20 abr 07
costuraoutros bla bla blas
Em breve nos cinemas: The Science of Sleep
por Claudia

Receita para fazer um bom filme:
. 2 atores legais (você vai usá-los em 2 personagens apaixonantes, então precisa escolher bem)
. 1 diretor que já tenha funcionado em filmes anteriores
. 1 assunto interessante (não precisa colocar fermento porque ele rende bem)
. cenários caprichados
. produção criativa
. um punhado de idéias para salpicar

Modo de preparo:
O roteiro tem que ser bem legal, suficiente para prender a atenção e dar vontade de assistir até o final. Adicione as idéias legais sempre que der vontade porque as pessoas estão prestando atenção e vão sentir o gostinho cada vez que elas aparecerem. Coloque os cenários um a um. Pode abusar nas técnicas, estilos e detalhes. Os personagens vão ficar super tão vontade que todo mundo vai se identificar e a gente vai querer que o filme nunca acabe. Essa receita dá para usar à vontade. Fica tão gostoso que as pessoas vão querer repetir no cinema mesmo e depois ainda comprar o DVD para assistir os extras.

A esta altura, você deve estar se perguntando o que é tudo isso. É minha homenagem à primeira cena de “The Science of Sleep”, o novo filme de Michel Gondry (o mesmo de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança”, com o Jim Carrey e a Kate Winslet). O filme é demais, estou apaixonada e preciso contar dele para vocês.

Não quero contar muito porque vai estragar as surpresas, e o filme está cheio delas. Aliás, este é o post mais difícil que escrevi até agora, porque minha cabeça está a mil querendo comentar cada coisinha, cada detalhe, e, ao mesmo tempo, é tão difícil de verbalizar e sintetizar. Não consigo. Que frustrante isso. Quando o filme estrear no Brasil recomendo fortemente que todos assistam e depois a gente volta a falar – e muito – sobre ele.

Termino deixando minha fala favorita e links para os que querem saber um pouco mais:

. Stéphane Miroux (Gael Garcia Bernal): “I love her because she makes things, you know she makes things with her hands… It’s as if her synapsis was married directly to her fingers”
. Site oficial do filme The Science of Sleep (em francês), muito fofo!
. Trailer (na página, escolha a resolução em ‘Watch this trailer’)
. Lauri Faggioni, criadora dos animais e acessórios
. Bruno Guillemet, esculturas
. Michel Gondry tem também vídeos no YouTube. Veja ele resolvendo o cubo mágico com os pés :-)
. Artigo da Reuters sobre o filme (em portugues)

PS: o filme não tem previsão de estréia no Brasil. Só se sabe que na Argentina estréia em agosto de 2007.

13 abr 07
fashionoutros bla bla blas
Schiaparelli e o rosa-choque
por Claudia

Shocking de Schiaparelli

Fui recentemente ver a exposição ‘Surreal Things’ num museu aqui em Londres chamado Victoria & Albert Museum. O que eu mais gostei foi ter descoberto as produções da estilista Elsa Schiaparelli. Não sei se vocês já tinham ouvido falar dela, mas com certeza a cor rosa-Schiaparelli vocês conhecem – talvez não com esse nome ;).

Senta que lá vem a historinha.

Elsa era um mulher super moderna para o seu tempo. Ela andava com a turma dos surrealistas e o Salvador Dalí estava na lista dos seus amigos. Ela fez coisas muito diferentes para a época, como criar um chapéu no formato de um sapato de salto alto, estampou um vestido de festa com o desenho de uma lagosta, fez bolsas, luvas e casacos usando temas e materiais diferentes e criou um perfume, em 1938, inspirado na atriz Mae West. O frasco era um torso de costureiras enfeitado com fita métrica e florzinhas de plástico. A embalagem era de uma cor rosa forte e chamativa. E ela chamou o perfume de Shocking. E foi assim que aquele tom de rosa ‘ cheguei’ passou a ser conhecido como rosa-Schiaparelli ou rosa-Shocking (rosa-choque em português) .

Eu me apaixonei de cara pelo perfume. Na exposição, eles reproduziram uma vitrine de Paris da época com o frasco exposto.

Vale a pena ler um pouco mais sobre Elsa. Separei alguns links na internet:

. o famoso chapéu-sapato
. propaganda do perfume
. algumas roupas
. texto sobre ela em português
. um livro sobre a estilista

O interessante é reparar que as criações dela que chocaram a sociedade da época parecem bem atuais hoje em dia. Mais uma evidêncvia de como a Elsa era uma mulher a frente de seu tempo.

07 abr 07
outros bla bla blas
A gente ainda vai querer jogar videogame
por Claudia

Little Big Planet, Edge magazine

A gente ainda vai querer jogar videogame, mais precisamente o novo PS3, PlayStation 3. Tudo por causa de um novo jogo que promete ser o sucesso da temporada: Little Bigg Planet.

Eu não jogo videogame há séculos. Eu sou da turma que começou com o Atari. Meu jogo favorito era Pitfall, mas com a chegada do Super Nintendo, me apaixonei pelos cenários e cogumelos do MarioBros.

Depois disso, só joguei Bejeweled no MSN e o jogo das bolinhas coloridas no meu novo celular. E só!

Mas… (sempre tem um mas) há umas duas semanas eu vi uma revista super colorida, chamando minha atenção, na mesa de um designer. Era a Edge, uma revista de videogames. A capa da edição de Abril é a foto dessa montagem. A reportagem de capa fala justamente sobre este novíssimo jogo, que até então não tinha nome quando a revista foi publicada. Pelas fotos e pelo texto parece tudo tão legal que eu fiquei com vontade de novo de ter um videogame. Aliás, isso é o que toda a imprensa anda dizendo. O próprio jornal The Guardian, na coluna semanal sobre games, disse que esse é “a game so good it forces you to buy the console”. Vamos ver…

Para os que ficaram curiosos, aqui vai uma breve explicação: é o tipo de jogo que o personagem vai ultrapassando obstáculos em uma fase para passar para a seguinte. A diferença é que aqui o jogador pode criar sua própria fase, montando do jeito que achar mais legal, e depois distribuir pela internet pra outras pessoas jogarem. Na matéria eles dizem que o sucesso de sites como YouTube, Flickr e MySpace incentivou a criação de um jogo assim, interativo e com ‘user-generated content’. No jogo, o personagem vai colecionando objetos que acha pelo caminho, pra se abastecer e depois criar novas coisas com eles. Eu já fico imaginando como isso vai ser – o paraíso dos crafters. Mas tem mais. A gente vai poder colocar adesivos ou ‘stickers’ nos objetos do cenário, inclusive usando imagens do próprio computador. Ah… e sem contar que você vai poder montar o personagem principal, Sack Boy, do jeito que quiser – mega customizado. Uma curiosidade: em 2006, quando fizeram o primeiro protótipo do jogo, o mundo onde a história se passava chamava ‘Craftworld’. Então vocês já podem imaginar o que está por vir.

Ah, e para os ansiosos uma péssima notícia: o lançamento está programado para o começo de 2008.