27 nov 07
fashiontricô e crochê
Botões tricotados, hit do próximo inverno
por Claudia

Aí vai uma dica de têndencia para o inverno do ano que vem no Brasil, que já pegou forte aqui em Londres. Tricô, ou knitwear, como eles dizem por aqui, vem com a maior força, para a felicidade das tricoteiras. Tem de tudo: casaquinhos, blusas, cardigans, suéteres…. Eu, que gosto de reparar em detalhes, vi que os botões dessa temporada vêm com um toque especial: são encapados em trico, na mesma cor do fio da peca principal. Vejam só :

Botão - o hit do inverno

Comprei um casaco de mangas curtas e tirei uma foto do botão, para vocês verem – tanto por fora, como por dentro. Fica a idéa pro ano que vem. Ainda tem 6 meses para o frio chegar no Brasil, tempo suficiente para ir treinando e pensando em modelos que usem botões encapados!

Mais alguns modelos com esse botão:
. Topshop
. Asos
. Forever21
. Oli
. Witchery

Link útil:
. Aprendendo a fazer “botões tricotados (knitted buttons)

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Nota feliz: Saímos ontem no Apartmenth Therapy com a matéria do craft room do Tofu Studio. Felicidade de blogueiro é sair em blogs que a gente gosta ! :-D

26 nov 07
outros bla bla blas
Pensando em presentes de Natal?
por Andrea

Todo final de ano é a mesma coisa. Por mais que a gente queira escapar um pouco do consumismo natalino isso é uma tarefa muito difícil. Porque sempre tem um ou outro presente que a gente TEM que comprar. E já que temos que comprar mesmo, porque não escolher presentes handmade para este final de ano? A idéia é esta: ao invés de entregar o seu suado dinheiro para uma corporação sem rosto vamos dar presentes handmade e prestigiar o trabalho dos nossos crafters independentes, gente com talento de sobra.

Para te inpirar nós do Superziper pinçamos presentes bacanudos que podem ser comprados pela Internet, direto do artesão, e enviados para todo Brasil. Tem tanta coisa legal por aí que a escolha é difícil. Aqui vão apenas algumas sugestões:

Natal handmade

Na ordem, esquerda para a direita:

1. Bolsa Vinho da Alice Batelli: ela faz muitos outros modelos caprichados, em estampas e tamanhos variados;
2. Fofys Blythe Case, da Fofys Factory. Pra levar a sua Blythe e acessórios seguros por aí afora;
3. Gueisha, da Madame Trapo, uma especialista em personagens de tecido;
4. Bolsa Annie, uma das inúmeras fofurices criadas pelo ateliê Tofu Studio ;
5. Caixinhas em freijó e imbuia, super úteis e vistosas, da Vivá ;
6. Bolsinha watermelon, para carregar tudo o que der na telha da Ana Tuyama ;
7. Cadernetas de Anotacão Bonjour/Bonsoir, criação genial em tecido da Chez Cris;
8. Pocket travel Journal, para guardar pra sempre os detalhes das suas viagens, arte em papel da Monjojo;

É claro que não para por aí. Se quiser dar uma olhada em trabalho de crafters estrangeitos, uma boa pedida é dar uma xeretada no site Etsy – um portal onde crafters do mundo inteiro abrem as suas lojinhas virtuais. Entre lá e passe horas e horas escolhendo o seu presente handmade.
E uma última vantagem: comprando presentes pela Internet você vai evitar filas e correrias de última hora no shopping e ter mais tempo para fazer seus próprios crafts ;-)

Dar um presente artesanal é evitar a espera nas filas nas grandes lojase nos shoppings mas também é algo que possui um significado muito maior. Quem compra presentes artesanais tem a satisfação de apoiar diretamente o trabalho de um artista ou artesão. Já quem recebe, ganha algo único, feito com carinho e atenção que podem ser sentido e vistos no próprio produto. Um presente artesanal é o resultado de talento e dedicação, fatores que estão ausentes nos produtos provenientes da fabricação em massa/ industrial”.

(Tradução livre de texto do site do movimento Buy Handmade. Eu já aderi.)

24 nov 07
fashionoutros bla bla blas
O mito do rosa e do azul
por Claudia

O mito do rosa e do azul

Essa saiu no jornal de sábado daqui de Londres. Faz tempo, mas eu recortei e guardei pra comentar mais tarde por aqui no Superziper. É sobre preferências de cores: rosa pra meninas e azul pra meninos. O engraçado é que isso não saiu numa coluna fashion, no caderno feminino ou na seção mamãe-bebê. Dou um pirulito pra quem adivinhar onde é que eu li sobre isso. Quem pensou na coluna “Bad Science” acertou em cheio :-) Explico.

Ben Goldacre é um cara que coleciona casos de como pesquisas científicas as vezes podem ser deturpadas. Nesse caso*, ele desafia a lógica de uma pesquisa publicada pela Times. Eles convocaram 208 pessoas na faixa dos 20 anos e pediram para cada um escolher uma cor dentre duas opções, por repetidas vezes. Ao fim, juntaram os dados em um gráfico, com curvas que se sobrepunham, mostrando uma significante tendência dos homens escolherem azul e as mulheres uma preferência por tons avermelhados e rosas. Os autores da pesquisa especularam suas razões: no caso dos homens foi por causa da predisposição histórica de sair pra caçar, enquanto que as mulheres precisam ser boas em interpretar expressões e emoções e identificar berries (morangos, amoras, framboesas e afins)!

Ele questiona se preferência por cor é uma questão cultural ou genética. E reproduz dois trechos de revista femininas do começo do século passado:

“There has been a great diversity of opinion on the subject, but the generally accepted rule is pink for the boy and blue for the girl. The reason is that pink being a more decided and stronger colour is more suitable for the boy, while blue, which is more delicate and dainty, is prettier for the girl”(Ladies’ Home Journal, 1918)

“If you like the colour note on the little one’s garments, use pink for the boy and blue for the girl, if you are a follower of convention” (The Sunday Sentinel, 1914, EUA)

E ele termina assim: algumas fontes sugerem que não foi até os anos 40 que a convenção moderna de rosa paras meninas tornou-se universalmente aceita. Rosa então talvez não seja biologicamente feminino. Meninos criados em roupinhas rosas com babadinhos trabalharam pesado em minas e lutaram na Segunda Guerra Mundial. Convenções de moda mudam com o tempo!

E vocês, o que preferem? Azul ou rosa?

* Pra quem quiser ler:
. aqui está o artigo do Guardian em inglês
. e aqui a notícia do Times, em inglês também