31 maio 11
craft tour
Uma visita à Jo-Ann Stores
por Claudia

Jo-Ann

A Jo-Ann é uma cadeia de lojas americana especializada em tecidos e crafts. Eles existem mais ou menos desde os anos 60 e hoje tem mais de 750 lojas espalhadas pelo país. As lojas são tão gigantescas (as pequenas tem ao redor de 2 mil m2) para o nosso padrão ‘armarinho de bairro’ que ouso chamá-las de hipermercados craft – é o Wal-Mart das artes. Tem até carrinho de supermercado. Que ao invés de carregar papel higiênico e caixas de leite, você completa com tecidos e novelos de lã.

Jo-Ann

Eles vendem de tudo que precisamos no nosso universo – e a preços muito bons! Tem tecidos pesados para decoração (tipo sofás, cortinas) mas também leves para roupas e acessórios (de algodão, voil, plush até pelúcias e outras variedades para fantasias), tricô, crochê e acessórios, tudo para costura (linhas, agulhas, máquinas, seção de moldes, etc e etc), materiais para atividades infantis (tinta, cartolina, glitter, massinha), molduras, produtos de jardinagem, tudo de scrapbook, formas e ingredientes para confeitaria, produtos para quem trabalha com madeira e ainda toneladas de revistas e livros.

Jo-Ann

Não foi minha primeira visita, já conhecia a loja, então dessa vez foi bem exploratório para anotar tudo e fotografar o que eu achei de legal para vocês sentirem a experiência.

Precisa de muita coisa para encher um supermercado. E eles conseguem! Eles trabalham com vários fornecedores e fabricantes bons – o que tem de melhor e tradicional em cada segmento, mas também muitos produtos sem marcas e coisas made in China. Acessórios Singer, produtos Martha Stewart (hunnnn!), coisinhas da Clover, itens de armarinho na Prym, produtos de confeitaria da Wilton e por aí vai…

Jo-Ann

Além dos produtos tradicionais, vi também muita novidade tecnológica. Alguns exemplos: seção completa com máquinas e acessórios Cricut, maquininhas de costura infantil da Hello Kitty e gadgets (inúteis?) como enrolador de bobina e fazedor de viés.

Jo-Ann

Fotografei também três ideias legais que poderiam ser adotadas nas nossas lojinhas locais. Nas pontas dos rolos de tecido eles penduravam com alfinete um bolsinho plástico com pedacinhos de amostra. Assim você não precisa chamar um vendedor e ficar implorando um retalho – você leva para casa e pode experimentar, sentir, combinar antes de investir em metros do material. Isso valia mais na seção de tecidos pesados, não me lembro de ter visto isso nos tecidos comuns de costura. A foto do meio é mais profissa. Lá eles usam mesas com máquinas de corte eletrônicas para cortar os tecidos – já vi isso aqui perto de casa, na loja que frequento, o Center Fabril! E por último, canutilhos e miçangas organizados em ordem de cor, em tubinhos fofos já na medida certa – delícia!

Jo-Ann

Mas o que também de um lado é vantagem, de outro também pode ser um problema. Eu não me dou muito bem em ambientes enormes. Fico perdida, o excesso de produtos começa a me enjoar, tem muita opção e acabo não escolhendo nada. Chega até a dar dor de cabeça. Sabem como é? Eu praticamente saí de mãos abanando, levei uma ou outra coisinha – não tenho vocação pra comprar loucamente. Chegando em casa e organizando as fotos, já senti um certo arrependimento. Olha aí três coisas que deixei para trás e bobeei de não ter levado: uma tradicional cesta de costura (tinha mais estampas!), uma tesoura profissional chiquérrima e um kit de tapeçaria com desenho de caveira (mais uma técnica pra experimentar).

Jo-Ann

Tirei bem mais fotos do que isso. Para quem se animou e quiser ver, organizei aqui:

Visitando a Jo-Ann from superziper on Vimeo.

Quem estiver com viagem marcada aos EUA, recomendo a visita. No site deles, tem um localizador de lojas por CEP, cidade, etc. Programe-se!

11 maio 11
craft tour
Miniaturas em tecido no Chirimen Crafts Museum
por Andrea

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Taí um post que eu deveria ter publicado meses atrás mas que ficou esquecido na minhas ‘gaveta’. É o registro da minha visita ao The Chirimen Craft Museum, uma visita absolutamente imperdível para quem curte crafts em tecido. Fica no centro de Quioto, no Japão.

A Loja/Museu é especializada em miniaturas feitas de chirimen, um tecido (parece uma crepe grossa)  típico japonês, criado há mais de 500 anos. Ele tem uma textura própria, meio enrrugadinha e é muito usado para artesanato e crafts. Na cidade de Quioto em particular, os souvenirs feitos com este tecido  estão em toda parte, eu vi até tênis All Star de chirimen :)

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Um móbile impressionante, cheio de mini coelhos (2011 é ano do coelho, lembram ?) e penduricalhos. Tudo feito apenas com tecido e linha, minúsculos pedacinhos colados e costurados.

Detalhes: o tamanho *máximo* dos bonecos são míseros 3 cm…

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…..mas estes aqui tinham menos de 2 cm ! Tirei esta foto para vocês verem em proporção com o meu dedo. Quando digo que são minúsculos não estou exagerando.  E quanto menores e mais detalhados, mais caros!

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Mini corujas num cenário com folhas de ginko, típicas do outono. No Japão as estações são muito importantes, cada uma tem suas cores, aromas e sabores próprios.

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Sinto os poderes de Nossa Senhora da Tesourinha da Garça presentes neste leque.

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Explosão cerebral causada por mini fofura máxima.

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Mini caixinhas com animais do horóscopo chinês. Me arrependi de não ter comprado algumas mas fica como desculpa para voltar lá uma próxima oportunidade.

No Japão muitas lojas não permitem fotos mas esta, surpreendentemente, liberou. Fiquei tão feliz em poder registrar para mostrar aqui um trabalho craft tão virtuoso. Mínimos detalhes, composições exatas, tudo impecavelmente acabado. Coisa de japonês crafter, mesmo.

Os sites são: Kirenohana e Chirimen Crafts Museum

Quer mais? Veja só um banquete cuja comida foi toda feita em tecido chirimen.

31 mar 11
craft tour
Descobrindo um armarinho Boliviano
por Claudia

Bazar Mireya (Bolívia)

Para continuar a série de lugares craft que visitamos, o lugar que tenho para apresentar desta vez é o Bazar Mireya, um armarinho super completo e mega-recheado de produtos na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Apesar de ter feito uma rápida passagem pela cidade, não consegui deixar de procurar por este tipo lojinha. Aliás, em viagens, mercados/supermercados/armarinhos sempre estão na minha lista de lugares para xeretar. Antes que me critiquem, cada louco com sua mania, assumo que gosto mesmo.

Fui meio despreparada, não tive tempo de pesquisar na internet, ler guias ou pedir referências. Então saí procurando por conta própria mesmo. Ao chegar no centro da cidade, perto da praça principal (sempre tem uma!), comecei a perguntar para ambulantes e taxistas “donde puedo comprar lana y cosas de costura”. Indica daqui e indica dali, fui passeando por galerias, lojinhas, ruas estreitas e cheguei no famoso bazar, indicado por umas 4 das 5 pessoas com quem falei.

Era fim de dia (por isso as fotos escuras/esverdeadas), mas a loja ainda estava aberta e vi certo movimento de mulheres bolivianas a procura das mesmas coisas que nós brasileiras vamos atrás em armarinhos.

Apesar do ambiente familiar, encontrei algumas diferenças que vale comentar:

Bazar Mireya

. Notei uma certa paixão por cores fluorescente. Nas fotos que ilustram o post já dá para perceber, mas fica muito mais evidente nesta foto aqui que a Andrea postou no twitpic das lãs que eu trouxe para ela (100% naturais!). Não acho que esta queda pelo flúorseja uma questão de “tá na moda!”. Me pareceu bem mais uma influência cultural. Até porque gosto por cores fortes foi algo que eu reparei na cidade como um todo, e não apenas no armarinho.

. Poucos produtos feitos no país, a maioria dos itens era importado – hello globalização. De boliviano mesmo, acho que só as lãs. Tinha muita renda colombiana, linhas de costura do Peru, zíperes chineses, lãs argentinas e muita coisa do Brasil. A dona do bazar me contou que ela vem muito pra São Paulo, fazer compras na 25 de março hehe. Fora os contatos que ela tem com fabricantes de fitas e outros artigos, que entregam diretamente lá.

. As prateleiras, armários, gavetas e balcões eram todos de madeira escura. Pra quem se lembra, as lojas daqui um dia já foram assim.  Principalmente as milhões de gavetas para guardar botão. O ruim é ficar na dependência do vendedor para pegar as coisas, mas no final os achados compensam. Me lembra muito da época em que eu ia nos armarinhos perto da Teodoro Sampaio com a minha avó!

Bazar Mireya

. Fiquei impressionada com a quantidade de zíperes a venda na loja,  tinha uma enorme variedade de cores, tipos e tamanhos. No Flickr tem mais fotos, clique aqui para ver o álbum completo com prateleiras e mais prateleiras de zíperes.

. O que me levou a uma conclusão de que os produtos desse armarinho específico pareciam atender a pessoas que faziam as próprias roupas em casa. Aqui em São Paulo tem muita lojinha  para quem curte costura como hobby. Lá, era uma loja para costureias “heavy-users” bolivianas.

. Tinha praticamente TUDO na loja. Acho também que isso era até parte do comprometimento da dona em atender bem a clientela. Reparem nas fotos. Botões, fitas, elásticos, acessórios, lãs, zíperes… e até penas! Só faltou uma coisa, bastidores de bordado, de madeira, mas estavam em falta.

Bazar Mireya

No fim, bati um ótimo papo com a dona Ines Cortéz e acabei levando uns botões diferentes, que eram vendidos por dúzia ou grosa (12 dúzias = 144), uma agulhona específica para bordar em talagarça (aguja tejedora smirna original ) e as lãs naturais em cores flúor.  Para quem um dia passar por terras Bolivianas, deixo o endereço:

Bazar Mireya
calle Camiri # 154
Zona 7 Calles – Santa Cruz – Bolívia
Tel: 333-5054