05 abr 11
outros bla bla blas
Nossa estréia na Revista Make
por Andrea

Coluna Superziper na Make

Quem nos acompanha pelo twitter ou pelo facebook já sabe da novidade, mas a gente tinha que contar por aqui também, afinal não é sempre que estreiamos uma coluna em revista. A partir de agora estaremos dando as caras em todas as edições da Make, falando sobre crafts na Internet. Não é a toa que a Rita batizou nosso espaço de Make Web ! Repararam na nossa produção de  foto para o ‘curtir’ bordado e na ilustra feita pela Cláudia ? Para ver melhor clica aqui.

A primeira coluna fala sobre a invasão do artesanato  e do DIY na web. Então, se você ainda não sabe direito o que significa craft corre para garantir a sua revista e ler o nosso texto de estréia.
A capa é esta ó:

Make by Rita Paiva

Rita, super obrigada pela oportunidade, estamos vibrando até agora e muito felizes em fazer parte da equipe Make :D.

03 abr 11
reciclagem
Chaveiro de tampinha de garrafa
por Claudia

Chaveiro Coca-Cola

Fiz esse chaveiro em um “momento-necessidade”. Precisava dar um pulo na casa dos meus pais e reparei que as chaves de lá estavam sem nenhuma identificação. Na mesma gaveta das chaves, encontrei uma tampinha de Diet Coke de Israel e me deu esse estalo. Podia martelar até achatá-la e virar uma chapinha de identificação.

Gastei uns 5 minutos pra fazer e mais ou menos 1 hora para registrar o passo-a-passo sozinha. Gostei tanto que desci no bar da esquina e pedi mais umas tampinhas para fazer mais.

A ideia é meio retrô, meio roots, bem caseira. Me lembrou muito dos jogadores de futebol de botão que meu tio fazia sozinho. Para quem quiser repetir em casa, deixo minhas dicas:

Chaveiro de tampinha - materiais

De materiais, você só vai precisar de tampinhas, um martelo, um pano macio e um prego para fazer um furinho.

Martelando a tampinha

. Comece martelando a tampinha de dentro pra fora. Você precisa martelar de um jeito que ela vá se “alargando”. Bata de leve e faça a volta até ela se abrir por completo.

. Cubra com o pano quando precisar dar marteladas mais fortes,assim você protege a tinta da tampinha.

Tirando o plástico interno

. Quando a tampinha estiver completamente achatada, vai ficar super fácil de tirar aquele plastiquinho interno. Puxei com a unha mesmo.

Furo na tampinha

. Marque onde quer fazer o furo com um prego e vá batento devagar até abrir um furinho. Você pode usar o próprio prego para alargar o buraco.

. Martele o verso do furo para tirar as rebarbas.

3 modelos

E basicamente é isso! Agora vou fazer mais algumas. Ontem tomei uma Itubaína Retrô Zero (!) no jantar e já levei a tampinha pra casa para virar chaveiro.

PS: Quando criança, meu irmão tinha uma coleção de tampinhas enorme! Inclusive, tinha várias da Coca-Cola dos anos 70, que vinham com os personagens Disney no lado de dentro, lembram disso? Pois é, mas em alguma mudança, foram doadas…. que raiva. Achei as tais tampinhas pra vender no Mercado Livre, a 15 reais cada (!!). Olha aqui o Francisquinho (sobrinho do Mickey) e o Dr. Estigma (!!). Personagens que se não me engano, nem existem mais. Deu saudade ou não deu ?

31 mar 11
craft tour
Descobrindo um armarinho Boliviano
por Claudia

Bazar Mireya (Bolívia)

Para continuar a série de lugares craft que visitamos, o lugar que tenho para apresentar desta vez é o Bazar Mireya, um armarinho super completo e mega-recheado de produtos na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Apesar de ter feito uma rápida passagem pela cidade, não consegui deixar de procurar por este tipo lojinha. Aliás, em viagens, mercados/supermercados/armarinhos sempre estão na minha lista de lugares para xeretar. Antes que me critiquem, cada louco com sua mania, assumo que gosto mesmo.

Fui meio despreparada, não tive tempo de pesquisar na internet, ler guias ou pedir referências. Então saí procurando por conta própria mesmo. Ao chegar no centro da cidade, perto da praça principal (sempre tem uma!), comecei a perguntar para ambulantes e taxistas “donde puedo comprar lana y cosas de costura”. Indica daqui e indica dali, fui passeando por galerias, lojinhas, ruas estreitas e cheguei no famoso bazar, indicado por umas 4 das 5 pessoas com quem falei.

Era fim de dia (por isso as fotos escuras/esverdeadas), mas a loja ainda estava aberta e vi certo movimento de mulheres bolivianas a procura das mesmas coisas que nós brasileiras vamos atrás em armarinhos.

Apesar do ambiente familiar, encontrei algumas diferenças que vale comentar:

Bazar Mireya

. Notei uma certa paixão por cores fluorescente. Nas fotos que ilustram o post já dá para perceber, mas fica muito mais evidente nesta foto aqui que a Andrea postou no twitpic das lãs que eu trouxe para ela (100% naturais!). Não acho que esta queda pelo flúorseja uma questão de “tá na moda!”. Me pareceu bem mais uma influência cultural. Até porque gosto por cores fortes foi algo que eu reparei na cidade como um todo, e não apenas no armarinho.

. Poucos produtos feitos no país, a maioria dos itens era importado – hello globalização. De boliviano mesmo, acho que só as lãs. Tinha muita renda colombiana, linhas de costura do Peru, zíperes chineses, lãs argentinas e muita coisa do Brasil. A dona do bazar me contou que ela vem muito pra São Paulo, fazer compras na 25 de março hehe. Fora os contatos que ela tem com fabricantes de fitas e outros artigos, que entregam diretamente lá.

. As prateleiras, armários, gavetas e balcões eram todos de madeira escura. Pra quem se lembra, as lojas daqui um dia já foram assim.  Principalmente as milhões de gavetas para guardar botão. O ruim é ficar na dependência do vendedor para pegar as coisas, mas no final os achados compensam. Me lembra muito da época em que eu ia nos armarinhos perto da Teodoro Sampaio com a minha avó!

Bazar Mireya

. Fiquei impressionada com a quantidade de zíperes a venda na loja,  tinha uma enorme variedade de cores, tipos e tamanhos. No Flickr tem mais fotos, clique aqui para ver o álbum completo com prateleiras e mais prateleiras de zíperes.

. O que me levou a uma conclusão de que os produtos desse armarinho específico pareciam atender a pessoas que faziam as próprias roupas em casa. Aqui em São Paulo tem muita lojinha  para quem curte costura como hobby. Lá, era uma loja para costureias “heavy-users” bolivianas.

. Tinha praticamente TUDO na loja. Acho também que isso era até parte do comprometimento da dona em atender bem a clientela. Reparem nas fotos. Botões, fitas, elásticos, acessórios, lãs, zíperes… e até penas! Só faltou uma coisa, bastidores de bordado, de madeira, mas estavam em falta.

Bazar Mireya

No fim, bati um ótimo papo com a dona Ines Cortéz e acabei levando uns botões diferentes, que eram vendidos por dúzia ou grosa (12 dúzias = 144), uma agulhona específica para bordar em talagarça (aguja tejedora smirna original ) e as lãs naturais em cores flúor.  Para quem um dia passar por terras Bolivianas, deixo o endereço:

Bazar Mireya
calle Camiri # 154
Zona 7 Calles – Santa Cruz – Bolívia
Tel: 333-5054