12 maio 09
blogueira convidada
Convidada do Mês: Adri Simizo, do Kanten
por Andrea

kanten blog

Pela foto já deu pra sacar que a convidada deste mês gosta de cozinhar e de blogar sobre comida, né ? O Kanten blog, da Adri Simizo foi um dos meus grande achados de 2008. Eu simplesmente amei a proposta, as receitas e o visual. As fotos eram lindas e com um estilo meio Zakka, com um jeitinho de que foram feitas em casa com todo o capricho.

A Adriana é tem 27 anos , é Paulistana descendente de japoneses. Ela me contou que toda a familia ama cozinhar e testar receitas! E não é só suhi e sashimi, não. Eles fazem juntos massas, tortas, bolos e o que der na telha. Talvez seja herança do avô padeiro e da avó, que fazia sorvetes para vender na padaria. Nós duas partilhamos um interesse comum por receitas com kanten, um pozinho também conhecido como ágar ágar, muito usando em sobremesas e doces japoneses. Eu , inspirada numa receita do blog dela até me arrisquei a fazer um kanten com chá verde, que hummmm, não ficou lá grande coisa (o chá decantou no fundo). Mas eu sou crafter brasileira e não desisto nunca !

E além de cozinhar muito bem a Adri ainda arruma tempo para colocar em prática idéias criativas não-comestíveis. Recentemente fez um porta bilhetes do Sackboy . E teve ainda o abajur de poá com passarinho de tecido.

Ela vai postar com a gente este mês e adivinha qual vai ser o tema? Aquilo que eu e a Cláudia apelidamos de comidinhas craft – delícias lúdicas para se comer primeiro com os olhos. Mal posso esperar pra ver o quem por aí, nhan, nhan…..Fiquem de olho nos posts da Adri por aqui e também no Kanten blog.

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Também no Superziper: Desde o comecinho do ano passado começamos a chamar gente bacana para escrever posts especializados em alguma técnica ou tema. Ana, Gisele, Divânia, Carola, Emy, Elisa, Cris…Veja o que elas escreveram em suas colunas aqui no Superziper !

05 maio 09
blogueira convidadaoutras técnicas
Especial: Conheça a impressora Gocco
por Claudia

Depois do post sobre métodos de impressão artesanal feito pela Ana Matusita eu fiquei com gosto de quero mais. Foi aí que lembrei de um método que eu pessoalmente acho bárbaro: a impressão com Gocco. A única Brasileira que eu conheço que é proprietária de uma Gocco é a minha ‘quase xará ‘ Andreia, da Monjojo. Claro que entrei em contato e ela mais que na hora topou nosso convite para fazer um post especial desvendando os mistérios da maquininha para os crafters Brasileiros. Aposto que vocês tinham curiosidade assim como eu :)

Com vocês Andreia e sua super Gocco:

Gocco, ter ou não ter

Fotos e texto por Andreia Miyagui, da Monjojo

Quem na vida não gosta de praticidade? No mundo craft não é diferente. Eu acho que tudo o que visa facilitar a nossa vida é bem-vindo e é aí que entram as maquininhas adoráveis que fazem maravilhas (basta um pouquinho de criatividade).
Muitos de vocês já devem ter ouvido falar da impressora Gocco, que é uma alternativa a serigrafia. O produto é japônes, foi inventado por Noboru Hayama em 1977, para ser uma máquina caseira que imprimisse cartões de natal, aniversário e outros mimos. Lembre-se de que naquela época não existia a impressora doméstica !

Hoje, basicamente a Gocco se destina a quem quer fazer serigrafia em casa mas não tem o espaço necessário para todos os equipamentos que a serigrafia pede.

O básico da Gocco

O que ela faz: Pequenas serigrafias. Ela usa lâmpadas de flash para “queimar” a tela a partir de uma imagem xerocada ou impressa a laser. Uma vez que a tela está pronta, basta aplicar a tinha de sua escolha e colocar a tela na Gocco para começar a impressão. Na base da Gocco, tem uma almofada “grudenta” onde você posiciona o papel a ser serigrafado. Por fim, basta pressionar a parte de cima da Gocco para baixo, para “carimbar” a imagem no papel. O processo pode ser repetido diversas vezes (cerca de 50 a 75 impressões). Esta foto eu fiz quando imprimia um produto que criei para a minha loja, o caderno de costura Sew U.

Este é um dos tipos de Gocco

Tipos de Gocco: Existem vários modelos e todos eles conseguem imprimir tanto em papel quanto em tecido. Isso vai depender dos suprimentos adquiridos. Existem vários modelos, mas podemos dividí-los em dois grupos de acordo com o tamanho de impressão.

Gocco: tabela de uso

Tela: As telas podem ser reutilizadas desde que sejam limpas com um produto da Riso feito especialmente para isso, o gocco ink cleaner. Eu já fiz isso e reutilizei telas sem problemas.

Ouvi dizer de casos em que a impressão não ficou legal. Isso geralmente acontece quando a pessoa não usou o produto para limpeza, apenas guardou a tela com o restante da tinha dentro de um ziplock na geladeira e usou novamente depois de alguns dias. Sei de algumas pessoas que conseguem usar com esse método sem problemas, outras não. Tudo indica que depende da maneira como é feita a limpeza.

Cores de tintas para Gocco

Cores: Existe uma variedade imensa de cores disponíveis da Riso, inclusive metálicas. Não é aconselhável usar outro tipo de tinta (por ex. a específica para serigrafia) se você for um iniciante. Você pode usar diversas cores na mesma tela desde que os desenhos sejam distante o suficiente para não mesclar as cores. Uma alternativa é queimar mais de uma tela.

Gocco: exemplo de duas telas

Veja a foto acima, a capa do meu caderno de receitas Lovely Recipes. Como as cores ficavam próximas demais, queimei duas telas.

Gocco: tecido, feltro e madeira
Exemplos de impressões da Gocco em tecido, feltro e madeira

Onde imprimir: papel, tecido, feltro, madeira, plástico, metal e cerâmica. Eu só testei em papel, mas já vi trabalhos impressos em diferentes superfícies.

Gocco: capas de caderno monjojo
Impressões em papel pardo para capas de caderno monjojo

O futuro da Gocco: Uma má notícia. Ironicamente, no momento em que a Gocco caiu nas graças dos crafters ocidentais (em meados de 2000), a empresa anunciou que pararia de fabricar as máquinas e todo o resto. Aparentemente a causa foi a queda nas vendas causada pelo desinteresse da população japonesa.A empresa anunciou que teria estoque suficiente para os próximos 3 anos, o que gerou uma comoção geral e protestos.

Caminhos alternativos estão sendo pesquisados pelos usuários, uma vez que os suprimentos irão se esgotar. Para as lâmpadas, infelizmente, ainda não foi encontrado um substituto eficaz.

Para as telas já existem algumas alternativas. Uma delas são as telas da PhotoEZ que não necessitam de lâmpadas, a tela é queimada através do sol, mas cujo nível de detalhes da imagens não é tão bom quanto a Gocco. Ainda quero testar essas telas pois elas seriam uma alternativa mais ecológica ao método tradicional da Gocco.

Da minha experiência utilizando a Gocco, tirei algumas conclusões pessoais que compartilho com vocês.

Vantagens:
– Ocupa pouquíssimo espaço;
– Não faz sujeira;
– Não precisa usar emulsor e outros solventes químicos;
– Facilidade de aplicação;
– Variedade de cores;

Desvantagens:
– Preço elevado da máquina;
– Todos os suprimentos são importados (e caros);
– Cada vez que a tela é “queimada” as lâmpadas utilizadas no processo não são reutilizáveis e são tóxicas para o meio ambiente;
– O tamanho da impressão é limitado;

Como conseguir uma Gocco:
A minha Gocco veio dos Estados Unidos. Um amigo trouxe de pessoalmente lá, para economizar o frete e evitar problemas de tarifação via correio. Apesar de não estar mais disponível para venda diretamente do fabricante se você realmente estiver a fim é possível encontrá-la em sites de leilão como o Ebay ou o Yahoo Japan. Se você acha que a Gocco é realmente a impressora certa é só correr atrás que um dia você consegue a sua :)

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Também no Superziper:
* O Diário Sew U e o Caderno Lovely Recipes, que ilustraram este post, nascem das mãos talentosas da Andreia no seu pequeno estúdio de impressão. Também adoro as ilustras que ela faz , mas sou suspeita pra falar. Já tenho o print do Girl With a Ballon decorando a minha sala e estou namorando esta Chapeuzinho Vermelho emburradinha .Vejam estes e outros itens bacanas demais na lojinha Monjojo no Etsy.

*Ainda na dúvida sobre a Gocco ? Dá uma olhada no Grupo Gocco no Flickr e veja mais exemplos de trabalhos feitos com a impressora. Rolam também dicas de uso e alguns classificados de vendas (opss , não tá aqui quem falou heim )

29 abr 09
ateliê craftblogueira convidada
A casa crafty da Ana Sinhana
por Andrea

casa crafty da sinhana
por Ana Matusita, da ana sinhana, blogueira convidada*

Já disse e repito: sou uma crafter voyeur-curiosa-novidadeira assumida. Adoro olhar cantinhos das casa alheias e me divirto conferindo blogs de decoração. E prefiro casas reais, porque há muito tempo entendi que casa não é showroom, que há um nível de bagunça aceitável (e até desejável) para manter a harmonia do lar e das relações.
Então, vira e mexe estou no Apartment Therapy, Design Sponge, Decoueração ou pelos grupos do flickr, como o Corners of my Home. Um outro blog com achados baratos e bacanas é o a partir de 1,99, cheio de dicas charmosas. E todos têm em comum a apologia da identidade da casa, conquistada especialmente pelo fazer, ou seja, são repletos de idéias do-it-yourself. Inspiração diária na web vinda dos quatro cantos do planeta é o que não falta!

Mas, dando uma olhadinha nos 10 mandamentos do crafter aqui no superziper, lembrei que tem um que me pega de jeito: 10) não esqueça de cuidar de você. E vou além, não esqueça de cuidar da sua casa, lute contra o velho ditado, “casa de ferreiro, espeto de pau”. Pra quem trabalha com craft, é fácil se esquecer ou postergar aquele mimo pra si mesmo, aquele trato num cantinho especial da morada. O que me faz lembrar de outro ditado: “Enquanto descansa, carrega pedra”. Meu avô, marceneiro de mão cheia, sempre dizia isso porque aproveitava todos os momentos de lazer, assim como todos os pedaços de madeira que achava pela frente, pra fazer algo pra casa ou pros netos. E eu, se não herdei dele o dom da marcenaria, mantenho comigo a mania de criar coisas pro lar sempre que posso.

A cozinha
Há uns meses, ataquei a cozinha de casa, que era cinza e planejadinha desde que nos mudamos pra cá. Troquei os armários sem graça, comprei banquinhos e cadeiras novas, fiz tapetes de crochê, pendurei um poster antigo, colei adesivos nos azulejos, forrei móveis com oleado. E, no final, coloquei à mostra objetos queridos, herdados por mim e pelo marido.

Mas a grande vedete dessa mudança foi um armarinho antigo de madeira, daqueles tipo farmacinha, que encontrei numa loja de móveis usados. Foi amor à primeira vista e o engraçado é que sempre o imaginava pintado de vermelho.

casa crafty da sinhana casa crafty da sinhana
O estado geral do pobrezinho não era dos melhores: estava sem portas, nem prateleiras, nem dobradiças, com uma pintura branca descascada, suja e feia. Os olhares de desdém da família foram cruéis. O importante, nessas horas, é não se abater e manter o olhar no potencial, no que pode vir a ser. E, sem modéstia alguma, depois de pintado, com prateleiras, porta e puxador renovados, ficou lindo meu farmacinha vermelho!

casa crafty da sinhana

O Ateliê
Meu ateliê, que fica numa construção separada do corpo da casa, foi todo feito com o mínimo de gastos e o máximo de reaproveitamento. Reaproveitei portas, pedaços de janela e o que mais foi possível. Afinal, reciclar e reutilizar são atitudes que estão na ordem do dia.

casa crafty da sinhana
O mural de recados da foto acima foi feito com o topo de uma estante velha e escura que desmontei (parte dela virou armário de louça). O topo tinha o formato perfeito para se tornar um mural. Mas, ao invés de usar cortiça, resolvi usar a coleção de rolhas de garrafa daqui de casa que, ao longo dos anos, está ficando imensa (aqui, abro o parênteses pra jurar de pé junto que não incentivo o alcoolismo! mas, se for beber um vinhozinho de vez em quando, guarde a rolha para usar depois). A prateleira em cima do mural foi feita com parte de uma janela antiga que achei na rua.

Já as mesas de corte e das máquinas de costura são placas grossas de mdf aparecem neste post. Elas apoiadas apoiadas em cubos vazados baratinhos, que servem como prateleiras para os aviamentos. Forrei uma das placas com páginas de mangá e a outra com moldes velhos de revista de costura (usei cola branca diluída em água e selei com verniz fosco).
E para o ateliê também fiz um quadrinho de patchwork com moldura antiga:

sinhana8
Enfim, com alguma criatividade dá pra se criar muita coisa bacana pra casa da gente. É só não desanimar, ter paciência e alguma disciplina de fazer um pouquinho por dia!

Outras idéias da web que eu gosto:

1. Quadrinho de porta de entrada da Carol Grilo, homenageando a moradora felina da casa;
2. Parede de espelhos da Rô Vargas. O detalhe charmoso fica por conta da cadeira desenhada à mão;
3. Porta-recados de patchwork da crafter portuguesa Constança Cabral, que saiu na Ikea Family Life.

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Também no Superziper: É com este post que a Ana se despede da coluna Blogueira Convidada aqui do Superziper. Ahhhh……
Mas não deixem de conferir os posts bacanérrimos que ela fez aqui, falando de estamparia artesanal e carimbos para tecido. E é claro que ela vai continuar postando coisas lindas no blog dela, o AnaSinhana