11 fev 09
tricô e crochê
Gola econômica
por Andrea
Gola com botões de madeira
Quem vê a foto vai achar que eu pirei, tudo bem.  Eu sou obssessiva e faço tricô no verão porque quando finalmente chega o frio eu já quero ter coisas novas prontinhas pra usar.
Tanto que resolvi fazer esta gola ontem a noite.  Me auto desafiei a fazer algo diferente e  econômico, usando apenas * uma meada de lã* Até cogitei fazer um cachecol mas desisti quando lembrei que além de com certeza eu gastaria no mínimo duas meadas. Foi então que me lembrei das golas. Elas deixam o pescoço quentinho, e na equação custo/benefício/ praticidade as golam ganham dos cachecóis.  E o legal é que com lã grossas e alguma prática se faz uma gola em 30 minutos.
Se estiver calor demais pra usar aqui aquela sua amiga que mora lá no hemisfério norte vai adorar. Ou guarde no armário por uns meses até o inverno chegar como eu.
A receita ? Super simples, ideal pra quem está começando.

1. Usei apenas uma meada de  Ponto Alto da Aslan (50% lã, 50% acrílico) na cor 54, beringela. Esta lã é super macia e não pinica, importante para algo que vai ficar no seu pescoço.

2. Usei agulhas circulares tamanho 8 e 40 cm, para obter um tubo sem costura.   Montei 40 pontos na agulha circular.  ( Daria para fazer com agulha reta também, tricotando um retângulo e unindo as extremidades no final,  a seu critério.)

3. Na hora de fazer  o primeiro ponto da primeira carreira, tome cuidado pra não torcer. Feche as duas pontas do círculo começando com ponto meia. Continue em ponto barra, alternando 1 tricô  e uma meia, até o final da primeira  carreira .
4. Continue fazendo ponto barra por mais 9 carreiras, dez no total, contando a primeira que você já fez. Arremate. Corte o restante de lã que sobrar e esconda as pontas passando por dentro da trama.

Deixe a sua gola lisa ou enfeite como quiser. Preguei uma carreirinha de botões de madeira (3 cm de diâmetro) com uma fita colorida, dando um nozinho por dentro.

* Se você não tem agulha circular número 8 , tricote com agulhas retas.  Faça um retângulo nas mesmas medidas e una as duas extremidades no final. Ou então faça com botões funcionais. Vejam que linda este gola  que foi feita a partir de um retângulo tricotado. As casas e botões foram aplicados posteriormente .

* Um receita grátis  de gola no ponto escalopado ( ponto shetland), para quem quer um projeto um pouco mais avançado, com linha mais fina.

*  O Sartorialist  Scott Schurman , fotografou pessoas estilosas usando cachecóis e golas.

10 fev 09
blogueira convidadacostura
Como costurar couro, por Giselle da Gergelim
por Andrea

Courvim: texturas variadas

Por Giselle Medeiros, da Gergelim , blogueira convidada

Eu adoro acessórios em couro – bolsas, carteiras, sapatos, broches – acho que eles dão uma super valorizada no visual. Quando entrei nesse mundo da costura, descobri que o couro sintético tem preço similar aos tecidos e que com um pouco de técnica, é possível produzir acessórios tão bonitos quanto os que eu via nas lojas.

Os couros sintéticos são produzidos a partir de fibras como nylon, poliéster e poliuretano – todas derivadas do petróleo. Existem vários tipos de couro sintético e os nomes podem variar de acordo com a loja, o vendedor, etc. A impressão que dá é que as próprias lojas não sabem muito sobre o produto que estão vendendo, chega a ser frustrante. O couro sintético pode ser encontrado em casas de couro, tapeçarias e lojas de tecidos para decoração e estofamento.

Vários tipos de couro sintético Courino frente e verso
Na primeira foto, diversos tipos de couro sintético. Na seguinte, uma amostra de courino, frente e verso (flanelado)

Os vários tipos de couro sintético 

Courino
O courino, ou courano, tem textura semelhante ao couro legítimo, possui grande variedade de cores, é mais grosso pois o seu verso é flanelado. É fácil trabalhar com ele, sua textura facilita o deslize na máquina. Só não é bom para apliques, pois como o verso é flanelado e branco, a borda fica com o acabamento ruim, o branco fica aparecendo. Custa entre R$ 10,00 e R$ 14,00 – preços de BSB.

Courvim
O courvim pode ser encontrado mais liso, com pouca textura ou bem texturizado. A variedade de cores disponível nas lojas costuma ser mais limitada. O seu verso é liso, portanto, é adequado para apliques. Custa entre R$ 15,00 e R$ 18,00.

Courvim: texturas variadas Napinha e couro naval, frente e verso
Na primeira foto, várias texturas. Na seguinte, uma amostra de napinha

Couro naval
O couro naval é muito parecido com o courvim: tem texturas variadas e verso liso. A diferença é que ele pode ser utilizado em produtos que serão molhados – é muito utilizado em estofamento de móveis para exterior e de barcos. Custa entre R$ 18,00 e R$ 22,00.

Napinha
A napinha é um couro bem fininho, pouco texturizado, quase liso na verdade, parece mais um plástico. É o mais barato, custando de R$ 6,00 a R$ 8,00 o metro. É difícil de trabalhar por ser muito liso, não desliza bem na máquina. Por ser muito fino, em cores claras é possível ver o traço do molde no verso.

Agora vamos falar sobre o corte das peças e a costura:

Ferramentas

. Normalmente eu utilizo lápis para traçar os moldes. Caneta também pode, mas muito cuidado pois elas podem manchar. Traço sempre no verso do couro.

. Para cortar eu utilizo uma tesoura dessas multi-uso. É importante ter uma tesoura só parar cortar couro, outra só para tecido, outra só para papel. Dessa forma você conserva melhor o fio de corte delas. Eu não tenho cortador circular nem base de corte, então não vou poder falar sobre isso. Também utilizo uma tesourinha de cortar linhas para finalizar as costuras.

. Para segurar as peças no lugar durante a costura, eu utilizo clipes de papel, pregadores de roupa e alfinetes. Atenção: utilize o alfinete somente nas margens de costura, pois o furo é irreversível.

. Dependendo do trabalho, é necessário colar antes de costurar. Por exemplo, se você for costurar uma margem muito estreita, fica complicado segurá-la somente com clipes ou pregadores. Sugiro usar um cola antes quando for mexer com peças pequenas como flores e laços ou fizer apliques de couro com couro. Eu costumo usar adesivo de contato – mais conhecido como cola de sapateiro.

 

Mexendo com couro: Ferramentas Mexendo com couro: Colas de contato
Ferramentas e colas de contato: Cascola Tradicional 200g, Cascola Extra Sem Toluol 30g, Cascola Extra 30g e Colabras 30g

Sobre colas
A marca mais famosa é a Cascola, da Henkel. Eu também já utilizei a Colabras da Brascola e pra mim a qualidade é a mesma. Eu escolhi trabalhar com a Cascola, pois existe a opção sem toluol – não tem aquele cheiro horrível e nem faz mal ao ser inalada. Você pode adquirir essas colas em latas ou bisnagas, em lojas de materiais para construção. As latas são bem mais baratas, mas é difícil trabalhar com elas, você precisa de uma espátula, faz meleca, é difícil de tampar e a cola acaba endurecendo e estragando na lata. As bisnagas são bem mais caras, mas muito práticas. O problema é que a bisnaga de Cascola sem toluol tem uma tampinha de plástico que sempre quebra, então eu sempre remendo as minhas com durex.

A hora da costura
. Para costurar utilize linha de poliéster e agulha (pode ser a Singer 2020) de n° 16 ou 18. Utilize pontos largos e diminua um pouco a tensão da máquina. Normalmente eu costuro com ponto 4 e tensão 3.

. Para facilitar a costura, é bom utilizar um pé de teflon. Ele desliza mais facilmente sobre o couro. É fácil encontra-lo em armarinhos ou lojas especializadas em máquinas de costura. Paguei R$ 10,00 no meu da Singer. Hoje ele está meio de lado, pois minha máquina nova (Janome 8077) utiliza pés do tipo snap-on e esse da foto é do tipo low shank. Então é bom observar o tipo de pé calçador da sua máquina antes de comprar um.

. Se ainda assim continuar difícil deslizar o couro pela máquina, eu utilizo talco. O meu fica em uma latinha de pastilhas Valda e eu utilizo um pincel pequeno de maquiagem, desses bem baratinhos, para passar o talco no couro. Passe somente onde o pé da máquina precisa deslizar, em pouca quantidade e somente sobre o couro. Eu já usei óleo (daqueles Jonhson & Johnson), mas faz uma certa bagunça, a mão fica melecada e atrapalha o trabalho. Há quem use creme ou papel de seda, mas esses nunca testei. Tanto o talco quanto o óleo não causam nenhum dano ao couro ou á máquina. Depois, basta limpar com um pano úmido.

Recomendação final
É preciso ter cuidado ao costurar com o couro e treinar bastante, porque uma vez desfeita a costura, os furos ficarão ali. Então comece primeiro com projetos simples, e teste o ponto, a tensão, a agulha, a linha, o pé calcador em um retalho, antes de começar a costura.

cart

Espero que achem esta dicas úteis e se animem a criar com couro ! Termino o post mostrando uma das bolsas que fiz para a Gergelin, minha grife.

Gostou ? Veja mais aqui :)

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Também no Superziper: Já ensinamos como se faz matelassê. Acha que é difícil ? Não é não, está tudo bem explicadinho.

09 fev 09
outros bla bla blas
Meu orgulho craft, por Claudia
por Claudia

Eu não estou participando do concurso (por motivos óbvios!) mas queria dividir com vocês o meu maior orgulho craft. Foi muito difícil de escolher, porque vários projetos que fiz eu já mostrei para vocês pelo Flickr ou aqui mesmo no Superziper. Por exemplo, gosto muito da prateleira de régua, do broche de 2 minutos e do avental vapt-vupt. Não são necessariamente projetos complexos, mas idéias que acabaram rodando e servindo de inspiração para muita gente.
Conversando com a Andrea sobre o concurso, fui lembrar deste um projeto feito à quatro mãos – eu e a minha mãe – que continuava inédito aqui. Não é de costura, nem de tricô e nenhuma outra manualidade “fina”. Fomos para o lado oposto do craft, onde as idéias nascem das caixas de ferramentas!

Orgulho craft: movel para plantas

A gente decidiu se aventurar e fazer – do zero – um móvel de madeira, uma espécie de aparador, para colocar plantas. A inspiração veio de uma revista feminina. Nem era um passo a passo, mas nós duas vimos a foto e logo pensamos “que demais, como seria legal ter isso em casa”. E logo depois… “Ms isso acho que a gente consegue fazer”. E sem instruções ou detalhes, nos giamos apenas pela foto para fazer a nossa própria versão do móvel. Eu fiz a “planta”, depois fomos na Peg-Faça comprar madeira no tamanho especificado. Levamos também lixas, pregos e uma tinta com cor feita na hora, em um tom azul-bebê (parênteses: na foto parece branco, mas é que ele fica perto da janela e já desbotou com o sol). Em apenas um sábado a gente concluiu a obra! Só a pintura que demorou um pouco mais, porque tivemos de esperar secar para aplicar uma segunda demão.

Hoje minha mãe coloca plantas na parte de cima. Na de baix,o revistas e jornais, que são reciclados semanalmente. Se eu tivesse que fazer esse projeto de novo, talvez fizesse a base mais estreita. Nas medidas atuais, se colocassemos plantas, elas ficariam perdidas em tanto espaco. Teríamos que por umas 2 ou 3 fileiras de vasos para ocupar tudo!

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Aproveitando a deixa da minha foto, vamos relembrar as regrinhas do concurso de Aniversário:

1. Tire uma foto do projeto craft que te deixou mais orgulhosa.
2. Suba a foto no flickr e conte uma historia sobre o projeto.
3. No título da foto coloque “Concurso Superziper – Kit Aslan” ou “Concurso Superziper – Kit Paulinia” (clique aqui para saber mais sobre os kits)
4. Envie a foto do Flickr para o grupo do Superziper.
5. Prazo máximo: 18h do dia 26 de fevereiro.
6. O prêmio será sorteado no dia 27 de fevereiro.
7. Regrinhas: apenas uma foto por pessoa e não vale mandar foto ‘velha’.

Dúvidas mais frequentes:

“Eu não tenho Flickr, o que faço?”
Pode mandar por email para super_ziper@yahoo.com.br que a gente “inscreve” o material por vocês (foto, história e qual prêmio quer)

“Eu não tenho Flickr mas quero ter, como funciona?”
É grátis. Basta você usar um login/senha do Yahoo ou criar um novo. Siga o passo a passo em http://www.flickr.com/. Ah… e o endereço do grupo Superziper no Flickr é www.flickr.com/groups/superziper

“O projeto de maior orgulho eu já dei/vendi/presenteei. E agora?”
Olha, seria muito legal se você pudesse falar dele, mas a gente não quer criar impedimentos para as pessoas participem, muito menos dar dor de cabeça e criar uma trabalheira doida. Nossa sugestão é que você escolha o próximo projeto da sua lista, um que tenha ficado bem legal, mas que esteja por perto para você fotografar. Escolha o que estiver a mão.

“Eu não sei costurar nem tricotar. Não tenho nenhum super projeto para mostrar. Posso participar assim mesmo?”
Claro, cada um participa dentro do seu limite. A idéia é compartilhar projetos e no fim sortear dois felizardos que vão levar os prêmios. Se você fez um broche, um cachecol, um porta-lenços, não tem problema. Não sinta-se intimidada (o). Pode ser qualquer coisinha.

“Só tenho a câmera do celular, tudo bem?”
De novo, sem problemas. Se fez click, está valendo. Cada um usa o recurso que tem. Não vamos premiar a melhor foto, a melhor história ou o melhor projeto. No final, é a sorte que vai dizer.