24 nov 07
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O mito do rosa e do azul
por Claudia

O mito do rosa e do azul

Essa saiu no jornal de sábado daqui de Londres. Faz tempo, mas eu recortei e guardei pra comentar mais tarde por aqui no Superziper. É sobre preferências de cores: rosa pra meninas e azul pra meninos. O engraçado é que isso não saiu numa coluna fashion, no caderno feminino ou na seção mamãe-bebê. Dou um pirulito pra quem adivinhar onde é que eu li sobre isso. Quem pensou na coluna “Bad Science” acertou em cheio :-) Explico.

Ben Goldacre é um cara que coleciona casos de como pesquisas científicas as vezes podem ser deturpadas. Nesse caso*, ele desafia a lógica de uma pesquisa publicada pela Times. Eles convocaram 208 pessoas na faixa dos 20 anos e pediram para cada um escolher uma cor dentre duas opções, por repetidas vezes. Ao fim, juntaram os dados em um gráfico, com curvas que se sobrepunham, mostrando uma significante tendência dos homens escolherem azul e as mulheres uma preferência por tons avermelhados e rosas. Os autores da pesquisa especularam suas razões: no caso dos homens foi por causa da predisposição histórica de sair pra caçar, enquanto que as mulheres precisam ser boas em interpretar expressões e emoções e identificar berries (morangos, amoras, framboesas e afins)!

Ele questiona se preferência por cor é uma questão cultural ou genética. E reproduz dois trechos de revista femininas do começo do século passado:

“There has been a great diversity of opinion on the subject, but the generally accepted rule is pink for the boy and blue for the girl. The reason is that pink being a more decided and stronger colour is more suitable for the boy, while blue, which is more delicate and dainty, is prettier for the girl”(Ladies’ Home Journal, 1918)

“If you like the colour note on the little one’s garments, use pink for the boy and blue for the girl, if you are a follower of convention” (The Sunday Sentinel, 1914, EUA)

E ele termina assim: algumas fontes sugerem que não foi até os anos 40 que a convenção moderna de rosa paras meninas tornou-se universalmente aceita. Rosa então talvez não seja biologicamente feminino. Meninos criados em roupinhas rosas com babadinhos trabalharam pesado em minas e lutaram na Segunda Guerra Mundial. Convenções de moda mudam com o tempo!

E vocês, o que preferem? Azul ou rosa?

* Pra quem quiser ler:
. aqui está o artigo do Guardian em inglês
. e aqui a notícia do Times, em inglês também

 

20 nov 07
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Superziper na Backayard Market em Londres
por Claudia

Superziper no Backyard Market

Participamos no último domingo da nossa primeira feira de crafts! Foi uma data que vai ficar marcada na história do blog para sempre afinal nunca tínhamos participado de uma feira antes, ainda mais uma internacional. Hoje vamos compartilhar  como foi a experiência com vocês e mostar algumas fotos, em primeira mão.

Uma coisa que notamos é que o cliente inglês gosta de um atendimento mais discreto. Lá ninguém encara ninguém!  Na Inglaterra, as pessoas não fazem contato visual com estranhos. Uma espiadinha rápida tudo bem, mas não mais que isso. Nem pensar em empurrar coisas – dê um oi e olhe lá. Então uma boa idéia para quem participa de feiras é ter um livro ou uma revista em mão para ficar lendo enquanto olham seus produtos. Ou trazer seus materiais e ficar produzindo lá mesmo. Fazendo crafts, você ainda passa a mensagem “sim, fui eu mesma que fiz isso”.

Algumas coisas que aprendemos com a experiência, em partes:

A barraca

– Nossa barraca veio “pelada”, só nos deram a estrutura de metal e uma tábua para base da mesa. Bateu um certo desespero! Tivemos que providenciar tecido para a mesa e também para fechar as laterais pois estava muito frio. Compramos 5 m de um algodão baratinho, com poás brancos num fundo rosa, para cobrir a mesa. As laterais, cobrimos com lençóis de casal. Se tivéssemos mais tecido, faríamos um “teto” – reparamos que esse efeito ‘tenda’ dá uma sensação mais aconchegante à barraca.

– Pregadores de tamanhos variados são super úteis. Fita crepe também. No nosso caso, o vento londrino atacou e o lençol que quase saiu voando.

– Leve um kit de emergência para retoques de última hora: papel, canetas, etiquetas, cola, tag de preços, linha, agulha, tesoura.

– É legal trazer alguns objetos  cenográficos para compor a decoração da mesa. Tudo com muita moderação para não se sobrepor aos produtos.

– Marinheiras de primeira viagem, esquecemos de perguntar como funcionava o esquema de iluminação do local.  A tomada ficava a 5 m de distância.  Por sorte nosso vizinho de barraca nos emprestou uma luminária ‘super power plus’ + extensão que salvou a pátria.

Produtos e exposição

– Encontre o ponto visual da sua mesa. Primeiro identifique de onde vem o maior fluxo de pessoas, e vindo dessa direção, qual é o ponto que naturalmente as pessoas olham primeiro. Coloque o produto que você mais quer vender nesse lugar.

– Ter coisas bem coloridas chamam atenção para a sua mesa.Vermelho então é tiro e queda!

– Se seus crafts estão embalados, deixe pelo menos um exemplar aberto. As pessoas gostam de mexer nas coisas.

– Que tal colocar um cartãozinho dentro de cada pacote? Se der em mãos, sabe-se lá onde ele vai parar.

– É melhor colocar preço em tudo pois tem gente que tem vergonha ou preguiça de perguntar. Se quiser caprichar, coloque plaquinhas explicativas com detalhes do material usado e a técnica.

– Muita gente vai nesse tipo de mercado para comprar presentes portanto tenha algumas embalagens para presente  além das normais. Se forem bonitas, você pode até colocá-las numa cestinha e deixar exposta. Se forem maravilhosas, você pode usar um truque do tipo “embalagem R$ 1 cada ou grátis para compras acima de R$ X” . Nós fizemos  nossas próprias embalagens de tecido, reutilizáveis.

Estratégias

– Pouco movimento? Chame amigos  para a sua barraca. A prática comprova que pessoas gostam de ir onde está ais cheio.

– Organize o horário de almoço de acordo com o ritmo da feira. Se o pico é as 14h, ou você sai ao meio-dia ou as 4 da tarde. Se não tiver trazido nada de casa (o nosso caso), saia para comprar comida beeeem antes da fome apertar.

– Faça amizade com seu vizinho de barraca. No nosso caso as luzinhas de Natal da barraca vizinha fizeram um sucesso enorme e alguns clientes dele paravam na nossa barraca também.

– A localização da barraca é importante. O dia estava frio e a nossa barraca ficava em frente ao café – sem dúvida, o ponto mais movimentado da feira. Além disso ficamos do lado da entrada, que felizmente era também a saída – por duas vezes as pessoas tinham que passar por nós, não tinha outro jeito.

–  Encha uma caixa de pequenos produtos. Coloque uma plaquinha escrito “3 por 2″ ou algo do tipo. Todo mundo ama um achado baratinho.

– Sinta-se a vontade para remarcar preços se for preciso, para mais ou para menos (xepa craft!). Por isso é importante levar etiquetas, papel e caneta no kit emergência. Mas tenha em mente o “custo” da peça – você pode decidir na hora variar a margem. Nem todos os produtos precisam ter o mesmo lucro.

– Tenha o custo da feira anotado na ponta do lápis. pagamos para ficar um domingo, no Backyard Market, 35 libras (R$ 140). Pagar o espaço é o principal mas considere os outros custos necessários como da materia-prima, produção, decoração da barraca e da mão-de-obra (seu tempo!).

Conclusões finais e um obrigado

Estrear numa as feira foi uma experiência única pra nós. Ver gente de  elogiando suas criações é o máximo.

Outra coisa que aprendemos é que para participar de feiras preciso estar em forma! Haja disposição para produzir tudo antecipadamente, acordar cedo, transportar, montar a barraca, sentar o dia inteiro, e no nosso caso, aguentar todo o frio que fazia no inverno londrino! Animação de principiantes e várias doses de café nos ajudaram ajudam muito.

E o apoio de leitoras queridas mandando vibrações positivas de outros continentes também foi fundamental  então muito obrigada a todas que torceram por nós.

Aqui tem mais:

. 15 fotos da feira
. nossas primeiras impressões
. fotos dos preparativos
. 10 itens essenciais para levar em uma feira craft, por Lisa Lam
. Dica de leitura 1: Craft, Inc.: Turn Your Creative Hobby into a Business
. Dica de leitura 2: Handmade for Profit!: Hundreds of Secrets to Success in Selling Arts and Crafts
. Três métodos de determinar preços de produtos (em inglês)

19 nov 07
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Zipervideo: como franzir tecido
por Claudia

Um vídeo super util para quem esta começando na costura: como fazer aquele franzidinho básico num pedaço de tecido.

Este vídeo mostra como fazer franzido básico à mão, mas é possível fazer um belo franzido à máquina também.

Para franzir à maquina é so fazer costura reta sem dar os pontos em retrocesso no início e no fim da costura. A costura ficará “aberta” no final e no começo. Corte a linha e “puxe” o fio das duas pontas, franzindo o tecido uniformemente. A largura do ponto deve ser ajustada de acordo com o tamanho da peça de tecido que você quer franzir.

Uma dica para dar mais estabilidade ao franzido á maquina, faça duas linhas de costura reta e puxe as duas ao mesmo tempo. Assim o seu franzido não vai sair do lugar, o que é comum acontecer no franzido com uma linha só.