17 set 13
casa craftreciclagem
DIY: apoio de panela feito com corda
por Claudia

Apoio de panela de corda

Voltando a ativa com mais um produto das minhas reciclagens, um apoio de panela feito com corda. Aliás, qual o nome certo para isso? Tem quem chame de descanso de prato ou suporte de panela. Engraçado o nome do objeto já especificar o uso, porque como ficam as situações de quem vai usar para outra coisa? Fica uma coisa meio esquizofrênica dizer “apoio de panela para chaleira”, não? Enfim, deixo aberto para os linguístas e conhecedores do assunto de plantão.

Essa corda eu tinha comprado para usar como varal. Olha que eu usei bem… até o dia em que percebi bolinhas vermelhas em uma camiseta. Numa curtíssima investigação, descobri que era a corda soltando tinta na roupa molhada. Quem mandou ser diferente? Eu poderia ter comprado a tradicional corda branca de varal, mas quis inovar… Enfim, como que deu errado resolvi pensar em reaproveitar o material de alguma forma.

Apoio de panela - corda

Numa pesquisa rápida pelo Pinterest, vi muita gente usando corda (barbante, na verdade!) para encapar vidros e fazer um cahepô diferente. Então resolvi testar antes de fazer. Enrolei a corda em volta de um vidro de geléia e também em volta dela mesma. Reparem que em alguns pedaços o amarelo ficou desbotado por causa do sol, quando ela era um varal, mas eu não ligo. Prendi a corda com alfinetes e foi suficiente para “visualizar” o resultado final e escolher o que eu faria.

Apoio de panela - opções

Nem preciso fazer suspense porque todo mundo já sabe qual dos dois projetos ganhou. Pretendo deixar o cachepô pra uma outra vez. Usei os mesmos alfinetes pra pra segurar a corda enquanto ia enrolando em volta dela mesma.

Apoio de panela

No final, eu voltei com a corda para trás para fazer uma argolinha de pendurar. Para prender as voltas, eu poderia ter usado cola quente – vi em vários lugares que assim que fazem. Outra opção seria colar tudo em uma base, de cortiça ou outro material. Mas eu optei por costurar com linha, passando a agulha de um lado para o outro, primeiro em + e depoois em X. Resumindo, eu fiz uma costura interna, indo de um lado para o outro, passando pelo centro, formando um asterisco.

Apoio de panela - chá quente!

Ficou muito bom, aprovado! Já estou usando para o meu chá da noite. E, quando não está ocupado com a chaleira, o apoio fica de enfeite, pendurado em uma tachinha que prendi na lateral da escrivaninha.

15 maio 13
casa craftreciclagem
Era uma vez uma cadeira abandonada
por Claudia

Cadeira verde

Um dia cruzei com o meu vizinho, dono de uma lavanderia do bairro. Era a hora certa! Ele ia jogar fora uma cadeira velha de escritório, de madeira, bem antiguinha. Ela já tinha sido amarela um dia, estava descascando, com uns pedaços rachados…. nada que não pudesse ser contornado. Então me ofereci para levá-la para casa. Ele topou claro, ela estava indo para o lixo mesmo!

O projeto todo acabou virando um DIY sobre como pintar uma cadeira antiga com spray, em casa mesmo, gastando bem pouco.  O que vale para uma cadeira poderia valer para uma mesinha, uma baqueta. Gosto muito ver potencial decorativo nas coisas que iriam para o lixo e renová-las, investindo bem pouco.

A preparação

Bom, a cadeira estava um pouco detonada então antes de pintar precisei dar um tapinha básico na estrutura. Parafusei as partes que estavam bambas, coloquei pregos onde faltava, limpei bem todas as superfícies, passei um spray anti-insetos (vai que, né?) e parti para a revitalização.

Cadeira verde

Comecei lixando bem toda a tinta antiga da cadeira. Para melhor fixação da tinta spray, só fazendo isso mesmo. Dá um trabalho, mas vale a pena. Depois, precisa limpar com um pano seco antes de começar a pintura.

Usei tinta em spray que comprei na Galeria do Rock, na rua 24 de março. Lá tem uma ou duas lojas para grafiteiros que vendem tinta em spray em praticamente todas as cores – o preço é bem honesto, cerca de R$ 10,00! Escolhi esse verde antiguinho, achei que combinaria.

A Pintura 

Escolha um lugar bem ventilado para passar o spray. E forre tudo com jornal – desde as laterais até o chão. A tinta do spray se espalha e suja tudo mesmo. Quanto mais jornal, menos problemas depois.

Siga as instruções da embalagem para a pintura. Pra mim foi bem tranquilo, deu para fazer duas boas camadas.

Cadeira verde

A primeira camada sempre é mais fina e superficial, a ideia é dar uma ligeira cobertura. Se você exagerar na tinta, há o risco de escorrer e deixar marcas. A segunda camada vem para cobrir as imperfeições e uniformizar.

Se puder, use luvas – ou coloque um saco plástico nas mãos na hora de usar o spray. Sempre escorre um pouco e a tinta gruda.

Cadeira verde

Toques finais

Ah, os toque finais :) Sempre dá para colocar uma graça a mais, certo? Achei na papelaria perto de casa um estoque mega antigo de decalques. Quem se lembra? Na década de 80, quando estudei o primário, isso era o máximo da modernidade. As ilustrações dos cadernos de estudos sociais eram assim: bandeiras, mapas e Pedro Álvares Cabral sempre existiram em decalques – figuras que, molhadas na água, colavam no papel. Minha mãe também usava decalques de rosas e outros temas mais frufrus para enfeitar os potes de vidro da cozinha. A Cromocart – fábrica brasileira que fazia os decalques – faliu, mas encontrei essas cartelas e deu para me divertir.

Colei o meu decalque do gatinho escritor de cartas no encosto da cadeira. Depois sequei com um papel toalha para remover a umidade. Surpresa! Não é que depois de 30 anos o negócio ainda funciona?

Cadeira verde

Apesar de não ter uma foto “de corpo inteiro” do ANTES, dá para ter uma noção da foto do DEPOIS como ela ficou arrumadinha e pronta para novas aventuras. Quem diria, né?  Uma cadeira abandonada na rua ganhou uma nova vida e ares vintage:).

O que acharam? Alguém já fez algo parecido? Quero saber mais histórias de móveis abandonados que ganharam nova vida.

13 maio 13
outros bla bla blasreciclagem
Pendrive para amantes de vinho
por Claudia

Pendrive & vinho

Fui apresentada a este pendrive feito em casa no jantar na casa de uma amiga. O marido dela adora vinhos (aliás, os dois!) e tem um pé no faça-você-mesmo. Basicamente, ele juntou A+B: reaproveitou um pendrive que ganhou de brinde num destes eventos corporativos com a rolha de um vinho favorito. Ele me explicou que com um alicate desmontou o pendrive original, jogando o plástico de proteção fora. A rolha ele “cavou” com uma faquinha. E depois colou uma peça na outra com Superbonder mesmo. Achei que é uma ótima pedida para o Dia dos Namorados.

Também vou fazer o meu, mas usando uma mini-furadeira. Depois que o Dremel voltou do conserto, ninguém mais me segura!