19 set 11
outros bla bla blas
Crafts online e offline
por Andrea

make_3

Nem todo mundo faz crafts para ganhar dinheiro, para muitos, é só um hobby divertido. Mas na hora em que começam a surgir encomendas e até convites para participar de feiras e bazares a gente se pergunta “por que não?”. E logo em seguida, surge outra dúvida: vale a pena ter um site para promover os meus trabalhos? Na nossa opinião, a resposta é sim! Hoje existem várias maneiras de estar na web: site, blog, lojinha – podemos falar sobre isso mais para frente. Agora queremos apenas mostrar a importância e as vantagens de se ter um pezinho na internet para quem quer encarar o artesanato ou crafts como profissão.

Um site é uma extensão do seu negócio. Com ele, você mostra seus trabalhos para o mundo e abre um canal direto com seus potenciais clientes. Você pode montá-lo como quiser, com a sua cara. Pode colocar as fotos mais bonitas dos seus crafts, falar dos materiais que usa e mostrar o seu processo de produção. E pode até criar uma lojinha para receber encomendas. Demais, né?

Mas como integrar o online e o offline do seu negócio criativo? Temos um exemplo real. No começo de junho, fizemos as malas rumo a Nova York para conhecer a Renegade, uma das maiores feiras do mundo para crafters. É a evolução da feirinha de artesanato, com uma pegada mais jovem e moderna. Neste ano a Renegade contou com mais de 250 expositores, que montaram suas barracas ao ar livre em um parque no bairro do Brooklyn, a meca dos indie crafters. Vimos de tudo por lá, desde costura e tricô moderninhos, muita bijuteria de técnicas mistas, material de papelaria feito por ilustradores e cerâmicas com design diferente. Muita coisa bacana, de encher os olhos, e o mais importante, feito por artistas e artesãos que tocam profissionalmente seus negócios criativos. Com tanta coisa bacana para ver, levamos dois dias para visitar tudo. Conversamos com expositores, perguntamos sobre vendas e expectativas. E o que mais nos impressionou nisso tudo é que praticamente 100% deles tinha um site.

Em geral, o clima era de pouca pressão para compra. O que valia mais era você se encantar com o produto e levar um cartãozinho para lembrar depois do que gostou. Assim, os vendedores participavam da feira com um espírito de “se não quiser comprar nada agora tudo bem, depois você me procura na internet”. Parecia mesmo bem comum isso das pessoas entrarem depois no site para comprar os produtos que viram ao vivo.

Até a gente vivenciou isso. Achamos um poster super legal, mas não levamos com receio de amassá-lo na viagem. Gostamos de um vaso de cerâmica, mas era pesado demais para carregar. Os vendedores de ambas as barracas tiveram a mesma atitude esperta: sorriram e disseram que poderiam enviar seus produtos pelo correio, entregando imediatamente o cartão da sua loja virtual.

Saímos da Renegade com a nítida impressão de que, hoje em dia e graças a internet, grande parte das vendas não acontecem lá e sim depois. As feiras funcionam como uma vitrine para mostrar seus produtos e encontrar potenciais clientes pessoalmente. Vale caprichar bastante na decoração para se destacar e encantar. Vale ser simpático e coletar emails parta montar um mailing para a sua marca. Se a compra acontecer lá na hora melhor, mas se não der, tudo bem. Com um produto bacana e um conceito idem, depois as pessoas certamente farão uma visita ao seu site.

Então, parece que já está na hora de se posicionar também na internet, não é?

Gostou do assunto? Vamos continuar o papo! O Superziper tem um fórum onde você que já tem (ou quer ter) um negócio criativo pode conversar sobre venda on-line e tudo que é relacionado a craft.  Esperamos vocês por lá.

(Texto original publicado na revista Make, em Agosto de 2011)

16 set 11
costura
Perdendo o medo da máquina: enrolado e tenso
por Andrea

(Com Pat e Eli, do Rainhas da Costura, vai lá aprender a costurar ao vivo.)

problemas mais comuns

Costureiras novatas do meu Brasil, quem nunca passou por isso ?

Você senta para costurar toda feliz e contente.  Pisa no pedal e o ponto ‘parece’ que ficou ok porque a parte de cima, visível, tá linda. Mas na hora  que vira o tecido do avesso, pânico: a linha criou vida própria e ficou toda solta, ou pior, embolada na parte de trás. Frustração e ira ….Além de um mega desperdício de material.

problemas mais comuns

A Pat, do Rainhas da Costura, compartilhou uma regra boa para descobrir onde está o erro. Assim ó:

Sempre que a linha fica solta ou embolada só na parte de trás do tecido,  o problema provavelmente é na passagem da linha na parte de cima da máquina.

No caso acima o ponto todo frouxão porque ela propositalmente esqueceu de passar a linha por aquele bracinho de metal sobe e desce (veja onde ela aponta com o dedo na foto). Então  fica a dica, se a costura estiver  toda problemática e embolada só no verso, cheque se cumpriu todo o caminho da linha na parte superior máquina.

IMG_4359

Se o ponto não embola mas fica todo solto, desmanchando,  geralmente o problema é a linha da bobina, que foi mal passada. Veja se não esqueceu de enganchar o o fio naqueles dois dentinhos da caixa. Isso é um vacilo bem comum das costureiras de primeira viagem.

Calma que os problemas não acabaram ainda. Também pode acontecer do ponto ficar aparentemente  ruim e repuxado tanto atrás como na frente,  vejam as fotos seguintes:

problemas mais comuns

O que aconteceu aqui é que tentamos costurar um tecido fino com a máquina ajustada numa tensão muito apertada.

problemas mais comuns

O botão que regula a tensão é este, que fica na frente de todas as máquinas de costura mais próximo ao encaixe da agulha. Nas máquinas domésticas, ele geralmente  cobre  uma mola que puxa o fio e dá a tensão do ponto.  Já nas industriais a mola fica bem visível, como na foto acima.

Ajustamos a tensão e fomos testando em um retalhinho até chegar numa tensão ideal.

IMG_4198

Resumo da ópera. Se seu ponto sair todo esquisito, embolado, repuxado, cheque direitinho a passagem de linha antes de estressar e pensar em levar a máquina na assistência técnica.  Na grande maioria dos casos o problema não é a máquina e sim um simples fio que voce deixou fora do caminho.

Mas fiquem tranquilas que costura é aquele tipo de coisa que a prática leva sim à perfeição. Quando estiverem acostumadas  a pilotar a suas máquinas da pra saber, só de ouvir um barulho estranho, em qual parte a linha foi mal passada.

Ajuste a passagem da linha com atenção  e força no pedal :)

 

13 set 11
craft tour
Guia de endereços craft em NY
por Andrea

IMG_2545

Atendendo pedidos, aqui vai um post gigante com dicas de lugares craft para visitar em NY. Como temos muito material resolvi fazer um resumão e soltar tudo de uma vez. Se quiserem depois eu subo posts específicos sobre os lugares específicos, ok?

Visitar NY  com um olhar craft era um sonho nosso desde  que o Superziper era um blog bebê. Decidimos seria este ano e arrumamos as malas para a cidade. Fizemos a lição de casa e chegamos lá com uma lista de endereços certeiros recomendados por amigos e outros que achamos na web. Nosso prazo foi uma semana para conhecer tudo. Mapa na mão e muita bateção de perna, cumprimos o circuito em Manhattan e algumas parte do Brooklyn. Estas são as nossas dicas:

Desktop34

A Lion Brand Studio (34 W 15th Street, New York, NY 10011) é um misto de loja, escola e show room da Lion Brand, uma marca de fios super tradicional no mercado norte-americano. Tricoteiras, tomem um calmante chá de camomila antes de cruzarem as portas desta loja. Tudo lá é de tricô, a começar pela vitrine (olha a foto que abre o post), toda trabalhada nos mínimos detalhes com ícones típicos da cidade. Na loja só entram fios da Lion mas eles também vendem muitos  acessórios bacanas de outras marcas e livros de tricô e crochê.  Todas as funcionárias sabem tricotar e dão boas dicas para as iniciantes meio inseguras sobre qual a melhor lã para isso ou quantos novelos levar daquilo.

Desktop32

Se planejam visitar a cidade em Junho não deixem de ir à  Renegade, uma mega feira de crafts que acontece  todo ano em um parque no Brookly. São 300 barracas espalhadas pelo parque vendendo desde roupas, até ecessórios, papelaria e decoração. Tudo handmade  Nosso principal objetivo da viagem era visitar esta feira. Felizmente não nos decepcionamos. Sabe aquele nível máximo de lindeza. Na Renegade você vê tudo aquilo que tem no site Etsy ( onde a maioria dos expositires tem loja virtual) ao vivo e as cores.

E se estiverem no Brookly, não deixem de passear Bedford Avenue em Williamsburg, a rua mais bacana de todas. Um point com várias lojinhas charmosas, livrarias, cafés, restaurantes e brechós. Para passar uma tarde inteira!

A Wool and the Gang  (melhor nome de loja ever ?) (98 Thompson Street New York, NY 10012) é uma loja de tricô descolado (Hipster ? Fashion? ), que vende kits de projetos de tricô. Funciona assim ó, você escolhe a peça que quer fazer e a vendedora coloca num saco de papel lindo tudo o que você precisa para o projeto, desde a receita, até as agulhas e novelos na quantidade certa. A loja é minúscula, mas tem um conceito bem interessante: só entram fios e agulhas grossas, tudo da própria marca. Então, não esperem encontrar por lá lãzinha fina para manta de bebê em tons pastéis. A ideia é tricotar rapidinho, sem perder muito tempo no projeto.

A Tender Buttons (142 East 62nd St, New York, NY 1065 ) é especializada em botões. A loja tem um estilo antigo, bem peculiar. Já escrevemos sobre a nossa visita à Tender por aqui.

Desktop33

A Purl Soho (459 Broome Street, New York, NY, 10013) é, um lugar de sonho. Se vocês já babam com as coisas no blog deles, o Purl Bee, ao vivo a experiência é cem vezes melhor. A loja tem simplesmente do tamanho certo. Tem materiais selecionados de excelente qualidade para várias técnicas manuais, em especial para tricô, bordado e patchwork. E promovem cursos e oficinas no local.  Será  loja de crafts mais legal do mundo? Se der para medir isso pelo nível de empolgação criativa que cada lugar nos causa a Purl Bee ganhou de todas as outras. Saímos de lá enlouquecidas com vontade de fazer tudo e muito mais.

Desktop31-1

Uma área que a gente acabou conhecendo meio sem querer é o Fashion Center.  Não tivemos muito tempo para explorar a região pois chegamos num horário ruim, quando poucas lojas estavam abertas. Imagino que é lá que os estudantes de moda vão comprar materiais porque é o mais próximo em conceito do nosso Bom Retiro. Visitamos  a Daytona Trimmings (251 west 39th St, NY, 10018), uma lojinha de aviamentos que tem de tudo um pouco. Paredes e mais paredes de fitas separadas por tonalidade, botões de todos os tipos imagináveis e um estoque de moldes  de roupa vintage por meros dois dólares. Lugar perfeito para quem gosta de ficar horas garimpando coisas legais a preços amigos.  Na mesma rua também vimos muitas lojas de tecidos para vestuário. Merecia uma exploração mais a fundo, quem sabe numa próxima visita.

fotos NY Andrea 21

Além das lojinha pequenas e independentes NY também tem seus supermercados craft. Visitamos uma  loja da rede Michaels (808 Columbus Ave New York, NY 10025). Este endereço era meio fora de mão para gente que ficou hospedada no Bowery,  em Downtown. Mas super valeu a viagem pois foi só lá que encontramos a clássica tesoura Gingher. Eles também tinham uma boa variedade dos produtos da Martha Stewart Crafts, como cortadores de papel super diferentes e que são cobiçados por aqui  mas chegam com um preço muito caro. Notaram que o carrinho de compras da loja era  de crochê e o porta bikes encapado com tricô?

Algumas dicas finais para quem vai para NY:

* Traça?  Tenta dar um pulinho na livraria  MCNallY Jackson  (52 Prince Street , NY, 10012)  já comentamos sobre ela aqui.

* Estilo cycle chic?  Visite a Adeline Adeline (147 Reade Street, New York, NY 10013), uma loja de bikes e acessórios só para mulheres. Mas achamos o site deles mais legal que a loja. Se você gosta de bikes vá para, Downtown pois nesta área se vê bicicletas lindas estacionadas pela rua. A cada esquina um pedal e um suspiro.

* Pausa para um sorvetinho? Ao cruzar com algum caminhão amarelo da VanLeeuwen experimente um dos sabores, sem pestanejar. Em Williamsburg-Brooklyn achamos tanto vans como uma loja da marca.

Numa viagem para uma cidade como NY, planejar compras é importante. Como a tentação consumista é gigante cuidado para não pirarem comprando tudo que vê pela frente. É sempre bom ter uma listinha (nem que seja mental) do que quer.

O mais interessante de visitar lugares incríveis é a inspiração criativa que fica. A cada visita nosso leque de referência aumentou e a inspiração só aumentou. Isso é o mais importante do que tudo numa viagem, pelo menos é o que agente acha :).

Aposto que quem já visitou NY tem mais dicas. Todas serão super bem vindas!