04 out 09
craft tournhac
Tomando um cafezinho com a Hello Kitty
por Andrea

@hello kitty cafe, são paulo
Ontem à tarde fomos ao Shopping Bourbon conferir a inauguração do primeiro Hello Kitty Café das Américas. Não sabíamos muito bem o que encontrar por lá visto que não conhecemos nenhum HK Café em nenhum lugar do mundo. Quando chegamos, tchan tchan tchan tchan, surpresa ótima! Tudo caprichado e fofo nos mínimos detalhes, como não podia deixar de ser.

O Café é pequeno, mas aconchegante. Fica no fundo da também recém inaugurada loja Sanrio Smiles, que vende produtos originais da Hello Kitty e cia. Mas hoje vamos falar sobre o Café, porque tá todo mundo curioso, né?

Vou tentar fazer um resumo do HK Café em 10 itens:

* O cardápio, no momento, é composto por cafés variados e docesestas são as opções.

* Osdoces são 100% artesanais, desenvolvidos com exclusividade para o HK Café. Não são baratinhos, mas a qualidade é de primeira.

* Eu comi um mini cupcake e a Cláudia um pão de mel de chocolate amargo, com o formato da cara da HK. Ambos estavam deliciosos, um primor de sabor e frescura. Os doces são fornecidos pela Simone Izumi, da Divas.

* O mini cupcake além de super saboroso, vem com lacinho (!) e forminha comestível, de chocolate cor de rosa (!!).

* Os cafés são da Santo Grão, o expresso que tomei estava muito bem tirado.

* A decoração é toda cute e temática, pensada nos mínimos detalhes.

* As mesinhas têm mosaicos com partes da cara da HK. Nenhuma mesa é igual.

* O guardanapo, o cardápio, as xícaras e o porta copos têm o desenho da gatinha.

* No momento não há opções salgadas no cardápio, mas um estufa vazia no balcão indicava que eles podem ter salgados no futuro. Tomara, né? Já pensaram um tostex com a cara da HK? Seria fofo.

* A lojinha da Sanrio, na entrada do café, é uma perdição. Dá só um look na sacola de compras.

A Cláudia disse que mudaria só uma coisa no HK Café: faria as xícaras de porcelana cor de rosa. Mas será que xícara branca é padrão universal pra café?

Vejam mais fotos da nossa visita ao Hello Kitty Café no Flickr.

@hello kitty cafe, são paulo

Pra terminar, uma foto das queridas que encontramos ontem entre um café e um cupcake. Cláudia, Simone (da Divas, fornecedora oficial de chocolates do Café), Fran Lacerda (a melhor guia pelo Shopping Bourbon) e eu. Ficaram faltando os amigos Cris Paz e Alê Guerra, que infelizmente, na hora da foto, já tinham ido embora.

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Também no Superziper: Aqui comemoramos o aniversário de 35 anos da Hello Kitty desde o início de 2009. Fazemos questão de celebrar, afinal eu, Cláudia e Kitty somos da turma de 74 =^__^=
23 set 09
nhac
Fazendo sorvete em casa
por Claudia

Sabiam que hoje, 23 de setembro, é o dia do sorvete ? Como esse é um blog craft, vou falar da minha versão DIY desta sobremesa. Vou começar pela história da minha máquina de sorvete, e termino com links interessantes e dicas básicas no final.

Sorvete caseiro

Essa aí em cima é a minha nova (velha) máquina de sorvete, gostaram ? Vou contar como cheguei a ela.

Com a chegada do verão no hemisfério Norte, começaram a aparecer muuuitas receitas de sorvetes, gelados, sorbets e frogurtes no Chucrute com Salsicha, da Fernanda Guimarães Rosa, um blog de culinária que acompanho sempre. Isso sem contar nas fotos que acompanham os textos, sempre super bem produzidas e caprichadas. Apesar do frio nas bandas de cá, comecei a lembrar que uma máquina de sorvete sempre esteve na minha wishlist de gadgets de cozinha. Tudo bem que nunca esteve entre os top 10 – ela aparecia lá no finzinho da lista. Mas com essa enxurrada de ideias no Chucrute, minha vontade de fazer sorvete em casa aumentou, mesmo com o friozinho do inverno de São Paulo.

Daí que um dia fui na Liberdade procurar uma peça de reposição para a minha panela de arroz japonês. Acabei indo a uma assistência técnica que parece cena de filme do Tarantino. Corredores com prateleiras e prateleiras de panelas de todos os tipos esperando sua vez de serem arrumadas. Na vitrine pequena, algumas panelas abandonadas esperando um novo dono. E um balcão que só comporta um cliente de cada vez. Enquanto esperava minha vez de ser atendida, fiquei xeretando as coisas que estavam a venda na loja. Me chamou a atenção um pote de tampa amarela, com um adesivo muito fofo de bonequinhos tomando sorvete. Perguntei do que se tratava e a vendedora respondeu era uma máquina de sorvete usada dos anos 70, japonesa, da marca National. Funcionava perfeitamente, mas estava sobrando porque ninguém sabia onde estava o manual. Fiquei encantada. Ela estava bem suja e meio melecada, mas eu vi potencial. Não comprei de impulso – preferi chegar em casa e procurar na internet informações sobre como funcionavam as máquinas de antigamente. Da marca original não encontrei nada, mas no final, via Ebay, achei alguns produtos equivalentes e fui atrás do manual em inglês. Como não tinha muito mistério, achei que valia a pena arriscar. Dois dias depois voltei na lojinha pra comprar – ufa… ela ainda estava lá!

Dei uma limpada geral, por dentro, por fora, desinfetei, deixei ela brilhando. Voltei para o Chucrute, escolhi uma receita e fui brincar de fazer sorvete caseiro. Já experimentei o de morango e o de damasco. Fazer sorvete é bem versátil: dá para fazer com a fruta natural, em polpa ou em calda. Dá para combinar sabores, inventar e usar iogurte.

Como sou iniciante nesta arte, não me aventurei a experimentar receitas de vários sites. Por enquanto sou fiel as da Fezoca. Compartilho com vocês as receitas que estão para entrar no freezer:
. frogurt de amora
. gelado de banana flambada ao rum
. frogurt de limão & manjericão
. gelado de abacaxi
. sorbet de cereja & amêndoa

Uma dica valiosa que eu encontrei por lá foi de colocar sempre uma colher de sopa de vodka na receita, para deixar a massa macia. Nos comentários, alguém ainda deu a idéia de deixar uma fava de baunilha dentro da garrafa, para ficar com um sabor especial.

Ah, se você não tem sorveteira, também dá para se aventurar. O processo do preparo da massa é o mesmo, depois leva ao freezer, e de tempos em tempos precisa bater bem com uma batedeira ou colher de pau e levar novamente para gelar até chegar na consistência. É mais trabalhoso, mas funciona.

Quem souber de mais receitas caseiras, divida as dicas com a gente. Já ouvi dizer de gente que coloca a massa em um saco plástico tipo zip, bem vedado. Depois enche um saco maior com gelo, coloca o zip no meio e fica sacudindo até a chegar na consistência de sorvete. Alguém já tentou? Deixem seus comentários. Logo mais chega mais o verão e aí sim é que vamos precisar de mais inspiração.

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Também no Superziper: A Dri Simizo, do Kanten – outro blog de culinária que a gente adora – já foi nossa blogueira convidada e em sua passagem por aqui deixou uma receita de palha italiana com castanhas. Eu já fiz, foi um sucesso! Quer experimentar?

08 ago 09
nhac
Ovo no miolo, para o Dia dos Pais
por Claudia

pao-estrelado

Taí uma receita express para você fazer neste domingo cedinho e servir no café da manhã do seu pai: ovo frito no meio do pão de forma. A receita é simplérrima e eu aprendi num livro que *não* era de culinária: o “D is for Dahl“. Trata-se de um livro com curiosidades do Roald Dahl, um escritor de livros infantis bem conhecido (e idolatrado) na Inglaterra – é dele o “A Fantástica Fábrica de Chocolate“. O livro é escrito em verbetes bem curtinhos, como se fosse um dicionário e organizados de A a Z, contando causos, explicando a origem de personagens, falando dele e da família. Eu devorei! Ele era muito criativo, divertido e meio maluquete. A receita dos ovos aparece num trecho falando dele na cozinha, que tudo começou quando sua primeira esposa ficou doente. Ele assumiu o fogão com a mesma criatividade que tinha com as palavras. Para animar, ele servir leite pink e transformou o tradicional ovo-frito em hot-house eggs.

Olha aí o livro e uma foto da página de onde tirei a receita. A propósito, este livro (e quase todos os outros do Roald) são ilustrados pelo Quentin Blake (olha o traço dele aqui, nesse ônibus de latinha da Andrea), mas vou deixar pra falar dele em uma outra vez, sou fãzona, tenho muito pra contar.

livro-roald-dahl hot-house-eggs-recipe

O como fazer é meio auto explicativo, mas já que eu tirei as fotos, aí vão as dicas.

Eu particularmente gosto de manteiga, então usei um bocado. E o círculo eu cortei com o pão mole, usando a faca mesmo. Pra quem tem em casa, forminhas diferentes (a la Minha Mãe é Uma Sereia) dão um efeito legal. E por favor, guardem o mioloporque ele será importante no final.

ingredientes-ovo-frito preparo-corte-pao

O pão tem que fritar dos dois lados, tá? Aliás, coloque uma dose extra de manteiga no centro antes de jogar o ovo!

pao-na-frigideira pao-tostado

Olha como ficou embaixo, o ovo escorreu e grudou no pão. Não saiu perfeito, estrelado, como eu queria. Quem sabe amanhã. Na foto ao lado, o miolo estrategicamente posicionado. Ele deve ser guarado pra mergulhar na gema molinha, nham!

pao-ovo-frito pao-com-ovo-estrelado

Aliás, vocês conheciam esse prato? Descobrir o nome disso em português está sendo um desafio. Em inglês a lista é enooorme: toad in the hole, eggs in a nest, eggs in the whole, eggs in a basket, egg in a hat, frog in the hole, egg in a frame, one-eyed Jack, birds nest, breggs, one-eyed-pirate, eggie toast, gashouse eggs… Achei em um fórum – engraçado como a língua inglesa tem esse jogos de palavras. Se alguém souber de nomes oficiais ou apelidos para o tal do ovo na nossa língua, por favor compartilhem. Se quiser inventar, a vontade também.

Feliz Dia dos Pais!

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Também no Superziper: Falando em café-da-manhã, em BH tem uma padaria pra lá de especial, com pães maravilhosos, a Casa Bonomi. Pra quem não conhece, escrevemos (e fotografamos) sobre o lugar aqui!