Nem todo mundo faz crafts para ganhar dinheiro, para muitos, é só um hobby divertido. Mas na hora em que começam a surgir encomendas e até convites para participar de feiras e bazares a gente se pergunta “por que não?”. E logo em seguida, surge outra dúvida: vale a pena ter um site para promover os meus trabalhos? Na nossa opinião, a resposta é sim! Hoje existem várias maneiras de estar na web: site, blog, lojinha – podemos falar sobre isso mais para frente. Agora queremos apenas mostrar a importância e as vantagens de se ter um pezinho na internet para quem quer encarar o artesanato ou crafts como profissão.
Um site é uma extensão do seu negócio. Com ele, você mostra seus trabalhos para o mundo e abre um canal direto com seus potenciais clientes. Você pode montá-lo como quiser, com a sua cara. Pode colocar as fotos mais bonitas dos seus crafts, falar dos materiais que usa e mostrar o seu processo de produção. E pode até criar uma lojinha para receber encomendas. Demais, né?
Mas como integrar o online e o offline do seu negócio criativo? Temos um exemplo real. No começo de junho, fizemos as malas rumo a Nova York para conhecer a Renegade, uma das maiores feiras do mundo para crafters. É a evolução da feirinha de artesanato, com uma pegada mais jovem e moderna. Neste ano a Renegade contou com mais de 250 expositores, que montaram suas barracas ao ar livre em um parque no bairro do Brooklyn, a meca dos indie crafters. Vimos de tudo por lá, desde costura e tricô moderninhos, muita bijuteria de técnicas mistas, material de papelaria feito por ilustradores e cerâmicas com design diferente. Muita coisa bacana, de encher os olhos, e o mais importante, feito por artistas e artesãos que tocam profissionalmente seus negócios criativos. Com tanta coisa bacana para ver, levamos dois dias para visitar tudo. Conversamos com expositores, perguntamos sobre vendas e expectativas. E o que mais nos impressionou nisso tudo é que praticamente 100% deles tinha um site.
Em geral, o clima era de pouca pressão para compra. O que valia mais era você se encantar com o produto e levar um cartãozinho para lembrar depois do que gostou. Assim, os vendedores participavam da feira com um espírito de “se não quiser comprar nada agora tudo bem, depois você me procura na internet”. Parecia mesmo bem comum isso das pessoas entrarem depois no site para comprar os produtos que viram ao vivo.
Até a gente vivenciou isso. Achamos um poster super legal, mas não levamos com receio de amassá-lo na viagem. Gostamos de um vaso de cerâmica, mas era pesado demais para carregar. Os vendedores de ambas as barracas tiveram a mesma atitude esperta: sorriram e disseram que poderiam enviar seus produtos pelo correio, entregando imediatamente o cartão da sua loja virtual.
Saímos da Renegade com a nítida impressão de que, hoje em dia e graças a internet, grande parte das vendas não acontecem lá e sim depois. As feiras funcionam como uma vitrine para mostrar seus produtos e encontrar potenciais clientes pessoalmente. Vale caprichar bastante na decoração para se destacar e encantar. Vale ser simpático e coletar emails parta montar um mailing para a sua marca. Se a compra acontecer lá na hora melhor, mas se não der, tudo bem. Com um produto bacana e um conceito idem, depois as pessoas certamente farão uma visita ao seu site.
Então, parece que já está na hora de se posicionar também na internet, não é?
Gostou do assunto? Vamos continuar o papo! O Superziper tem um fórum onde você que já tem (ou quer ter) um negócio criativo pode conversar sobre venda on-line e tudo que é relacionado a craft. Esperamos vocês por lá.
(Texto original publicado na revista Make, em Agosto de 2011)




































