Será que estamos muito nostálgicas ultimamente ? Semana passada resgatamos o bordado talagarça e hoje vou aproveitar para mostrar mais dois acessórios de tricô que resistem ao passar do tempo e custam centavos nos melhores armarinhos de bairro.

Quem nunca perdeu pontos na hora de transportar o tricô numa sacola ? Dá muita raiva, certo ? Se isso acontece você eu tenho a solução: ponteiras. Elas servem para evitar que o seu tricô saia da agulha enquanto você ainda está trabalhando os pontos ‘vivos’. Quem testa não vive sem. A Cláudia achou até um substituto: usar aquelas borrachinhas antigas, de ponta de lápis. Funcionam bem, desde que a agulha seja de espessura média. Vale roubar uma borrachinha do estojo da sua filha ou da sua irmã caçula pra colocar na ponta da agulha.
* A Cristal deixou uma ideia ótima nos comentários: usar rolha de cortiça na ponta da agulha. Taí mais um novo uso bacana para um objeto que iria para o lixo.

E este ganchinho vocês conhecem ? Quem tricota “Continental’, ou com com a mão esquerda talvez saiba. Eu chamo de alfinete de tricô, tá certo?
Ele serve para criar tensão na linha, e de certa forma, substitui aquela linha passada por trás do pescoço. Eu confesso que tentei usar (olha a foto pra provar) mais comigo não funcionou já que eu tricoto do modo inglês, ajudando com a mão direita, ou como dia a minha tia ‘faço tricô só no dedo’. No método continental português , viro uma lesma.
Lá em Portugal chamam de gancho de fazer meia e me parece que antigamente era um acessório popular em alguns países ao redor do Mediterrâneo. Achei este post com fotos ótimas de ganchos ‘vintage’ no Ervilha Cor de Rosa. Será que o pessoal de lá ainda usa isso ? Acho que no Brasil era mais usado pelas gerações anteriores. Hoje vejo pouca gente tricotando com este alfinete por aqui.
Ah, vou contar algo curioso que aconteceu no dia que tirei esta foto. Eu preciso contar !
Estávamos em Santos, sentadas num banco da praia do Gonzaga, tricotando numa nice. Aí passou um homem vendendo algodão doce que do nada soltou a seguinte pérola (em voz alta, indignado) “Ei, vocês são avós ??????”. Não falamos nada só olhamos pra ele, poker face. Ele mandou outra logo em seguida (ele não se conformou) “Mas vocês estão treinando para serem avós ????”. A Claudia respondeu educadamente ” É que hoje em dia não é mais só avó que faz tricô,sabe ? jovens também fazem !”Humpf ! Ficamos meio passadas na hora mas depois demos risada afinal ele deve ter ficado tão chocado, mas tão chocado em ver duas mulheres jovens fazendo tricô que a cabeça dele deu um nó. Jovens tricotando. Publicamente. Na Praia. Absurdooooooo! Depois desta convoco as jovens tricoteiras que dêem as caras pra bater e tricotem em público, na praia, no metrô, nas praças. Quanto mais gente divulgar que tricô não é mais coisa de vovó, menos ‘tios do algodão doce sem noção’ a gente terá que encontrar, hehe.