23 set 09
nhac
Fazendo sorvete em casa
por Claudia

Sabiam que hoje, 23 de setembro, é o dia do sorvete ? Como esse é um blog craft, vou falar da minha versão DIY desta sobremesa. Vou começar pela história da minha máquina de sorvete, e termino com links interessantes e dicas básicas no final.

Sorvete caseiro

Essa aí em cima é a minha nova (velha) máquina de sorvete, gostaram ? Vou contar como cheguei a ela.

Com a chegada do verão no hemisfério Norte, começaram a aparecer muuuitas receitas de sorvetes, gelados, sorbets e frogurtes no Chucrute com Salsicha, da Fernanda Guimarães Rosa, um blog de culinária que acompanho sempre. Isso sem contar nas fotos que acompanham os textos, sempre super bem produzidas e caprichadas. Apesar do frio nas bandas de cá, comecei a lembrar que uma máquina de sorvete sempre esteve na minha wishlist de gadgets de cozinha. Tudo bem que nunca esteve entre os top 10 – ela aparecia lá no finzinho da lista. Mas com essa enxurrada de ideias no Chucrute, minha vontade de fazer sorvete em casa aumentou, mesmo com o friozinho do inverno de São Paulo.

Daí que um dia fui na Liberdade procurar uma peça de reposição para a minha panela de arroz japonês. Acabei indo a uma assistência técnica que parece cena de filme do Tarantino. Corredores com prateleiras e prateleiras de panelas de todos os tipos esperando sua vez de serem arrumadas. Na vitrine pequena, algumas panelas abandonadas esperando um novo dono. E um balcão que só comporta um cliente de cada vez. Enquanto esperava minha vez de ser atendida, fiquei xeretando as coisas que estavam a venda na loja. Me chamou a atenção um pote de tampa amarela, com um adesivo muito fofo de bonequinhos tomando sorvete. Perguntei do que se tratava e a vendedora respondeu era uma máquina de sorvete usada dos anos 70, japonesa, da marca National. Funcionava perfeitamente, mas estava sobrando porque ninguém sabia onde estava o manual. Fiquei encantada. Ela estava bem suja e meio melecada, mas eu vi potencial. Não comprei de impulso – preferi chegar em casa e procurar na internet informações sobre como funcionavam as máquinas de antigamente. Da marca original não encontrei nada, mas no final, via Ebay, achei alguns produtos equivalentes e fui atrás do manual em inglês. Como não tinha muito mistério, achei que valia a pena arriscar. Dois dias depois voltei na lojinha pra comprar – ufa… ela ainda estava lá!

Dei uma limpada geral, por dentro, por fora, desinfetei, deixei ela brilhando. Voltei para o Chucrute, escolhi uma receita e fui brincar de fazer sorvete caseiro. Já experimentei o de morango e o de damasco. Fazer sorvete é bem versátil: dá para fazer com a fruta natural, em polpa ou em calda. Dá para combinar sabores, inventar e usar iogurte.

Como sou iniciante nesta arte, não me aventurei a experimentar receitas de vários sites. Por enquanto sou fiel as da Fezoca. Compartilho com vocês as receitas que estão para entrar no freezer:
. frogurt de amora
. gelado de banana flambada ao rum
. frogurt de limão & manjericão
. gelado de abacaxi
. sorbet de cereja & amêndoa

Uma dica valiosa que eu encontrei por lá foi de colocar sempre uma colher de sopa de vodka na receita, para deixar a massa macia. Nos comentários, alguém ainda deu a idéia de deixar uma fava de baunilha dentro da garrafa, para ficar com um sabor especial.

Ah, se você não tem sorveteira, também dá para se aventurar. O processo do preparo da massa é o mesmo, depois leva ao freezer, e de tempos em tempos precisa bater bem com uma batedeira ou colher de pau e levar novamente para gelar até chegar na consistência. É mais trabalhoso, mas funciona.

Quem souber de mais receitas caseiras, divida as dicas com a gente. Já ouvi dizer de gente que coloca a massa em um saco plástico tipo zip, bem vedado. Depois enche um saco maior com gelo, coloca o zip no meio e fica sacudindo até a chegar na consistência de sorvete. Alguém já tentou? Deixem seus comentários. Logo mais chega mais o verão e aí sim é que vamos precisar de mais inspiração.

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Também no Superziper: A Dri Simizo, do Kanten – outro blog de culinária que a gente adora – já foi nossa blogueira convidada e em sua passagem por aqui deixou uma receita de palha italiana com castanhas. Eu já fiz, foi um sucesso! Quer experimentar?

22 set 09
outras técnicas
Ressuscitando o Moranguinho da Avon
por Andrea

Lip balm no morango
Sessão nostalgia, here we go. Lembram deste batom de moranguinho da Avon ? Aposto que você (ou aquela sua prima/ irmã mais velha) teve, certo ? Afinal o moranguinho era objeto de desejo de nove entre dez meninas vaidosas nos anos 80. Este aí de cima não é original mas sim uma réplica que eu achei no ano passado em uma das minhas andanças pela 25 de Março. Preço ? Meros R$ 2,50 de pura nostalgia. Joguei fora os batons originais e voilá, o moranguinho virou o recipiente perfeito para o meu lipbalm caseiro.

Lip balm no morango

Este final de semana fiz a terceira geração de balm, e mundando um tiquinho a receita, ta-dá, finalmente consegui o balm de consistência perfeita. Nas duas primeiras vezes fiquei feliz com o resultado mas achei que poderia ser um pouco mais molinho para facilitar o deslize, sem ser oleoso. Desta vez aumentei um pouco a quantidade de óleo vegetal de semente de uva e mantive a mesma medida de sólidos. Ficou naquele ponto que não é creme mas que amolece bem rápido em contato com a pele.

Será que alguém que lê este post ainda tem um moranguinho original da Avon guardado lá no fundo da gaveta ? Queria muito ver uma foto pra comparar com o meu. Se não me falha a memória a versão 25 é bem parecida com a original.

Como fiz uma porção grande de balm também enchi alguns tubos, mas não consegui resolver o problema do buraquinho no meio. Sempre aparece este maldito furo na hora que a cera se solidifica. Idem para as ‘ondas’ que aparecem na superfície do balm no morango. Deve ter algo a ver com Física, mas acho que faltei nesta aula. Alguém dá uma luz ?

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Também no Superziper: Fiz desodorante natural, aproveitando os ingredientes do balm e acrescentando bicarbonato de sódio e amido de milho. Estou nuna fase DIY cosméticos naturais.

20 set 09
fashionoutras técnicas
DIY: Como fazer uma pochete de furoshiki
por Claudia

Pochete de furoshiki

Finalmente chegou a hora do último, mas não menos importante, video da série furoshiki. Atendendo a pedidos curiosos, hoje vamos ensinar como transformar um simples quadrado de pano em uma…… pochete!

Aqui a gente usou uma bandana dessas bem tradicionais e de algodão, pra provar que a técnica não tem preconceito com relação a tecidos. Sendo quadrado, vale. Mas nesse caso, como a peça é utilitária, funciona melhor com tecido resistente como o algodão, que suporta qlgum peso na hora de carregar coisinhas.

E pra que usar uma pochete de pano ?
– Que tal em uma caminhada? Dá pra carregar chaves, documento, dinheiro, lipbalm e até uma mini garrafa de água.
– Na praia, amarrado na lateral do biquini, já quebra um galho para passear a beira-mar
– No jardim, uma pochete maior e de algodão mais grosso carrega as ferramentas e sementes ;-)

Vejam o vídeo e inspirem-se:

Enquanto a gente não faz mais nenhum curso, a série furoshiki fica por aqui. Lembrando que estes videos foram inspirador pelo workshop que fizemos na Fundação Japão.

Estamos curiosas para saber se foi útil e o que vocês colocaram em prática. E se tiverem dificuldade em fazer algum embrulho, é só avisar. Para quem tem Flickr a gente agradece se puderem postar fotos no grupo, para dividir com todos. Além disso, os comentários estão sempre abertos, usem e abusem.

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Também no Superziper: Para quem perdeu – ou quem quiser relembrar, aqui vão todos os links da série, começando pelo podcast sobre o que é furoshiki. Aprenda o nó básico e coloque em prática fazendo uma bolsa de uma alça (estilo cegonha) ou de duas alças. Como embalagem, temos vídeos para frutas e objetos redondos, livros e objetos retangulares ou garrafas e bebidas. Como acessório, uma flor para o pescoço.