01 fev 13
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Já viu? Videos da Liberty
por Andrea

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Nosso amor pela Liberty vai de longa data. Esta semana descobri um video que mostra cenas da fábrica da marca na Inglaterra. Sou muito tiete por isso achei muito bacana ver o espaço onde os tecidos com as estampas mais legais do mundo são produzidos.

O video não é novo, pode ser que você já tenha visto por aí mas se for o caso sempre vale a pena ver de novo :).

Partindo para a prática, amamos estes outros videos onde as experts em lenços da Liberty ensinam vários jeitos legais de usar lenços para dar aquele up no visu. Selecionamos alguns favoritos:
O laçarote

O turbante

O colar de nós

É por isso que a gente adora a Liberty <3.

24 jan 13
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PAP: Chaveiros com materiais de armarinho
por Claudia

Sempre curti aqueles chaveiros improvisados para chaves de banheiro que padarias, lojas, lanchonetes e postos de gasolina usam. Normalmente o pessoal improvisa com o que tem sobrando, são sempre materiais inatrativos e de baixo valor para ninguém querer levar. Eles costumam ser grandes e/ou pesados, para o pessoal não se esquecer de devolver, também impedindo que sejam colocados no bolso ou na bolsa no piloto-automático. Já vi chaveiro feito de roscas de parafuso, de embalagens plásticas, e – o mais legal de todos – em uma loja de fotografia, um chaveiro feito com um filtro de lente :)

Aproveitei que, depois de me mudar, todos as chaves estavam “peladas” para fazer chaveiros nesse mesmo esquema, usando meus materiais de armarinho.

Voilá!

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Esses são os materiais que usei para fazer os três chaveiros. Não comprei nada, só reaproveitei coisas que já tinha em casa. O carretel de madeira comprei em uma feira vintage em Londres, os pompons eu fiz usando o fazedor de pompons e a fita métrica era sobra de um projeto antigo.

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O passo-a-passo é muito simples. No carretel que estava vazio, usei uma fita de cetim estampada para “rechear” e fazer o papel de linha. Como seria para carregar na bolsa, não podia ficar enroscando. Prendi com alfinete (assim posso trocar a fita se sujar ou se eu enjoar) e usei uma argola para segurar as chaves. Para a chave da porta do banheiro, pendurei pompom só para fazer graça. Amarrei com lã, usando uma agulha para passá-la pelo miolo. A fita métrica eu juntei usando um metal chamado “ribbon ends” que comprei na Jo-Ann (se alguém já viu algo parecido para vender por aqui, sabe como chama em português e onde vende, deixe recado nos comentários!)

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Aqui estão os três, um para a porta da casa, um para a porta do banheiro e outro para a porta da cozinha. Gostei da brincadeira, pretendo repetir. Um dia, nem tão em breve, postarei a parte 2 :)

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18 jan 13
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“O mundo de Taizi Harada”, ou a saga de um livro
por Claudia

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Tenho uma boa história que aconteceu em junho do ano passado para contar. É velha, não é atual, alguns vão dizer, mas acredito que boas histórias são atemporais e gostosas de ouvir a qualquer momento. Esta é mais uma daquelas que eu coleciono na pastinha de “coincidências” (pra quem curte, tem uma que contei aqui no Superziper em 2008). E, aliás, é uma boa para marcar esse meu retorno mais constante ao blog. O último ano foi puxado e escrevi pouco, menos do que eu esperava, mas foi o que deu.

Mas vamos lá! No finzinho de 2001, vi no SESI da Av. Paulista uma exposição de quadros tão bonita, mas tão bonita, que tive de voltar mais vezes. Primeiro fui sozinha, depois voltei com a Andrea e na terceira vez levei meus pais. Não cansava de ver as pinturas e reparar nos detalhes, parece que eu precisava estar lá de novo guiando as pessoas queridas e dizendo “e neste aqui, olha aquela menininha voltando feliz da escola para casa!” ou “você reparou nessa vovó trabalhando no quintal?”.

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A exposição era uma coletânea de mais de cem quadros do pintor japonês Taizi Harada (em alguns lugares, a grafia aparece como Taiji, imagino que seja uma questão de transliteração). A maioria das pinturas eram cenas do Japão rural, mas também tinham algumas do Brasil. No ano anterior ele tinha passado alguns meses aqui no país e retratou alguns lugares como o Rio e Santos em suas telas. Ele compõe o cenário com mini-detalhes, pontilhando os campos, as árvores, os telhados. Olhando de perto, você vê cada lâmina de grama, todas as telhas, as folhas, os pontinhos de neve. Mas são paisagens amplas, com algum personagem em movimento lá no cantinho, fazendo parte da história e chamando a atenção para aquele universo isolado.

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Gostei tanto que guardei com carinho o nome dele e um recorte de revista com a reprodução de uma das telas. Pendurei a imagem no meu quadro de cortiça como quem diz “um dia vou visitar o museu dele no Japão”. De vez em quando olhava o meu recorte e prestava atenção nos detalhes. Era a pintura de uma mulher em uma loja de doces, com suas bandejas de madeira expondo os produtos artesanais. Em volta, poucos enfeites, tudo funcional. Um quadro, um relógio, o papel e o barbante para embrulho.

Quando a Andrea foi para o Japão, tinha até pensado em pedir para ela me trazer um poster dele. Mas pesquisei na internet e achei pouquíssima coisa. Ele tem um museu em sua cidade natal, mas é afastado. Está em japonês e não encontrei o link para a lojinha. Então desencanei. Um dia, quem sabe, quando for para Tokyo, posso dar uma esticada até lá.

(efeito especial para passagem do tempo, anos e anos)

Junho de 2012, preparação para a Mega Artesanal. Nessa edição do evento, o Superziper cuidaria da decoração do quarto de costura da Casa da Mega (vídeo aqui). A Andrea e eu planejamos como imaginávamos o ambiente, desenhamos, rabiscamos e, por fim, fizemos uma listinha de coisas para comprar, preparar e trazer no dia da montagem da feira.

Eu tinha ficado de passar em um brechó para procurar umas roupas para colocar no manequim. Lembrei que na rua de baixo de onde mora tinha um, O Mascate chama. Sempre passava por lá, anos e anos, mas nunca tinha entrado.

Olhei as saias e blusas, procurei algo diferente. Empurrei cabides, mexi em algumas araras, mas estava com preguiça. A vendedora tentou ajudar, queria saber para o que era. Eu estava meio cansada, talvez fosse o calor ou fome. Então arrumei a bolsa no ombro e me virei para sair. No caminho tinha um um criado-mudo com livros empilhados. Movida por algum instinto, me abaixei para ver o que tinha lá e achei um livro do Taizi Harada. O livro tinha me encontrado, pedindo para ser levado para casa!

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Fiquei pasma. O livro era japonês, estava bem cuidado, um pouco empoeirado ok. Tinha algumas páginas marcadas com post-it, mas estava inteirinho. Entreguei o livro para a vendedora “hoje não vou levar roupas, só isso aqui”.

Contei a história muito por cima e depois de pagar, o dono do brechó que me atendeu no caixa, falou para eu levar comigo um trevo de quatro folhas que ele cultivava no canteirinho do lado de fora da loja.

FIM!

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Mas já que agora tenho o livro e não me canso de folheá-lo, posso também compartilhar com vocês algumas das pinturas. O título revela que são quadros inspirados em cem canções de ninar antigas. Mas todo o restante do livro está em japonês. Algumas imagens vem acompanhadas de partitura e das letras das músicas. Mas nenhuma indicação do que seria. Então só me resta olhar os desenhos como uma criança que não sabe ler e ficar tentando imaginar o que acontece em cada uma das páginas.

ilustracoes-taizi

Há também algumas poucas ilustrações, lindas por sinal (gamei nesses sapatinhos vermelhos com flores!). Mas a maioria são os quadros mesmo. Separei detalhes de alguns deles, com os personagens que tanto me encantam. Passeiam com cachorros, voltam para casa, se abaixam para pegar florzinhas no caminho, limpam a neve, brincam na água no verão. Aliás, em cada quadro as estações do ano são também um personagem. Me sinto viajando pelo Japão, em um trem lento e antigo, sentada na janela reparando nas pessoas do caminho…

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Tô cuidando bem do livro, viu? Coloquei em destaque na prateleira e ganhou um post aqui no Superziper!

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