22 out 10
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Direto do Japão: Eirakuya
por Claudia

Furoshiki - Japão

A Andrea está em férias no Japão e, mesmo nesses dias de descanso, lembrou-se da gente e adiantou umas fotinhos do que ela já viu por lá em se tratando de crafts.

Para começar, o tradicional furoshiki. Para quem não sabe o que é, recomendo a série especial que fizemos com vários vídeos (e até um craftcast) falando sobre a técnica. Nesta foto aí de cima tem até a florzinha de lenço que ensinamos – só não sei se é aplique ou se todo esse embrulho foi feito com apenas um lenço, tipo técnica avançada. Vamos deixar pra Andrea contar na volta, vai que ela aprendeu coisas novas.

Furoshiki - Japão Furoshiki - Japão

Estas fotos de cima ela tirou na Eirakuya, em Quioto, uma loja especializada em furoshiki e que tem tecidos com estampa exclusiva. Esta marca existe desde 1615 e é famosa no Japão tanto pela tradição como pela qualidade.

Chirimen - Japão Chirimen - Japão

E essas florzinhas de tecido ao lado da bolsinha, alguém reconhece? Me parece que foram feitas com a técnica do kanzashi, que também já ensinamos no Superziper. A diferença aqui é que o tecido usado é o chirimen – aquele tipo japonês, com estampa de kimono. O mesmo tecido que foi usado nas flores, também serviu de matéria prima para a bolsinha vermelha e para essas miniaturas de bichinhos. A Andrea contou que chirimen é o must para crafts!

Enfim, foi só um preview rápido pra dizer que em breve vem mais, aguardem!

 

20 out 10
costurafashion
Haramaki ou, na nossa versão, tapa-cofrinho!
por Claudia

Haramaki ou tapa-cofrinho

Quem vai discordar de mim que o cofrinho é uma das coisas mais grosseiras e deselegantes que surgiu desde o aparecimento das calças de cintura baixa? Nem vou me estender muito por aqui, com exemplos, porque acho péssimo e de um mau gosto tão grande que nem gosto de ficar me lembrando das cenas que já fui obrigada a ver – tanto de mulheres como de homens. Enfim…

Pois unindo a sabedoria dos japoneses – que inventaram o haramaki (em tradução literal, “aquecedores de barriga”) – com a necessidade de esconder dos outros o que as calças baixas cismam em mostrar, surgiu a faixa tapa-cofrinho, hehe.

Dá para fazer do zero, costurando ou até mesmo tricotando (boa ideia de projeto para iniciantes). Mas a gente optou pela reciclagem (de novo!) e cortando a barra de uma camisetinha que tenha um pouco de lycra ou elastano, você chega nesse modelo! Nada muito complexo.

Cortando a camiseta De frente

Essa minha camiseta bem velha serviu de peça piloto. Gostava muito dela, só tive coragem de ir adiante porque a lycra da gola já estava meio deformada e não dava mais para usar.

Cobrindo o cofrinho De costas

Perfeito não? Pode-se dizer que é uma peça 3 em 1: tapa-crofrinho, aquecedor de barriga e acessório de estilo. Dependendo de como você combinar, dá para fazer umas sobreposições bem legais. Um dia andando pela Av. Paulista/ Brigadeiro, a Andrea e eu vimos em uma loja um saldão de regatinhas em cores fluor. Deu a maior vontade de comprar para fazer mais uma faixa. Imagina um haramaki rosa-choque com uma roupa preta? As combinações são infinitas.

Haramaki

Para quem não está a fim de fazer – e prefere comprar – a Andrea achou uma loja online japonesa que vende em estampas bem diferentes o haramaki, polainas e também “keito-no pants”, uma espécie de short-ceroula (imagino que seja para homens).

Já os que preferirem fazer a peça do zero, do molde até a costura, aqui tem um passo-a-passo detalhado (em inglês).

E vocês, já tinham visto algo parecido? As fotos aí de cima a gente tirou no Ibirapuera durante o PicKnit e fez o maior sucesso – aprovado por todas que viram! Mas principalmente por mim que usou – imagina sentar na grama de pernas cruzadas sem um desses?

18 out 10
casa craftoutras técnicas
Caixa de som de Lego para iPod
por Claudia

Caixa de Lego para iPod

Passei este fim de semana “enfurnada” (no bom sentido) participando de um workshop de bonecos em madeira. O curso, que aconteceu no Ateliê Ludovico, foi dado por dois designers de toy art argentinos, do DGPH. E tudo isso descobri por acaso pulando de um link para outro. Viva a internet!

O ambiente do ateliê é uma delícia. Fica em um predinho antigo fofo em Pinheiros (São Paulo), de três andares, sem elevador e pé direito alto. Lá dentro, muita luz natural. E a sala enfeitada com grafitti, muitas paredes são de tijolinho aparente e para as aulas eles montam mesas grandes e longas em cavaletes. Tudo muito legal e de bom gosto. O clima do lugar estimula a criatividade e – para animar mais ainda – rola um sonzinho gostoso e especial. Aliás, muito especial!! Vejam o “porta-ipod” que eu encontrei por lá!

Caixa de Lego para iPod Caixa de Lego para iPod

Foi o Carlo, do ateliê, que inventou. Ele, que é ilustrador, reaproveitou as peças de um projeto antigo. E deu no que deu.

Caixa de Lego para iPod Caixa de Lego para iPod

Viram que tem até um espaço na frente para apoiar o iPod? Genial, né?

Caixa de Lego para iPod

Estou louca pra fazer um igual. Não tem muito segredo. Só preciso procurar no fundo do baú onde foram parar minhas pecinhas de Lego ^___^

Ah…. e antes de ir, deixo uma amostra do toy que desenvolvi no workshop (mais fotinhos aqui. Fiquei tão contente com o resultado que se esse jogo existisse em loja de brinquedo pra vender eu até comprava, hehe. Me lembrei de quando eu brincava de panelinha com as minhas bonecas.

Chá e biscoitos