Ana Tuyama.

* O destaque do link love vai para a sempre querida Ana Tuyama que executou com perfeição o tutorial do kanzashi e correu pra tirar a foto acima. Vocês lembram que a Ana também foi a primeira a postar no desafio das tesouras ?

* A Voilá Idéias também fez o kanzashi e usou num tic tac. Já a Divânia fez lindas flores de fita em várias cores !

* NOVIDADE  ! CRAFTSSICADOS: Abrimos um mini classificados de emprego craft ! Para visualizar é so clicar, mas para postar é preciso se inscrever no Flickr. Idéia ótima da Elisa, Kawai.

* Tio faso deu a idéia e a gente gostou muito: Projeto feliz Natal Crafter, a idéia é arrecadar bonecos handmade para doar para instituições que cuidam de crianças carentes. Acompanhemdetalhes do projeto pelo Marcamaria.

* E já que o Natal (já !) está chegando dêem uma olhada nos doces de feltro da Sweet Felt Cake , da Gi Pottker. Tem panetone e bolo de chocolate em tamanho natural ! Yummmm.

* DIY: Aprenda a fazer um pompom de restos de tecido ( aquelas aparas que sempre sobram quando você costura!). Via blog da Molly Chicken.

* Etiqueta bordada em fita de viés. Uma opção bonita e econômica para os seus produtos craft. Da Arte da Carla.

* Comprinhas : A loja do Mercado Imaginário está com uma nova coleção. Vale a pena olhar as novidades criadas com mega capricho pela Vivi Hack.

* Gostamos: um porta-lápis fofinho e que come banana, hehehe.