Oi a todos, já aviso a todos que tenho máquina de costura, gosto muito dela (demais até!) e não tenho nenhum problema em usá-la. Mas hoje estou aqui para contar porque também gosto tanto de costurar a mão. No fundo, acho que decidi fazer uma homenagem a este ofício, dividir meus sentimentos com todos aqueles que também fazem isso e deixar um incentivo àqueles que ainda não experimentaram…
Costurar à mão é especial. Você não precisa de equipamento nem nada, só um carretel e agulha. É extremamente portátil. Nos finais de semana, sempre levo para onde eu for meu kit de costura e tecidos na esperança de avançar em projetos engavetados. Dá para costurar na praia, no sofá da casa da avó, na sala de espera. E pode ser sozinha, mas nada impede de ser também com outras pessoas, conversando, vendo TV…
Descobri também (por experiência própria) que acalma a respiração, a mente e o espírito. Não sei se é o tipo de concentração que o cérebro exige que faz o corpo reagir desta forma. Mas por tabela o pensamento acalma, a respiração sai mais tranquila. No final, você relaxou sem perceber.
Qualquer um pode! Não pode? A máquina de cotura é reservada para os mais avançados (e interessados). Já na mão vale para qualquer um, mesmo… Adultos, crianças, homens, mulheres, com ou sem dom. Vale para qualquer complexidade de tarefa, de pregar botão a consertar furo em meia, projetos simples e avançados. Vale tudo, que saia bonito ou feio, criativo ou simplesmente funcional. É universal e humano. Vi em um museu de história natural agulhas pré-históricas feitas de osso. O conceito de moda, craft ou customização não existia naquela época e o povo saia costurando.
As imperfeições… Quem olha com olhar atento este tipo de costura percebe uma certa irregularidade nos pontos, sabe que não veio de uma máquina, mas sim de alguém que pensava enquanto fazia. E talvez até por isso tenha um errinho aqui e outro ali, uma distância em um pedaço e um buraquinho do outro lado. O que será que se passava na cabeça da pessoa bem naquele pontinho?
Aliás, é nessas horas que a gente se espeta. Até furar o dedo faz parte da experiência. Não que eu ache legal se machucar, mas uma picada inofensiva relembra da manualidade deste ofício.
Agora, porque tudo isso de repente? Os devaneios vieram deste fim de semana prolongado, que finalmente consegui mexer em algumas costuras que andavam paradas. Depois mostro elas por inteiro, mas nas fotos de cima d[a para ver o que eu andei fazendo enquanto pensava neste texto.
A blusinha rosa é uma camiseta básica que apliquei uma renda em formato de laço – customizando sempre!
A camisa xadrez levei para ajustar. A de cima está perfeita, a de baixo comprei grande demais. Está na hora de usar, mas preciso dela mais justinha.
E essa vermelhinha de veludo é uma bolsa de tecido que quase mandei para doação. No último minuto, tive a ideia de desmontar e usar pelo avesso – esse xadrez – como sacolinha para levar lanche.
Bem, mas agora é hora de ouvir vocês. Quem mais gosta e tem paciência de costurar à mão também? Deixem seus depoimentos!




























