Muitas vezes, nesta vida cheia de estímulos e altamente inspiradora, é muito fácil cair na armadilha de querer tudo e não fazer nada. Os americanos têm uma expressão que resume em duas palavras (e que ainda rimam!) essa sensação: analysis paralysis. Vai ser difícil traduzir com a mesma concisão, mas eu arriscaria algo como “de tanto que analisei, paralisei”.
Tenho projetos que anoto no papel, prints que dou no celular do Instagram, fotos que tiro pelas ruas, materiais que compro pensando em algo específico a realizar – todos eles vão se somando na lista mental de coisas que um dia gostaria de fazer.
As vezes isso é desanimador, porque as ideias crescem em ritmo maior do que eu consigo de fato executar.
Mas ontem fiquei feliz, vou contar o que aconteceu.
No meio do ano, estive em Bogotá e em um passeio pelo mercado de Paloquemao vi um lixo costurado. A tampa estava quebrada, mas ao invés de jogar fora, alguém deu uns pontinhos e manteve ela na ativa. Gostei tanto do conceito que (claro) tirei foto e coloquei no Instagram. Ponto parágrafo, aquilo ficou registrado em algum cantinho do meu cérebro.
Ontem, mexendo nas minhas plantas, vi um cachepô de plástico rachado. Provavelmente pelo tempo de exposição no sol e do peso do vaso que estava apoiando. Ia jogar fora, estava feio, sujo e rasgado. Mas lembrei que estava precisando de um baldinho para lixo no meu escritório – inclusive fui em uma loja e quase comprei, mas desisti porque não tinha a cor que queria.
A noite, a palavra lixo passeou pelos meus neurônios e encontrou a informação daquele lixo costurado, visto uns 6 meses atrás. Eureka! Era isso que eu ia fazer.
Munida de uma sovela (é o nome técnico desse “furador”) e uma vela, fiz os furos na região da rachadura. E depois passei uma fita em X, da mesma forma que se amarra um cadarço no tênis.
Pronto! Agora tenho um lixo muito chique e único para chamar de meu!












































