27 out 09
craft tour
Um museu de renda, em Veneza
por Claudia

Renda de Burano
Nem só de baile de máscaras vive Veneza. Quem vai para lá a turismo, pode fazer como eu fiz e pegar um vaporetto (o ônibus-barco da cidade) e fazer um passeio até a ilha de Burano, distante cerca de 30 minutos de viagem. O nome soou familiar? É que é muito parecido com o nome da vizinha Murano, de onde saem os famosos vidros coloridos. Mas voltando a Burano, conhecida também como a ilha dos artistas, a especialidade é outra: a renda. A foto acima mostra uma cena do passado, quando ainda funcionava na pequena vila esta escola de renda (Burano Lace School), fundada em 1872. Quem diria que isso existiu, uma escola de RENDA!
Aqui neste linktem uma foto mais aproximada, com o zoom dá para reparar nas moçoilas sentadinhas, fazendo seus trabalhos manuais.

Museo del merletto Burano, Itália
Na foto à esquerda, a fachada da escola na praça principal. Desde 1981, o espaço foi transformado em museu. Merletto, que significa renda, vem da palavra italiana ‘merli’ que é o nome dado aos detalhes arquitetônicos que enfeitavam as construções medievais e os palácios de estilo gótico de Veneza. Dentro do prédio, o visitante encontra várias peças em exibição, desenhos, fotografias, diários, além de detalhes sobre as técnicas utilizadas.

Na foto à direita, uma pedacinho do que é a ilha de Burano. Mesmo se você chegar lá e der com a porta na cara do museu (foi o meu caso, porque na época o museu fechava as 15h30 – aqui no site tem os horários), você vai se encantar com as casinhas coloridas do local. No guia, eu li que essa tradição de usar cores veio dos pescadores, que escolhiam cores marcantes para identificar suas casas e vê-las de longe quando voltavam de barco para a ilha depois de um dia de trabalho.

Há muitos e muitos séculos, ter uma peça de roupa com detalhes de renda veneziana era um super símbolo prestígio e luxo. Moda vai, moda vem, chegou uma época que ninguém mais queria saber de renda e, infelizmente, a escola fechou em 1930. Mas as tendências são cíclicas e parece que agora a renda voltou com tudo. Ufa, porque a gente aqui é do time renda forever.

Aliás, pra quem não viu, nas últimas semanas fizemos dois tutoriais usando renda, um de colar e um de cinto. Coincidentemente, ficamos sabendo, graças à Vivi Reis, que em uma das últimas edições da Elle, saiu na seção de compras um colar deste mesmo estilo, na cor verde-limão. E a Andrea viu em uma vitrine de lojas de acessórios, uma tiarinha lilás muito fofa, feita com um pedaço de renda tingida e endurecida.
A parte chata dessa retomada de renda na moda mainstream é que a renda artesanal perdeu muito espaço para a industrial – hoje as confeccções e lojas são abastecidas por toneladas e toneladas de rendas made in china. Mas procurando ainda se acha renda artesanal bem feita, principalmente no Nordeste do Brasil. Ainda existem rendeiras e peças lindíssimas sendo feitas a mão. E vocês o que acham ? Preferem as industriais baratinhas ou as artesanais ? Ou não curtem renda porque acham que é coisa de vovó ?
Como o Superziper é lido no país inteiro, quem quiser comentar e opinar sobre rendas, sinta-se a vontade. A gente vai adorar saber……
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Também no Superziper: Xeretandos nas lojas de craft de Tóquio descobrimos o masking tape, uma espécie de prima luxo da decotape. É toda feita de papel estampado e pode ser rasgada com as mãos. Será que chega por aqui logo ?

21 out 09
ateliê craft
Ateliê craft: .faso do Marcamaria
por Andrea

mesa faso
1-Este espaço pertence à: Bonecaria .marcamaria

2- Site:
Marcamaria e Mini-mi

3- É daqui que saem: Os mundialmente famosos (quem me dera) mini-mis, um palmo de gente de pano.

4- O que não pode faltar: Lápis e um “.fasoseskine” (o sketch book que eu faço artesanalmente para consumo próprio). É com essas duas coisas que saem todos os bonecos daqui. Olha a foto da última edição do .fasosekine aí embaixo !

5- Objeto querido: Não é um objeto de uso, mas algo que eu fiz. É minha querida Cibele Hotboc. É uma das coisas mais queridas por mim. Sou do tipo que vai fazer almofada, tapete, livro, porta celular dela!

6- Última aquisição: A”Gorda” – minha nova máquina de costura.

7- Número de horas passadas por dia: Em média fico de 10 a 12 horas por dia aqui, de segunda a sexta. Sábado só umas 6 horas.

8- Próximo desafio: criar cenários e objetos de cena (props) para contar estórias com os mini-mis. Nunca fiz algo do tipo.

9- Nível de bagunça (1 a 10): Atualmente é 1, mas em dias de produção beira os 11 (sim, fica mais que bagunçado).

10- Trilha sonora: Minha trilha sonora é feita com muita conversa da rádio Band News FM. Sim, tenho gosto de tio velho! XP

fasoskine ?

.fasoseskine pink que estava na mesa de costura. A gente folheou e é cheioooo de desenhos de bonecos, uma loucura!
IMG_8966_2 mini faso

Os mini-mis descansando na sala e o próprio .tio minimizado.
Ganhe esse mini-mi e ajude a AACD
E não para por aí. Se você curtiu o trabalho do .faso é a chance de levar um mini-mi exclusivo e de quebra ainda ajudar a AACD. Sim, porque ele está agitando um leilão beneficiente do Beardu, este urso (?) perneta que curte uma roupa pink. Como ? Dá um lançe aqui, até 00h00 (meia noite) do dia 24 . Hey ho, lets go ?

BREAKING CRAFT NEWS ! : Enquanto editávamos este post soubemos que o .faso não trabalha mais sozinho. Agora ele tem uma sócia para agitar a invasão mundial de mini-mis. Descubra quem é a sócia misteriosa, aqui.
Superziper também é notícia em tempo real :)
20 out 09
casa craft
Lugar de planta é pendurada no teto
por Claudia

vaso-plantas-sala

Nos anos 70 e 80 era a maior moda pendurar plantas pela casa. Lembro de várias samambaias penduradas na minha infância, pois minha mãe sempre gostou de verde.

E assim como na moda, as tendências vão e vêm. Visitando blogs de decoração reparei que ultimamente as plantas voltaram a invadir as áreas internas de casas e apartamentos. E para quem tem pouco espaço como eu, o teto pode ser uma solução. A última ideia que vi, e que me encantou, foram esses cachepôs de madeira (via Apartment Therapy), super delicados. Do jeito que estão pendurados, me lembram aquelas balancinhas de criança.

Bom, na última visita que eu e a Andrea fizemos à 25 de Março e arredores, paramos em uma loja de flores artificiais e presentes na Rua da Cantareira. Todos os produtos eram baratinhos e made in China. Garimpei até achar a gaiolinha de matal da foto. O único porém é que originalmente ela era um suporte para velas, dessas de decoração, que deveria descansar apoiado em alguma superfície. Mas tudo bem, eu inverti totalmente a função e usei a gaiola do meu jeitinho. Sai a vela e entra o vaso. Sai da mesa e vai pro teto :-)

vaso-vazio planta-dentro-casa

Nestas fotos não aparece direito, mas aqui dá para ver que as minha prateleiras da sala ainda estão bem vazias. Logo mais vou desembrulhar coisas que (ainda) estão em caixas. Quando a decoração estiver completa, eu volto a mostrar a minha nova sala para vocês.

Mais detalhes do projeto:

* furei o teto com furadeira (tem um tutorial nosso sobre isso aqui)

* usei bucha e gancho de parafuso, do tipo de pendurar gaiola.

* ao invés de corrente, usei o barbante branco e vermelho que comprei no Mercadão, dobrado em dois.

* a planta veio de uma das barracas de flores da Dr Arnaldo. O vasinho eu já tinha, é bem antigo.

* os cactus de crochê, que aparecem ao lado, organizados como uma coleção, foram feitos pela Andrea – foi uma das primeiras coisas que ela fez para a LaCrafi.

Eu queria colocar mais um ou dois cachepôs ao lado da minha gaiolinha. Se alguém tiver dicas de onde encontrar em São Paulo, ou no Brasil via web, sou toda ouvidos. Aliás, também estou precisando de endereços de lojas que vendam vasos de cerâmica, desses avermelhados, old school mesmo. Está difícil, ultimamente só tenho achado vasinhos plástico.

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Também no Superziper: Direto dos anos 70, a gente também já ensinou a fazer um terrário. Estes mini-jardins dentro de potes de vidro são fáceis de fazer e funcionam bem para quem quer ter plantas dentro de casa sem ter que se procupar em regá-las constantemente.